A festa de um ano de Mariana foi linda. Bruna mandou fazer um vestido verde, com asinhas e tudo mais. Minha Sininho era real e tinha os olhos do amor da minha vida.
Percebi que sou a mãe mais coruja do mundo, apesar da minha pouca idade. E o meu aniversário de vinte e um anos se aproximava. Luan estava no auge dos seus vinte e três anos.
No final da festa de Mariana, fomos embora para casa. Entrei em casa com Nina no colo, adormecida em meus braços.
Luan e Rober foram levar meus pais no aeroporto, de madrugada ainda. Deixei Mariana no quarto e troquei sua roupa de festa por um pijama preto com bolinhas cor-de-rosa.
A janela do quarto estava entreaberta. O vento soprava as cortinas brancas e balançavam os cabelos fininhos e lisos de Nina. O sono dos deuses.
Fiquei namorando minha pequena. Passava os dedos pelo seu rostinho de boneca enquanto lembrava de tudo que já havia passado para estar ali, curtindo aquele momento.
Mariana tinha o sorriso do Luan. As presas idênticas às dele. O nariz era meu mas gordinho igual ao do Luan. Seus olhos eram negros mas na luz eram tom de mel. Uma verdadeira riqueza, princesa.
Fechei a janela do quarto e a cobri. Sai e fechei a porta com cuidado ainda que seu sono sempre fora pesado.
Caminhei em direção ao meu quarto. Tomei um banho e me troquei. Sentei na beirada da cama e abri minha gaveta onde esse diário sempre ficava.
Luan nem desconfiava de sua existência. Nas madrugadas de insônia, eu sempre escrevia. Escrever sempre fora um refúgio. Um pedacinho do céu.
Sempre pensei em parar de escrever, deixar para lá. Porque, de fato, eu sempre tive mais o que fazer ainda mais com uma filha pequena para cuidar, marido, uma casa enorme e faculdade.
Mas não. Eu sabia que não poderia parar nunca. Assim como não desisti do Luan, naquela noite nasceu um sonho.
Ali, em meio à madrugada, sozinha, comecei a planejar um futuro próximo.
Ontem eu anunciei no grupo do Facebook que eu não daria continuidade à fanfic por problemas pessoais. Mas não consigo deixar isso para trás. Faz parte de mim, da minha vida. Brenda e Luan nunca vão acabar. Esse amor é eterno.
O diário.
sábado, 26 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
Capítulo 7 - Parte II
Chegando em casa, o entardecer já se aproximava. Mariana dormia no berço e a babá cochilava na cama de acompanhante.
Fui direto para o meu quarto. Deitei e dormi. Minha cabeça estava zonza. Eu precisava de descanso.
Acordei no outro dia, logo pela manhã. Luan havia ido para casa de Marizete e levara Mariana junto. Tomei banho e me arrumei. Tomei um café rápido e fui até a garagem.
Saí com o carro em direção à casa dos meus sogros. Busquei Mariana e Bruna para irmos ao shopping. Wellington estava de folga e Luan ainda não ousava ir em lugares públicos desacompanhado de força maior.
Fomos às compras. Bruna ainda torrava grande parte de sua mesada com roupas, sapatos e acessórios.
Éramos abordadas por fãs que residiam em Londrina. Algumas até, certa vez, descobriram meu e-mail e mandavam para mim algumas colagens e montagens desde quando conseguiram fotos comigo na gravidez e depois, já com Mariana no colo.
Haviam fãs que passaram a ser presentes no meu dia-a-dia. Meses depois, em fevereiro, iniciou-se a faculdade. Comecei a cursar publicidade e marketing. Meu sonho desde criança era me tornar advogada. Mas, Luan era maior do que todos os outros sonhos. E quando me tornei fã, quis ser assessora de imprensa. Mas quando me tornei namorada, mulher e mãe da filha dele, quis ser publicitária e poder trabalhar com o Luan. Auxiliar as coisas e melhorar o seu sonho. Poder ficar mais perto dele.
Lembro-me que Luan sempre me pedia para que focasse em minha vida e seguisse com tudo, sem envolver as coisas. Mas isso sempre fora impossivel. Desde o momento em que eu o vi pela primeira vez, eu sabia que não teria mais volta.
E eu, tão doente por causa dele, ficava feliz por conta disso.
Os meses foram se passando e Mariana estava perto de completar um ano de vida. Bruna, Marizete, minha mãe e eu estávamos a todo vapor com os preparativos do aniversário da minha boneca.
Tinha que ser inesquecível, ainda que ela não fosse capaz de - alguns anos depois - lembrar disso. Mas nós lembraríamos.
Luan ainda era pura correria. Os shows, os comerciais, programas de tv, lançamentos de linha de roupas e acessórios. Na medida do possível, eu o acompanhava em tudo.
O aniversário de Mariana estava marcado para o dia doze de novembro. O dia de seu nascimento. Uma semana depois, dia dezenove de novembro, embarcaríamos rumo à São Paulo.
Duda iria se casar depois de trocar de namorado exatas nove vezes. O tal rapaz era Vinicius. Arquiteto e músico.
Chegava o dia da festa e Mariana já balbuciava algumas palavras e andava para todos os lados.
