Ele me beijou, ali mesmo, no meio da rua. Parecia que alguém estava nos observando. Sai do beijo e olhei para dentro do carro. Rober estava sentado no lugar do motorista e o Well no banco do passeiro. Fiquei olhando para os dois e o Luan disse:
- Ô, seus filhos da mãe. Tão olhando a minha princesa porque? - e caimos na risada juntos. Well sempre carrancudo. Parecia não gostar de ver a mim - uma fã alucinada - tão perto do Luan e ele tão longe.
- Guri chato esse Luan, hein, Well? Credo.. - disse o Rober, fechando o vidro do carro.
- Não liga pra esses otários, Brê.. - ele disse, me abraçando de novo. Inalei o cheiro dele. Eu não conseguia dizer nada. Minhas cordas vocais estavam falhas. Só o abracei. Sem fim.
- Como você tá? E esse dedinho aí, hein? - ele disse, todo preocupado. Morri.
- Já passou. Você aqui.. AQUI! No portão da minha casa. É a melhor surpresa que eu já tive nessa vida. - eu disse e parei. Fiquei com medo de não conseguir segurar a língua e sair falando feito uma matraca sobre todo o meu sentimento por ele. Eu não queria assustá-lo.
- Você merece tudo isso e muito mais. - ele disse, com o olhar fixo em mim. Desviei os olhos.
- Antes de dar continuidade na conversa, vamos ficar aqui, no meio da rua mesmo? - eu disse com medo de que alguém nos visse. E tirasse fotos e jogasse na internet.
- Não.. então, avisa sua mãe que você vai dar uma volta comigo. - ele disse, olhando para dentro de casa.
- Tá, espera aí, príncipe. Não sai daqui, hein? - eu disse, dando meia-volta e entrando em casa.
Assim que entrei, me arrependi de tê-lo deixado lá fora. Eu queria que minha mãe o conhecesse. Eu queria gritar pro mundo que eu estava realmente com o Luan. Ele tinha me dado a maior prova de que tudo isso era pra valer. Mas minha mente sempre insana não aceitava isso. E só me vinham pensamentos negativos.
Vi minha mãe sentada na sala lendo revista. Ela se assustou com minha entrada rápida.
- Que foi, filha? - ela disse.
- MÃE, O LUAN TÁ ALI FORA. AI, MÃE, SOCORRO.. - eu disse, afobada e tropeçando nas palavras mais uma vez.
- O quê? - ela largou a revista.
- É isso mesmo, mãe. Vim só te avisar que vou sair com ele, tá? - eu disse, mal acreditando em minhas próprias palavras.
- Tá bom. Mas, se cuida? Por favor. E eu também quero conhecê-lo. Mas não vou estragar essa surpresa dele ter aparecido sem avisar aqui. Beijo, te amo filhota. - ela disse e beijou meu rosto.
- Pode deixar, mãe. Te amo muito. - a abracei e subi para o meu quarto. Peguei uma blusa de frio e minha bolsa.
Desci as escadas correndo, joguei outro beijo para minha mãe. Sai na garagem e não vi mais o carro estacionado. O choro chegou na garganta e ardeu meus olhos. Pensei que ia desmaiar. Até que alguém chamou meu nome.
- O, dona Brenda. O Luan Santana tá te esperando, dondoca. - disse a voz. Pisquei para tirar as lágrimas dos meus olhos e enxerguei o Rober. O carro estava mais à frente, longe do meu campo de visão. Rober havia estacionado em frente a uma garagem e o vizinho queria entrar com o carro. Meu coração voltou a bater normalmente.
Fui até o carro e entrei. Sentei ao lado do Luan. Fomos abraçados o caminho todo.
- Aonde nós vamos, principe? - eu disse, olhando para o Luan.
- Vamos a um lugar especial demais para mim. Só posso dizer que é em São Paulo. Vai demorar um pouquinho pra chegar lá. - ele disse.
- Tudo bem. Qualquer espaço de tempo ao seu lado, para mim, é lucro.. - eu disse e minha mente já apitava para que eu não falasse demais. Morria de medo dele sair correndo de mim e me deixar sozinha por causa da minha intensidade.
