Dei entrada no centro cirúrgico e a dor ficava insuportável a cada minuto.
As contrações ficavam fortes a cada segundo e Dr. Roberto posicionou-se.
Vi Luan ao meu lado e senti sua mão gelada segurando a minha. Comecei a respirar conforme as contrações vinham.
Dez minutos depois, comecei a fazer uma força incontrolável e inimaginável. Segurei firma na mão de Luan e o médico dizia para que eu me esforçasse ainda mais.
Comecei a suar, senti que o ar me faltava. Mas continuei. A ansiedade para conhecer minha filha era maior do que tudo.
Menos de cinco minutos fazendo aquela força toda, ouvi um choro. Meu abdômen estava totalmente contraído e a dor cessava.
Olhei para cima e vi Luan soltando minha mão e indo em direção ao choro que ecoava na sala fria.
A luz forte ofuscou minha mente.
Apaguei antes mesmo de conhecer o rostinho de Mariana.
Acordei horas depois, no quarto, com o Luan cochilando no sofá.
Em cima da estante, estavam alguns buquês de flores e presentes. Olhei para os lados e nem sinal de Mariana.
Apertei a campanhia e a enfermeira entrou no quarto. Perguntei sobre minha filha e ela disse que ela estava recebendo todos os cuidados e que sua saúde era perfeita.
A enfermeira saiu e Luan acordou com as batidas da porta. Era Marizete, Bruna e Amarildo.
Bruna me abraçou e eu percebi que eu me sentia bem. E não fazia ideia do que havia acontecido comigo dentro da sala de parto.
Luan me abraçou e me beijou a testa, dizendo:
- Como você está? Nossa pequena é linda.. estou apaixonado. Acho que fizemos um bom trabalho. - disse segurando minha mão.
Senti minhas bochechas corarem. Meus sogros me abraçaram também e me entregaram dois presentes que não abri na hora.
A porta se abriu e era a enfermeira empurrando um bercinho de plástico transparente.
Mariana vestia a roupinha que Duda havia dado de presente, especialmente para seu primeiro dia de vida: um body branco e um casaquinho vermelho com um decalque de borboleta em um tom de vermelho mais claro, quase rosa.
Quando a enfermeira chegou mais perto e parou o carrinho ao lado da minha cama, pude ver - pela primeira vez - rostinho da minha neném.
Ela dormia serena. Os cabelinhos penteados para o lado, fininhos e lisos. Cabelos em tom de mel, por causa dos meus. O nariz, idêntico ao do Luan. A boca parecia um coraçãozinho. A pele era pálida, com os bochechas coradas.
Me apaixonei à primeira vista.
Peguei-a no colo com todo o cuidado do mundo e meu coração explodiu de amor. Estava - finalmente - em meus braços a tradução do meu amor pelo Luan. Assim como Mariana, esse amor seria eterno. Mas isso eu já sabia.
Li a pulseirinha de papel em seu braço, parecida com a minha. Ali estava anotado seu tamanho e seu peso. Quarenta e nove centímetros, três quilos e cem gramas. Isso explicava o tamanho de minha barriga.
Segurei-a firme mas delicadamente. Peguei em sua mãozinha pequenina e fiquei olhando os dedinhos.
Uma lágrima escorreu e olhei para minha segunda família que estava à minha volta. Todos estavam emocionados também. Luan, principalmente.
Fixei meu olhar nele e disse:
- Ela é maravilhosa. Você é maravilhoso. Seus pais e sua irmã são maravilhosos. E eu os amo muito. E quanto a você, Luan, já passou de amor faz tempo. Mariana é a prova disso.
Luan nos abraçou chorando. De felicidade.
Mais um, meninas! Espero que estejam gostando. Obrigada por tudo! <3
Aaaaaaaaa que lindooo! To chorando aquii!!! :')
ResponderEliminar