A festa seria temática e o personagem escolhido por mim e por Bruna fora a Tinker Bell já que desde que nascera, eu sempre colocava Nina para assistir aos desenhos da Disney.
Desculpe a demora para postar os capítulos. Prometo andar mais rápido. Obrigada sempre <3
Fui direto para o meu quarto. Deitei e dormi. Minha cabeça estava zonza. Eu precisava de descanso.
Acordei no outro dia, logo pela manhã. Luan havia ido para casa de Marizete e levara Mariana junto. Tomei banho e me arrumei. Tomei um café rápido e fui até a garagem.
Saí com o carro em direção à casa dos meus sogros. Busquei Mariana e Bruna para irmos ao shopping. Wellington estava de folga e Luan ainda não ousava ir em lugares públicos desacompanhado de força maior.
Fomos às compras. Bruna ainda torrava grande parte de sua mesada com roupas, sapatos e acessórios.
Éramos abordadas por fãs que residiam em Londrina. Algumas até, certa vez, descobriram meu e-mail e mandavam para mim algumas colagens e montagens desde quando conseguiram fotos comigo na gravidez e depois, já com Mariana no colo.
Haviam fãs que passaram a ser presentes no meu dia-a-dia. Meses depois, em fevereiro, iniciou-se a faculdade. Comecei a cursar publicidade e marketing. Meu sonho desde criança era me tornar advogada. Mas, Luan era maior do que todos os outros sonhos. E quando me tornei fã, quis ser assessora de imprensa. Mas quando me tornei namorada, mulher e mãe da filha dele, quis ser publicitária e poder trabalhar com o Luan. Auxiliar as coisas e melhorar o seu sonho. Poder ficar mais perto dele.
Lembro-me que Luan sempre me pedia para que focasse em minha vida e seguisse com tudo, sem envolver as coisas. Mas isso sempre fora impossivel. Desde o momento em que eu o vi pela primeira vez, eu sabia que não teria mais volta.
E eu, tão doente por causa dele, ficava feliz por conta disso.
Os meses foram se passando e Mariana estava perto de completar um ano de vida. Bruna, Marizete, minha mãe e eu estávamos a todo vapor com os preparativos do aniversário da minha boneca.
Tinha que ser inesquecível, ainda que ela não fosse capaz de - alguns anos depois - lembrar disso. Mas nós lembraríamos.
Luan ainda era pura correria. Os shows, os comerciais, programas de tv, lançamentos de linha de roupas e acessórios. Na medida do possível, eu o acompanhava em tudo.
O aniversário de Mariana estava marcado para o dia doze de novembro. O dia de seu nascimento. Uma semana depois, dia dezenove de novembro, embarcaríamos rumo à São Paulo.
Duda iria se casar depois de trocar de namorado exatas nove vezes. O tal rapaz era Vinicius. Arquiteto e músico.
Chegava o dia da festa e Mariana já balbuciava algumas palavras e andava para todos os lados.
A festa seria temática e o personagem escolhido por mim e por Bruna fora a Tinker Bell já que desde que nascera, eu sempre colocava Nina para assistir aos desenhos da Disney.
Desculpe a demora para postar os capítulos. Prometo andar mais rápido. Obrigada sempre <3
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Capítulo 6 - Parte II
Na manhã seguinte, acordei cedo de minha noite mal-dormida.
Luan não estava ao meu lado. Levantei súbita e rapidamente e fui até o quarto de Mariana.
A porta estava entre-aberta. Luan sentado na poltrona dando a mamadeira para a bebê.
Cocei os olhos e abri mais um pouco a porta. Ele me olhou de repente e sorriu. Encostei-me no batente da porta e sorri de volta.
- Bom dia, Brê. A Nininha começou a chorar e a babá diurna está para chegar. Você não acordou... aí eu mesmo vim aqui. - ele disse, sorrindo.
- Bom dia, meu amor. Eu dormi muito mal essa noite. Obrigada por ser assim. - eu respondi, indo em sua direção.
- Ser assim como? - ele perguntou.
- O melhor pai do mundo. - eu respondi, sorrindo. Ele sorriu de volta.
Beijei sua bochecha e ele disse que eu poderia tomar um banho e me arrumar para o vestibular, que ele olharia a Mariana até que a babá chegasse.
Afaguei a quase-careca de Mariana, que já estava ficando com um cabelo fininho e castanho claro.
Voltei para o quarto e no banho, comecei a chorar de tanto nervoso. Por mais que eu estivesse preparada, o medo me doía.
Me arrumei rapidamente. Queria ficar um pouquinho com a minha filha e com Luan.
Assim que sai, Luan já havia tomado banho no banheiro do quarto de hóspedes e estava deitado na cama brincando com Mariana.
Ainda faltavam algumas horas e eu teria duas provas no mesmo dia, de universidades diferentes.
Mariana balançava os bracinhos e dava pequenas risadas. Caminhei até a cama e deitei-me junto com os dois amores da minha vida.
Os minutos corriam ao lado deles. Era como se o relógio andasse dez vezes mais.
Luan me contava as histórias, shows, situações inusitadas de sua infância. Eu poderia ouvi-lo para sempre. Poderia ouvir coisas repetidas e não ligaria. Poderia ouvir a mesma coisa todos os dias, pelo resto da vida. Jamais cansaria dele.