Ele segurou nas minhas mãos e ficamos ali, de mãos dadas. No som do carro, tocava Gusttavo Lima e o Rober e Well parecim não notar nossa presença ali. Demos um selinho rápido e o Rober olhou pelo espelho retrovisor e disse:
- Parem com essa putaria na minha frente. Não sou obrigado. - ele e o Well cairam na risada. Luan fechou cara.
- Putaria é o que eu vou fazer quando eu ralar essa sua testa no asfalto.. - disse o Luan. Dessa vez apenas nós dois caímos na risada. Well permanecia em silêncio.
O silêncio tomou conta do carro. Ouvia-se apenas a voz do Gusttavo no player. Luan continuava abraçado comigo e eu parecia uma criancinha com medo do escuro agarrada no colo dele. O melhor colo do mundo.
O trânsito não fluía bem e estava tudo congestionado. Meu cansaço começou a bater. Senti minhas pálpebras fecharem. Quando dei por mim, estava cochilando no colo dos meus sonhos.
Essa Brenda, hein? hahahaha surpresa maravilhosa! =) Próximo com 4 comentários.
terça-feira, 31 de julho de 2012
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Capítulo 24
Corri e tropecei no pé da cama. Comecei a chorar. Mas não sabia ao certo se chorava por causa do dedinho que eu havia batido ou se era por causa do vendaval que uma ligação do Luan causava em mim. Segurei o choro e atendi a ligação. Do outro lado da linha, ouvi a respiração baixa dele esperando por alguma resposta minha. Me atropelei - também - com as palavras:
- Oi, Luan.. desculpa a demora. Aconteceu um acidente.. - eu não segurei. Chorava e ria ao mesmo tempo. Babaca como sempre.
- Calma, princesa. Por que você tá chorando? - ele disse, todo preocupado. E mais uma vez, ele me matava de felicidade.
- Principe, eu bati o dedinho no quina da cama. Tá doendo, puts grila.. - eu disse, olhando pro meu pé e vendo o estrago. Era só mais um hematoma. Nada demais.
- Queria estar por perto pra dar várias beijinhos em você pra sarar logo.. - ele disse. Eu podia senti-lo ficar vermelho. Sempre timido comigo.
- Então vem. Vem ficar perto. - eu disse, babando dele.
- Eu vou. Falando nisso, semana que vem tenho show em Bragança Paulista..
- Eu sei.. - eu disse e rimos juntos. Ele, provavelmente, havia esquecido que estava falando com uma luanete de carteirinha.
- Com certeza você sabe. Mas, tá afim de ir? Olha que eu tenho uns contatos na equipe desse tal Luan Santana aí e posso conseguir camarim pra você.. - ele disse, todo sério. Não consegui segurar a risada. O próprio fingindo ser outra pessoa. Coisa mais linda.
- Ah, é? Mas assim é covardia. Pelo camarim do Luan eu vou até o fim do mundo! - eu disse, cheia de entusiasmo.
- Iria até o fim do mundo pelo camarim ou pelo Luan? - ele disse, continuando com o tom de voz sério.
- Pelo Luan. - minha resposta foi quase que automática. Ele riu.
- Que bom. Mas desce aí porque eu tô aqui no seu portão. - ele disse. Eu fiquei sem voz. Como assim? No meu portão?
- O quê? Você aqui? - eu disse, e corri pra janela. A rua da minha casa estava vazia. Mas havia um carro estacionado do outro lado da rua.
- É, não tem um carro estacionado do outro lado da rua? Tô aqui. - ele disse, como se isso não fosse nada demais.
- Meu Deus.. - só consegui dizer isso e sai correndo da janela e fui até o espelho. Me deparei com meu estado deplorável.
- E eu acabei de ver você na janela. - ele disse. E eu só ouvia. Prendi o cabelo em um coque, passei um rímel e um batom puxado pro vermelho. Desci as escadas correndo quando percebi que ainda estava de uniforme. E o Luan na linha esperando.
- Puts, Luan Rafael. Você me mata! - eu disse, rindo e subindo as escadas de novo. Troquei o uniforme por uma calça jeans skinny, o sneaker de salto de sempre e uma blusinha branca. Desci correndo de novo e passei pela sala igual a um furacão.
- Tô esperando você. Aliás, tô te vendo já. Na garagem.. - ele ia dizendo enquanto eu apanhava do cadeado. O nervosismo não me deixava controlar minhas mãos direito.
