quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Capítulo 3 - Parte II

Sai do hospital e meus pais estavam na porta do hospital à minha espera. Meu pai andava doente e evitava viagens longas. Minha mãe havia escondido isso de mim por conta da gravidez, para evitar que eu ficasse nervosa. Mas agora não existia mais empecilio.
Entrei no carro escoltada pelo Luan, meus pais, Marizete, Amarildo, Bruna e mais três seguranças.
O tumulto de fãs e imprensa era enorme. Apesar do tempo que já havia passado, Luan ainda conseguia manter-se no auge.
Entrei no carro e sentei no banco do passageiro. Luan ao meu lado, com Mariana no colo.
Fui o caminho todo olhando a paisagem que corria do lado de fora do carro e admirando a paisagem que estava ao meu lado: Luan sendo o pai da minha filha. Nossa filha.
O passado começou a surgir... Todas as vezes em que estive sentada no banco traseiro de um carro junto com o Luan. E no começo de tudo, com a Dagmar.
Sempre que eu parava para pensar sobre os fatos, relacionando tudo com o tempo, me deparava com a pressa que Deus agira em minha vida.
De repente, eu não tinha nada além de esperanças vazias, julgamentos contidos e medo. A única coisa que me levava a crer era a minha fé mas ainda assim, acreditava desacreditando.
Aí, fui surpreendida. E a cada gesto do Luan, a cada olhar... talvez eu nunca me acustume com a intensidade do nosso amor.
Sempre aumentando. Se é que isso é possível.
Olhei pela janela mais uma vez e vi que Rober estava indo para o lado contrário do local do nosso apartamento.
- Luan, para onde estamos indo? - perguntei, pegando Mariana no colo, que já choramingava impaciente.
- Tenho uma surpresa para você. É um presente.. - ele disse, deixando o olhar vagar para fora da janela.
Quando vi, estávamos entrando no Royal Park. Como nos velhos tempos.
Cruzamos algumas ruas e na penúltima quadra, Rober estacionou em frente a uma casa vermelha com janelas brancas.
Luan desceu do carro e abriu a porta para mim. Me ajudou a descer do carro, com Mariana em meus braços.
Fitei a casa e fiquei maravilhada. Vermelho era nossa cor preferida. E seu carro modelo Porsche estava estacionado na garagem, ao lado de um modelo mais parecido com o Jeep preto.
Fiquei sem entender. Luan não disse nada e Rober manobrou o carro e estacionou do outro lado da rua. Ficou dentro do carro, em silêncio.
Luan me envolveu pela cintura e me levou até a porta.
Ainda sem dizer nada, sorriu para mim e esticou a mão em direção à maçaneta da porta.

Espero que gostem, meninas! Para quem ainda não adicionou o grupo da fanfic, aqui está o link: http://www.facebook.com/groups/408165272572931/ <3

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