Passado o tempo, Luan me levou de carro até a universidade. Mariana ficou com a babá diurna e com Bruna, em casa.
No trajeto de casa até a faculdade, Luan me distraia e ouvíamos seu novo CD que seria lançado no próximo mês.
Logo lembrei do lançamento do seu último trabalho. Onde tudo começou.
Luan parou o carro no estacionamento e entrou comigo. Antes de entrar na sala de prova, Luan me beijou a testa, abraçou-me e disse em meu ouvido que me amava e que sabia que apesar de todo o meu nervosismo, ele sabia que eu conseguiria.
Abracei-o de volta, fortemente, e roubei um selinho.
Entrei na sala e aguardei o inicio da prova.
Durante toda o tempo de prova, sai da sala algumas vezes para beber água e ir ao banheiro. Parecia uma prova de fogo. Eu suava frio e meu raciocínio ficava mais lento a cada minuto.
Das vezes que eu sai, flagrei Luan sentado na praça de alimentação tomando um café expresso e tirando fotos com as pessoas.
Isso me distraia, pelo menos. Mas resolvi focar na prova e terminar logo.
Duas horas e meia depois, eu sai da sala com a prova em mãos. Corrigida.
Andei até a mesa que Luan estava sentado tomando seu - provavelmente - décimo quinto café.
Com um sorriso no lábios. Eu havia batido mais uma meta. Claro que eu tinha passado. Meu nervosismo excedera, apenas. Mais uma tempestade em copo d'água.
Abracei Luan e contei a ele o resultado. Ele me beijou e saímos de mãos dadas da faculdade.
Espero que gostem, meninas! Obrigada por tudoooooooo. Comentem comigo aqui ou no grupo da fanfic no Facebook: http://www.facebook.com/groups/408165272572931/ ;) <3
Luan não estava ao meu lado. Levantei súbita e rapidamente e fui até o quarto de Mariana.
A porta estava entre-aberta. Luan sentado na poltrona dando a mamadeira para a bebê.
Cocei os olhos e abri mais um pouco a porta. Ele me olhou de repente e sorriu. Encostei-me no batente da porta e sorri de volta.
- Bom dia, Brê. A Nininha começou a chorar e a babá diurna está para chegar. Você não acordou... aí eu mesmo vim aqui. - ele disse, sorrindo.
- Bom dia, meu amor. Eu dormi muito mal essa noite. Obrigada por ser assim. - eu respondi, indo em sua direção.
- Ser assim como? - ele perguntou.
- O melhor pai do mundo. - eu respondi, sorrindo. Ele sorriu de volta.
Beijei sua bochecha e ele disse que eu poderia tomar um banho e me arrumar para o vestibular, que ele olharia a Mariana até que a babá chegasse.
Afaguei a quase-careca de Mariana, que já estava ficando com um cabelo fininho e castanho claro.
Voltei para o quarto e no banho, comecei a chorar de tanto nervoso. Por mais que eu estivesse preparada, o medo me doía.
Me arrumei rapidamente. Queria ficar um pouquinho com a minha filha e com Luan.
Assim que sai, Luan já havia tomado banho no banheiro do quarto de hóspedes e estava deitado na cama brincando com Mariana.
Ainda faltavam algumas horas e eu teria duas provas no mesmo dia, de universidades diferentes.
Mariana balançava os bracinhos e dava pequenas risadas. Caminhei até a cama e deitei-me junto com os dois amores da minha vida.
Os minutos corriam ao lado deles. Era como se o relógio andasse dez vezes mais.
Luan me contava as histórias, shows, situações inusitadas de sua infância. Eu poderia ouvi-lo para sempre. Poderia ouvir coisas repetidas e não ligaria. Poderia ouvir a mesma coisa todos os dias, pelo resto da vida. Jamais cansaria dele.
Passado o tempo, Luan me levou de carro até a universidade. Mariana ficou com a babá diurna e com Bruna, em casa.
No trajeto de casa até a faculdade, Luan me distraia e ouvíamos seu novo CD que seria lançado no próximo mês.
Logo lembrei do lançamento do seu último trabalho. Onde tudo começou.
Luan parou o carro no estacionamento e entrou comigo. Antes de entrar na sala de prova, Luan me beijou a testa, abraçou-me e disse em meu ouvido que me amava e que sabia que apesar de todo o meu nervosismo, ele sabia que eu conseguiria.
Abracei-o de volta, fortemente, e roubei um selinho.
Entrei na sala e aguardei o inicio da prova.
Durante toda o tempo de prova, sai da sala algumas vezes para beber água e ir ao banheiro. Parecia uma prova de fogo. Eu suava frio e meu raciocínio ficava mais lento a cada minuto.
Das vezes que eu sai, flagrei Luan sentado na praça de alimentação tomando um café expresso e tirando fotos com as pessoas.
Isso me distraia, pelo menos. Mas resolvi focar na prova e terminar logo.
Duas horas e meia depois, eu sai da sala com a prova em mãos. Corrigida.
Andei até a mesa que Luan estava sentado tomando seu - provavelmente - décimo quinto café.
Com um sorriso no lábios. Eu havia batido mais uma meta. Claro que eu tinha passado. Meu nervosismo excedera, apenas. Mais uma tempestade em copo d'água.