Quando, finalmente, eu consegui abrir o portão, fiquei imóvel na calçada. Não conseguia andar. Lembrei do dia em que o vi pela primeira vez no camarim. Será que toda vez seria assim? Será que toda vez eu ficaria sem reação perto dele? Isso não importava agora e empurrei minhas indagações para o fundo da minha mente. Deixando para a madrugada. Agora não era hora de se torturar. O amor da minha vida estava do outro lado da rua e comigo na linha do celular.
A porta do carro se abriu. O crepúsculo estava acontecendo, quase noite. Meu principe desceu do carro e veio de encontro a mim. Lindo. De calça jeans preta, jaqueta preta, camiseta branca e tênis. A visão do paraíso.
Atravessou a rua. Veio em minha direção de braços abertos. Desligou a ligação e quase deixei meu celular cair no chão. Chegou até mim e me embalou num abraço esmagador:
- Até que enfim, princesa. Eu precisava dizer pessoalmente que minha saudade não me deixa nem dormir.. - ele disse, ao pé do meu ouvido e me dando um beijo na testa.
Ali, naquele momento, eu não precisava dizer nada. Olhei para ele e jurei amor eterno mais uma vez.
UUUUUUUUUUUUUUUUUH! Estão gostando, meninas? Próximo com 4 comentários =) beijos.
- Oi, Luan.. desculpa a demora. Aconteceu um acidente.. - eu não segurei. Chorava e ria ao mesmo tempo. Babaca como sempre.
- Calma, princesa. Por que você tá chorando? - ele disse, todo preocupado. E mais uma vez, ele me matava de felicidade.
- Principe, eu bati o dedinho no quina da cama. Tá doendo, puts grila.. - eu disse, olhando pro meu pé e vendo o estrago. Era só mais um hematoma. Nada demais.
- Queria estar por perto pra dar várias beijinhos em você pra sarar logo.. - ele disse. Eu podia senti-lo ficar vermelho. Sempre timido comigo.
- Então vem. Vem ficar perto. - eu disse, babando dele.
- Eu vou. Falando nisso, semana que vem tenho show em Bragança Paulista..
- Eu sei.. - eu disse e rimos juntos. Ele, provavelmente, havia esquecido que estava falando com uma luanete de carteirinha.
- Com certeza você sabe. Mas, tá afim de ir? Olha que eu tenho uns contatos na equipe desse tal Luan Santana aí e posso conseguir camarim pra você.. - ele disse, todo sério. Não consegui segurar a risada. O próprio fingindo ser outra pessoa. Coisa mais linda.
- Ah, é? Mas assim é covardia. Pelo camarim do Luan eu vou até o fim do mundo! - eu disse, cheia de entusiasmo.
- Iria até o fim do mundo pelo camarim ou pelo Luan? - ele disse, continuando com o tom de voz sério.
- Pelo Luan. - minha resposta foi quase que automática. Ele riu.
- Que bom. Mas desce aí porque eu tô aqui no seu portão. - ele disse. Eu fiquei sem voz. Como assim? No meu portão?
- O quê? Você aqui? - eu disse, e corri pra janela. A rua da minha casa estava vazia. Mas havia um carro estacionado do outro lado da rua.
- É, não tem um carro estacionado do outro lado da rua? Tô aqui. - ele disse, como se isso não fosse nada demais.
- Meu Deus.. - só consegui dizer isso e sai correndo da janela e fui até o espelho. Me deparei com meu estado deplorável.
- E eu acabei de ver você na janela. - ele disse. E eu só ouvia. Prendi o cabelo em um coque, passei um rímel e um batom puxado pro vermelho. Desci as escadas correndo quando percebi que ainda estava de uniforme. E o Luan na linha esperando.
- Puts, Luan Rafael. Você me mata! - eu disse, rindo e subindo as escadas de novo. Troquei o uniforme por uma calça jeans skinny, o sneaker de salto de sempre e uma blusinha branca. Desci correndo de novo e passei pela sala igual a um furacão.
- Tô esperando você. Aliás, tô te vendo já. Na garagem.. - ele ia dizendo enquanto eu apanhava do cadeado. O nervosismo não me deixava controlar minhas mãos direito.
Quando, finalmente, eu consegui abrir o portão, fiquei imóvel na calçada. Não conseguia andar. Lembrei do dia em que o vi pela primeira vez no camarim. Será que toda vez seria assim? Será que toda vez eu ficaria sem reação perto dele? Isso não importava agora e empurrei minhas indagações para o fundo da minha mente. Deixando para a madrugada. Agora não era hora de se torturar. O amor da minha vida estava do outro lado da rua e comigo na linha do celular.
A porta do carro se abriu. O crepúsculo estava acontecendo, quase noite. Meu principe desceu do carro e veio de encontro a mim. Lindo. De calça jeans preta, jaqueta preta, camiseta branca e tênis. A visão do paraíso.
Atravessou a rua. Veio em minha direção de braços abertos. Desligou a ligação e quase deixei meu celular cair no chão. Chegou até mim e me embalou num abraço esmagador:
- Até que enfim, princesa. Eu precisava dizer pessoalmente que minha saudade não me deixa nem dormir.. - ele disse, ao pé do meu ouvido e me dando um beijo na testa.
Ali, naquele momento, eu não precisava dizer nada. Olhei para ele e jurei amor eterno mais uma vez.
UUUUUUUUUUUUUUUUUH! Estão gostando, meninas? Próximo com 4 comentários =) beijos.
Capítulo 23
A aula acabou e eu esqueci de comentar com Duda sobre a idéia da tatuagem. Mas resolvi passar no tatuador antes. Fui até o studio de uma amiga minha, que ficava no centro da cidade. A tatuadora, Michele, era fã do Luan. E, consequentemente, a pessoa certa para fazer esse trabalho. Não me julgaria nem falaria mal do meu amor por ele. Apenas evitando aborrecimentos.
Assim que entrei, Michele estava sentada na recepção, conversando com um dos gerentes. Ela veio correndo em minha direção.
- Ah, não! Olha quem tá aqui! Que surpresa maravilhosa, Brê! - ela disse, me abraçando forte.
- Michelinda, que saudade de você! - eu disse, retribuindo o abraço.
- Saudade também! Mas me conta, menina. O que te traz aqui? Você andou meio sumida.. - ela disse.
- Eu? Sumida? Que nada. Você que some e eu que sou culpada.. mas enfim, eu vim aqui atrás dos seus dotes como tatuadora.
- Sério? Que honra tatuar você, princesa. - ela disse, surpresa com minha atitude.
- É! A honra é minha. E quero que você faça parte de mais essa realização. Quero tatuar a palavra Incondicional na costela do lado esquerda, com a sua letra. Topa? - eu disse, toda entusiasmada. Ela parecia não acreditar.
- OMG! - ela disse, dando pulinhos.
- Calmar, muié. É só uma tatuagem mas que significa o mundo pra mim.. - eu disse. De repente, fiquei pensativa ao tornar pública aquelas palavras que saíam direto da minha alma. O gerente me olhou pelo canto do olho.
- Vou te dar essa de presente, tá? - ela disse. Fiquei surpresa.
- Não. Eu quero pagar. Isso é o seu trabalho e faço questão. - eu disse, firme com minhas palavras.
- Tá bom. Que seja. - ela deu de ombros.
- Vou trazer a Duda para assistir à sessão, pode ser?
- Claro que pode. Saudade da Dudinha também. E quando vamos fazer? Tenho o horário livre amanhã. - ela disse, mais feliz do que eu.
- Ótimo! Só vou confirmar com a Duda e te ligo, tá? - eu disse.
- Perfeito! E já vou desenhando umas letras bem legais aí você escolhe uma.
- Tudo certo, então. Mi, preciso ir. Ainda não comuniquei minha mãe sobre a tatuagem mas acho que ela nem vai ligar..
- E mesmo que ela não permita, você vai fazer mesmo assim porque eu te conheço, hein. - ela disse, e caímos na risada. Que saudade de dar umas boas risadas com a Mi. Logo com ela, que já tinha enxugado minhas lágrimas tantas vezes.
- Isso mesmo. Vou indo nessa. Te ligo mais tarde. Beijo, Mi- eu disse, ela me abraçou de novo e se despediu. Saí do studio rumo à minha casa.