Abracei Luan e contei a ele o resultado. Ele me beijou e saímos de mãos dadas da faculdade.
Espero que gostem, meninas! Obrigada por tudoooooooo. Comentem comigo aqui ou no grupo da fanfic no Facebook: http://www.facebook.com/groups/408165272572931/ ;) <3
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Capítulo 5 - Parte II
Em menos de uma semana, nos mudamos completamente para a casa nova. Mariana dormia a maior parte do tempo e o silêncio reinava enquanto Luan saia para shows e eu ficava em casa cuidado do bebê e programando minha volta para a faculdade.
Numa tardes dessas, vazia e de sossego, Mariana cochilava no carrinho de bebê e eu pesquisava sobre vestibular e datas de matrícula na internet.
Ouvi a porta bater. Esperei e os passos se aproximavam. Me concentrei na tela do notebook e Luan me abraçou por trás e beijou minha nuca.
Sorri automaticamente. Um pequeno gesto dele fazia com que minha alma explodisse em centenas de pedacinhos de luz. E eu nunca havia lido sobre nada parecido com isso. Amor dos céus.
Luan sentou-se na cadeira ao meu lado e pegou Mariana no colo.
Começamos a conversar e ele me ajudou a escolher a faculdade e a marcar as melhores datas para vestibular para que eu pudesse agendar quando ele estivesse em casa.
Marquei e liguei para as três faculdades que existiam em Londrina. Estávamos em outubro. Agendei as provas para o final de novembro e ínicio de dezembro. Luan já estaria de férias e poderia me acompanhar e ficar com Mariana.
UM MÊS DEPOIS.
Luan estava conseguindo conciliar a agenda de shows e os compromissos com as fãs e nossa vida de casado, pai e mãe.
Bruna me visitava sempre e minha mãe fazia questão de pegar um avião e me visitar pelo menos uma vez por mês. Mariana já havia se acostumado com sua presença e sorria ao ver a avó mais coruja do mundo. Marizete me ajudava e me auxiliava com relação aos médicos e ocupava o lugar de mãe ainda que a minha fosse insubstituível.
As duas se davam bem e isso me deixava imensamente feliz. Eu era uma filha de duas mães. Meu pai piorava e eu sabia disso.
Depois de uma conversa que tivemos ao telefone, onde contei sobre o caso da pai da Duda que resolvera se entregar à doença, ele resolveu procurar ajuda médica.
Passei minha gravidez inteira achando que estava tudo bem. Minha mãe escondera tudo de mim. Agora só restava esperar os resultados do check-up de meu pai.
Rezava para que não fosse nada.
As datas do vestibular se aproximavam e Luan entrou de férias.
Eu conseguia me organizar com minha vida de mãe e de estudante. As provas finalmente chegaram.
Na véspera da primeira prova, dormi um sono agitado. Uma mistura de medo e ansiedade.
Mariana dormia em seu quarto com a babá noturna. Ela sempre dormia bem, a noite toda. E eu não amamentava mais por falta de leite. Só mamadeira.
Sentei na cama, na penumbra da madrugada. Luan dormia profundamente ao meu lado.
Liguei minha luminária e abri a gaveta do criado-mudo. Peguei meu diário e resolvi ler todas as memórias que me inundavam sempre.
Minha história com Luan me acalmara naquela noite. E em todas as noites que estariam por vir.
De volta, meninas! Obrigada por estarem sempre aqui. Já são quase 5 meses que estamos juntas. Muita coisa, né? Passou muito rápido. Me despeço com mais um capítulo. Comentem comigo. Beijos <3
Luan sentou-se na cadeira ao meu lado e pegou Mariana no colo.
Começamos a conversar e ele me ajudou a escolher a faculdade e a marcar as melhores datas para vestibular para que eu pudesse agendar quando ele estivesse em casa.
Marquei e liguei para as três faculdades que existiam em Londrina. Estávamos em outubro. Agendei as provas para o final de novembro e ínicio de dezembro. Luan já estaria de férias e poderia me acompanhar e ficar com Mariana.
UM MÊS DEPOIS.
Luan estava conseguindo conciliar a agenda de shows e os compromissos com as fãs e nossa vida de casado, pai e mãe.
Bruna me visitava sempre e minha mãe fazia questão de pegar um avião e me visitar pelo menos uma vez por mês. Mariana já havia se acostumado com sua presença e sorria ao ver a avó mais coruja do mundo. Marizete me ajudava e me auxiliava com relação aos médicos e ocupava o lugar de mãe ainda que a minha fosse insubstituível.
As duas se davam bem e isso me deixava imensamente feliz. Eu era uma filha de duas mães. Meu pai piorava e eu sabia disso.
Depois de uma conversa que tivemos ao telefone, onde contei sobre o caso da pai da Duda que resolvera se entregar à doença, ele resolveu procurar ajuda médica.
Passei minha gravidez inteira achando que estava tudo bem. Minha mãe escondera tudo de mim. Agora só restava esperar os resultados do check-up de meu pai.
Rezava para que não fosse nada.
As datas do vestibular se aproximavam e Luan entrou de férias.
Eu conseguia me organizar com minha vida de mãe e de estudante. As provas finalmente chegaram.
Na véspera da primeira prova, dormi um sono agitado. Uma mistura de medo e ansiedade.
Mariana dormia em seu quarto com a babá noturna. Ela sempre dormia bem, a noite toda. E eu não amamentava mais por falta de leite. Só mamadeira.
Sentei na cama, na penumbra da madrugada. Luan dormia profundamente ao meu lado.
Liguei minha luminária e abri a gaveta do criado-mudo. Peguei meu diário e resolvi ler todas as memórias que me inundavam sempre.
Minha história com Luan me acalmara naquela noite. E em todas as noites que estariam por vir.
De volta, meninas! Obrigada por estarem sempre aqui. Já são quase 5 meses que estamos juntas. Muita coisa, né? Passou muito rápido. Me despeço com mais um capítulo. Comentem comigo. Beijos <3
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Capítulo 4 - Parte II
A porta abriu diante de mim e pude ver a sala-de-estar. Ampla e simples. Mariana dormia o sono dos justos em meu colo.
Entrei na sala e Luan posicionou-se atrás de mim, me segurando pela cintura. Passei os olhos em cada detalhe.
Sentamos no sofá vermelho. Mergulhei nas lembranças. Esse sofá era vermelho, provavelmente, por causa da cor do sofá da sala de minha mãe, em Guarulhos. Onde passamos longos dias, tardes e noites. Juntos. Como agora. Achei que isso fosse mais uma certeza do "para sempre".
Luan pegou Mariana do meu colo e disse:
- Suba as escadas e conheça o andar de cima. Vou ficar aqui ninando a Nina...
- Nina? - eu abri um sorriso. Que apelido lindo.
- É. A nossa Nininha.. - ele disse, sorrindo também enquanto embalava nossa filha.
Fui em direção às escadas. Apoiei-me no corrimão e passei os dedos levemente, sentindo a textura fina da madeira.
Chegando no segundo andar, era basicamente parecido com a sala. Tudo simples mas ao mesmo tempo, lindo. Abri a primeira porta à direita. Era o quarto de Mariana. A parede era de um tom de rosa claro, e os móveis brancos. Havia um berço, uma cama para a babá, alguns brinquedos pelo chão, um guarda-roupa gigante e a cortina era um tom mais forte da cor da parede. Não vi nenhum móvel do nosso antigo apartamento.
Fechei a porta do quarto e sorri, automaticamente. O meu sonho mais profundo havia se realizado.
Passei para a próxima porta e deduzi que fosse um quarto de hóspedes, ainda vazio.
Virei-me e abri a segunda porta à esquerda. O aposento tinha a parede da cabeceira da cama pintada de um vermelho vivo, cor de sangue. Era nossa cor preferida. A cama box, com um lençol branco e almofadas vermelhas.
Sentei-me na beirada da cama e fiquei olhando a área arborizada em volta da casa. Era final de tarde, o crepúsculo. Minha parte preferida do dia. Sorri involuntariamente.
Voltei minha atenção para o quarto e em cima do criado-mudo haviam dois porta retratos. Um, com a nossa primeira foto. Aquela tirada em meu primeiro camarim, nosso primeiro abraço. A outra, recém revelada. Éramos nós três, horas antes, na saída do hospital. Mariana dormia em meu colo e meu sorriso traduzia bem meu estado de espirito. Luan nos apertava em um abraço de laço.
Me levantei da cama e comecei a passear pelo quarto. Havia também um banheiro enorme e um closet ainda vazio. Tudo em branco e vermelho.
Saí do quarto e fechei a porta. Desci as escadas e voltei para a sala-de-estar.
Com passos lentos, me aproximei e vi que Luan cochilava sentado com Mariana no colo.
Não sei ao certo quanto tempo fiquei admirando os dois anjos de minha vida.
Talvez apenas alguns minutos haviam passado. Mas nesses pequenos minutos, pude ouvir o eco da eternidade.
O amor que eu sentia por ele ainda estava intacto e - não sei como isso era possível - só crescia mais e mais.
Nosso amor passou dos meus limites de fã. Ultrapassou os limites do amor entre homem e mulher.
E eu sabia que ultrapassaria tudo quando nossa filha nascesse. E isso era exatamente o que eu estava sentindo e via isso acontecer diante dos meus olhos. Nitidamente.
Meu amor pelo Luan era como um filme. O mesmo, em inúmeras vidas. Eu sabia que existia algo depois dessa, uma chance para sermos melhores para nós mesmos e para os outros.
Tinhamos uma missão na vida. E isso (depois do meu amor pelo Luan), era minha única certeza.
Só para aquecer. Em O1 de janeiro de 2O13, estou de volta. Espero que gostem e comentem comigo. Beijos, saudade <3
Entrei na sala e Luan posicionou-se atrás de mim, me segurando pela cintura. Passei os olhos em cada detalhe.
Sentamos no sofá vermelho. Mergulhei nas lembranças. Esse sofá era vermelho, provavelmente, por causa da cor do sofá da sala de minha mãe, em Guarulhos. Onde passamos longos dias, tardes e noites. Juntos. Como agora. Achei que isso fosse mais uma certeza do "para sempre".
Luan pegou Mariana do meu colo e disse:
- Suba as escadas e conheça o andar de cima. Vou ficar aqui ninando a Nina...
- Nina? - eu abri um sorriso. Que apelido lindo.
- É. A nossa Nininha.. - ele disse, sorrindo também enquanto embalava nossa filha.
Fui em direção às escadas. Apoiei-me no corrimão e passei os dedos levemente, sentindo a textura fina da madeira.
Chegando no segundo andar, era basicamente parecido com a sala. Tudo simples mas ao mesmo tempo, lindo. Abri a primeira porta à direita. Era o quarto de Mariana. A parede era de um tom de rosa claro, e os móveis brancos. Havia um berço, uma cama para a babá, alguns brinquedos pelo chão, um guarda-roupa gigante e a cortina era um tom mais forte da cor da parede. Não vi nenhum móvel do nosso antigo apartamento.
Fechei a porta do quarto e sorri, automaticamente. O meu sonho mais profundo havia se realizado.
Passei para a próxima porta e deduzi que fosse um quarto de hóspedes, ainda vazio.
Virei-me e abri a segunda porta à esquerda. O aposento tinha a parede da cabeceira da cama pintada de um vermelho vivo, cor de sangue. Era nossa cor preferida. A cama box, com um lençol branco e almofadas vermelhas.
Sentei-me na beirada da cama e fiquei olhando a área arborizada em volta da casa. Era final de tarde, o crepúsculo. Minha parte preferida do dia. Sorri involuntariamente.
Voltei minha atenção para o quarto e em cima do criado-mudo haviam dois porta retratos. Um, com a nossa primeira foto. Aquela tirada em meu primeiro camarim, nosso primeiro abraço. A outra, recém revelada. Éramos nós três, horas antes, na saída do hospital. Mariana dormia em meu colo e meu sorriso traduzia bem meu estado de espirito. Luan nos apertava em um abraço de laço.
Me levantei da cama e comecei a passear pelo quarto. Havia também um banheiro enorme e um closet ainda vazio. Tudo em branco e vermelho.
Saí do quarto e fechei a porta. Desci as escadas e voltei para a sala-de-estar.
Com passos lentos, me aproximei e vi que Luan cochilava sentado com Mariana no colo.
Não sei ao certo quanto tempo fiquei admirando os dois anjos de minha vida.
Talvez apenas alguns minutos haviam passado. Mas nesses pequenos minutos, pude ouvir o eco da eternidade.
O amor que eu sentia por ele ainda estava intacto e - não sei como isso era possível - só crescia mais e mais.
Nosso amor passou dos meus limites de fã. Ultrapassou os limites do amor entre homem e mulher.
E eu sabia que ultrapassaria tudo quando nossa filha nascesse. E isso era exatamente o que eu estava sentindo e via isso acontecer diante dos meus olhos. Nitidamente.
Meu amor pelo Luan era como um filme. O mesmo, em inúmeras vidas. Eu sabia que existia algo depois dessa, uma chance para sermos melhores para nós mesmos e para os outros.
Tinhamos uma missão na vida. E isso (depois do meu amor pelo Luan), era minha única certeza.
Só para aquecer. Em O1 de janeiro de 2O13, estou de volta. Espero que gostem e comentem comigo. Beijos, saudade <3
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Capítulo 3 - Parte II
Sai do hospital e meus pais estavam na porta do hospital à minha espera. Meu pai andava doente e evitava viagens longas. Minha mãe havia escondido isso de mim por conta da gravidez, para evitar que eu ficasse nervosa. Mas agora não existia mais empecilio.
Entrei no carro escoltada pelo Luan, meus pais, Marizete, Amarildo, Bruna e mais três seguranças.
O tumulto de fãs e imprensa era enorme. Apesar do tempo que já havia passado, Luan ainda conseguia manter-se no auge.
Entrei no carro e sentei no banco do passageiro. Luan ao meu lado, com Mariana no colo.
Fui o caminho todo olhando a paisagem que corria do lado de fora do carro e admirando a paisagem que estava ao meu lado: Luan sendo o pai da minha filha. Nossa filha.
O passado começou a surgir... Todas as vezes em que estive sentada no banco traseiro de um carro junto com o Luan. E no começo de tudo, com a Dagmar.
Sempre que eu parava para pensar sobre os fatos, relacionando tudo com o tempo, me deparava com a pressa que Deus agira em minha vida.
De repente, eu não tinha nada além de esperanças vazias, julgamentos contidos e medo. A única coisa que me levava a crer era a minha fé mas ainda assim, acreditava desacreditando.
Aí, fui surpreendida. E a cada gesto do Luan, a cada olhar... talvez eu nunca me acustume com a intensidade do nosso amor.
Sempre aumentando. Se é que isso é possível.
Olhei pela janela mais uma vez e vi que Rober estava indo para o lado contrário do local do nosso apartamento.
- Luan, para onde estamos indo? - perguntei, pegando Mariana no colo, que já choramingava impaciente.
- Tenho uma surpresa para você. É um presente.. - ele disse, deixando o olhar vagar para fora da janela.
Quando vi, estávamos entrando no Royal Park. Como nos velhos tempos.
Cruzamos algumas ruas e na penúltima quadra, Rober estacionou em frente a uma casa vermelha com janelas brancas.
Luan desceu do carro e abriu a porta para mim. Me ajudou a descer do carro, com Mariana em meus braços.
Fitei a casa e fiquei maravilhada. Vermelho era nossa cor preferida. E seu carro modelo Porsche estava estacionado na garagem, ao lado de um modelo mais parecido com o Jeep preto.
Fiquei sem entender. Luan não disse nada e Rober manobrou o carro e estacionou do outro lado da rua. Ficou dentro do carro, em silêncio.
Luan me envolveu pela cintura e me levou até a porta.
Ainda sem dizer nada, sorriu para mim e esticou a mão em direção à maçaneta da porta.
Espero que gostem, meninas! Para quem ainda não adicionou o grupo da fanfic, aqui está o link: http://www.facebook.com/groups/408165272572931/ <3
Entrei no carro escoltada pelo Luan, meus pais, Marizete, Amarildo, Bruna e mais três seguranças.
O tumulto de fãs e imprensa era enorme. Apesar do tempo que já havia passado, Luan ainda conseguia manter-se no auge.
Entrei no carro e sentei no banco do passageiro. Luan ao meu lado, com Mariana no colo.
Fui o caminho todo olhando a paisagem que corria do lado de fora do carro e admirando a paisagem que estava ao meu lado: Luan sendo o pai da minha filha. Nossa filha.
O passado começou a surgir... Todas as vezes em que estive sentada no banco traseiro de um carro junto com o Luan. E no começo de tudo, com a Dagmar.
Sempre que eu parava para pensar sobre os fatos, relacionando tudo com o tempo, me deparava com a pressa que Deus agira em minha vida.
De repente, eu não tinha nada além de esperanças vazias, julgamentos contidos e medo. A única coisa que me levava a crer era a minha fé mas ainda assim, acreditava desacreditando.
Aí, fui surpreendida. E a cada gesto do Luan, a cada olhar... talvez eu nunca me acustume com a intensidade do nosso amor.
Sempre aumentando. Se é que isso é possível.
Olhei pela janela mais uma vez e vi que Rober estava indo para o lado contrário do local do nosso apartamento.
- Luan, para onde estamos indo? - perguntei, pegando Mariana no colo, que já choramingava impaciente.
- Tenho uma surpresa para você. É um presente.. - ele disse, deixando o olhar vagar para fora da janela.
Quando vi, estávamos entrando no Royal Park. Como nos velhos tempos.
Cruzamos algumas ruas e na penúltima quadra, Rober estacionou em frente a uma casa vermelha com janelas brancas.
Luan desceu do carro e abriu a porta para mim. Me ajudou a descer do carro, com Mariana em meus braços.
Fitei a casa e fiquei maravilhada. Vermelho era nossa cor preferida. E seu carro modelo Porsche estava estacionado na garagem, ao lado de um modelo mais parecido com o Jeep preto.
Fiquei sem entender. Luan não disse nada e Rober manobrou o carro e estacionou do outro lado da rua. Ficou dentro do carro, em silêncio.
Luan me envolveu pela cintura e me levou até a porta.
Ainda sem dizer nada, sorriu para mim e esticou a mão em direção à maçaneta da porta.
Espero que gostem, meninas! Para quem ainda não adicionou o grupo da fanfic, aqui está o link: http://www.facebook.com/groups/408165272572931/ <3
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Capítulo 2 - Parte II
Dei entrada no centro cirúrgico e a dor ficava insuportável a cada minuto.
As contrações ficavam fortes a cada segundo e Dr. Roberto posicionou-se.
Vi Luan ao meu lado e senti sua mão gelada segurando a minha. Comecei a respirar conforme as contrações vinham.
Dez minutos depois, comecei a fazer uma força incontrolável e inimaginável. Segurei firma na mão de Luan e o médico dizia para que eu me esforçasse ainda mais.
Comecei a suar, senti que o ar me faltava. Mas continuei. A ansiedade para conhecer minha filha era maior do que tudo.
Menos de cinco minutos fazendo aquela força toda, ouvi um choro. Meu abdômen estava totalmente contraído e a dor cessava.
Olhei para cima e vi Luan soltando minha mão e indo em direção ao choro que ecoava na sala fria.
A luz forte ofuscou minha mente.
Apaguei antes mesmo de conhecer o rostinho de Mariana.
Acordei horas depois, no quarto, com o Luan cochilando no sofá.
Em cima da estante, estavam alguns buquês de flores e presentes. Olhei para os lados e nem sinal de Mariana.
Apertei a campanhia e a enfermeira entrou no quarto. Perguntei sobre minha filha e ela disse que ela estava recebendo todos os cuidados e que sua saúde era perfeita.
A enfermeira saiu e Luan acordou com as batidas da porta. Era Marizete, Bruna e Amarildo.
Bruna me abraçou e eu percebi que eu me sentia bem. E não fazia ideia do que havia acontecido comigo dentro da sala de parto.
Luan me abraçou e me beijou a testa, dizendo:
- Como você está? Nossa pequena é linda.. estou apaixonado. Acho que fizemos um bom trabalho. - disse segurando minha mão.
Senti minhas bochechas corarem. Meus sogros me abraçaram também e me entregaram dois presentes que não abri na hora.
A porta se abriu e era a enfermeira empurrando um bercinho de plástico transparente.
Mariana vestia a roupinha que Duda havia dado de presente, especialmente para seu primeiro dia de vida: um body branco e um casaquinho vermelho com um decalque de borboleta em um tom de vermelho mais claro, quase rosa.
Quando a enfermeira chegou mais perto e parou o carrinho ao lado da minha cama, pude ver - pela primeira vez - rostinho da minha neném.
Ela dormia serena. Os cabelinhos penteados para o lado, fininhos e lisos. Cabelos em tom de mel, por causa dos meus. O nariz, idêntico ao do Luan. A boca parecia um coraçãozinho. A pele era pálida, com os bochechas coradas.
Me apaixonei à primeira vista.
Peguei-a no colo com todo o cuidado do mundo e meu coração explodiu de amor. Estava - finalmente - em meus braços a tradução do meu amor pelo Luan. Assim como Mariana, esse amor seria eterno. Mas isso eu já sabia.
Li a pulseirinha de papel em seu braço, parecida com a minha. Ali estava anotado seu tamanho e seu peso. Quarenta e nove centímetros, três quilos e cem gramas. Isso explicava o tamanho de minha barriga.
Segurei-a firme mas delicadamente. Peguei em sua mãozinha pequenina e fiquei olhando os dedinhos.
Uma lágrima escorreu e olhei para minha segunda família que estava à minha volta. Todos estavam emocionados também. Luan, principalmente.
Fixei meu olhar nele e disse:
- Ela é maravilhosa. Você é maravilhoso. Seus pais e sua irmã são maravilhosos. E eu os amo muito. E quanto a você, Luan, já passou de amor faz tempo. Mariana é a prova disso.
Luan nos abraçou chorando. De felicidade.
Mais um, meninas! Espero que estejam gostando. Obrigada por tudo! <3
As contrações ficavam fortes a cada segundo e Dr. Roberto posicionou-se.
Vi Luan ao meu lado e senti sua mão gelada segurando a minha. Comecei a respirar conforme as contrações vinham.
Dez minutos depois, comecei a fazer uma força incontrolável e inimaginável. Segurei firma na mão de Luan e o médico dizia para que eu me esforçasse ainda mais.
Comecei a suar, senti que o ar me faltava. Mas continuei. A ansiedade para conhecer minha filha era maior do que tudo.
Menos de cinco minutos fazendo aquela força toda, ouvi um choro. Meu abdômen estava totalmente contraído e a dor cessava.
Olhei para cima e vi Luan soltando minha mão e indo em direção ao choro que ecoava na sala fria.
A luz forte ofuscou minha mente.
Apaguei antes mesmo de conhecer o rostinho de Mariana.
Acordei horas depois, no quarto, com o Luan cochilando no sofá.
Em cima da estante, estavam alguns buquês de flores e presentes. Olhei para os lados e nem sinal de Mariana.
Apertei a campanhia e a enfermeira entrou no quarto. Perguntei sobre minha filha e ela disse que ela estava recebendo todos os cuidados e que sua saúde era perfeita.
A enfermeira saiu e Luan acordou com as batidas da porta. Era Marizete, Bruna e Amarildo.
Bruna me abraçou e eu percebi que eu me sentia bem. E não fazia ideia do que havia acontecido comigo dentro da sala de parto.
Luan me abraçou e me beijou a testa, dizendo:
- Como você está? Nossa pequena é linda.. estou apaixonado. Acho que fizemos um bom trabalho. - disse segurando minha mão.
Senti minhas bochechas corarem. Meus sogros me abraçaram também e me entregaram dois presentes que não abri na hora.
A porta se abriu e era a enfermeira empurrando um bercinho de plástico transparente.
Mariana vestia a roupinha que Duda havia dado de presente, especialmente para seu primeiro dia de vida: um body branco e um casaquinho vermelho com um decalque de borboleta em um tom de vermelho mais claro, quase rosa.
Quando a enfermeira chegou mais perto e parou o carrinho ao lado da minha cama, pude ver - pela primeira vez - rostinho da minha neném.
Ela dormia serena. Os cabelinhos penteados para o lado, fininhos e lisos. Cabelos em tom de mel, por causa dos meus. O nariz, idêntico ao do Luan. A boca parecia um coraçãozinho. A pele era pálida, com os bochechas coradas.
Me apaixonei à primeira vista.
Peguei-a no colo com todo o cuidado do mundo e meu coração explodiu de amor. Estava - finalmente - em meus braços a tradução do meu amor pelo Luan. Assim como Mariana, esse amor seria eterno. Mas isso eu já sabia.
Li a pulseirinha de papel em seu braço, parecida com a minha. Ali estava anotado seu tamanho e seu peso. Quarenta e nove centímetros, três quilos e cem gramas. Isso explicava o tamanho de minha barriga.
Segurei-a firme mas delicadamente. Peguei em sua mãozinha pequenina e fiquei olhando os dedinhos.
Uma lágrima escorreu e olhei para minha segunda família que estava à minha volta. Todos estavam emocionados também. Luan, principalmente.
Fixei meu olhar nele e disse:
- Ela é maravilhosa. Você é maravilhoso. Seus pais e sua irmã são maravilhosos. E eu os amo muito. E quanto a você, Luan, já passou de amor faz tempo. Mariana é a prova disso.
Luan nos abraçou chorando. De felicidade.
Mais um, meninas! Espero que estejam gostando. Obrigada por tudo! <3
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