Peguei o metrô. Meu celular tocou. Era o Luan. Fiquei tão afobada, que apertei o botão errado. E pensei alto:
- Nossa, Brenda, como você é burra.
O pessoal dentro do metrô me olhou como se eu fosse uma louca. Nem liguei. Já estava mais do que acustumada.
O celular tocou de novo mas dessa vez era sms. Do Luan.
"Oi, princesa. Desligou na minha cara porque? Aoo, trem! Acabei de acordar e tô almoçando com a mamusca. Falei de você pra ela. Me envia uma foto sua via MMS? Ela quer te ver =) beijos, amor."
MINHA NOSSA SENHORA, DAI-ME OUTRO CORAÇÃO POIS SÓ UM NÃO AGUENTA.
Eu queria sair correndo. Nossa, se continuasse assim, o Luan me mataria. Falar de mim pra Marizete? Eu deveria ficar com medo disso. Mas não permiti que o medo estragasse meu momento. Eu sempre sonhava com isso: conhecer a família toda. E ser querida por todos, assim como todos queridos eram por mim.
Desci na estação e peguei o ônibus. O caminho todo fui pensando no que responder ao Luan. De imediato, mandei a melhor foto que eu tinha. E respondi assim, logo depois:
"Já enviei a MMS mas assim você me mata de vergonha, viu? Marizete linda :'). Eu tô indo embora para casa, almoçar com minha mamãe também. Beijos, all."
Eu o chamei de all (em inglês: tudo). Que cabeçuda. Mas tudo bem, talvez ele me perdoasse. Afinal, eu não estava mentindo. Resolvi não contar a ele sobre a tatuagem. Não sei qual queria a reação dele e achei melhor deixar em off.
Cheguei em casa, entrei correndo e vi minha mãe na sala assistindo à tv.
Sentei ao lado dela e disse:
- Mãezinha, o que você acha sobre tatuagem? - eu disse, já esperando por um não bem grande.
- Ah, eu não sou chegada. Porque? Você quer fazer? - ela me olhou com cara de espanto.
- É.. quero fazer. - eu disse, me sentindo envergonhada. Pelo tom de voz dela, parecia que ela nunca havia esperado isso de mim. Não sei porquê.
- Pode fazer, Brê. Tatuagens não importantes para marcar coisas e tempos que passam pela nossa vida. Eu só não tenho porque meu medo é maior. - ela disse, e rimos juntas. Minha mãe sempre maravilhosa.
- Vou. Amanhã marquei hora no studio com a Michele. Lembra dela?
- Aquela sua amiga que você conheceu na internet e depois se encontraram na fila de um show no interior, né? Lembro sim. - ela disse.
- Então, ela vai me tatuar. Mas o meu pai? O que faremos com ele? - eu disse, preocupada.
- Não se preocupe, filhinha. O seu pai a gente dobra. - e rimos de novo.
- Ok, mãe. Vou subir para o meu quarto para estudar, tá? - eu disse, dei um beijo no rosto dela e zarpei para as escadas.
Entrei no meu quarto e logo ouvi meu celular gritando. Corri até ele e era o Luan. De novo. Para a minha total felicidade.
Visssssh! Tatuagem? Essa Brenda hein.. ;) próximo com 4 comentários. Beijos :)
Assim que entrei, Michele estava sentada na recepção, conversando com um dos gerentes. Ela veio correndo em minha direção.
- Ah, não! Olha quem tá aqui! Que surpresa maravilhosa, Brê! - ela disse, me abraçando forte.
- Michelinda, que saudade de você! - eu disse, retribuindo o abraço.
- Saudade também! Mas me conta, menina. O que te traz aqui? Você andou meio sumida.. - ela disse.
- Eu? Sumida? Que nada. Você que some e eu que sou culpada.. mas enfim, eu vim aqui atrás dos seus dotes como tatuadora.
- Sério? Que honra tatuar você, princesa. - ela disse, surpresa com minha atitude.
- É! A honra é minha. E quero que você faça parte de mais essa realização. Quero tatuar a palavra Incondicional na costela do lado esquerda, com a sua letra. Topa? - eu disse, toda entusiasmada. Ela parecia não acreditar.
- OMG! - ela disse, dando pulinhos.
- Calmar, muié. É só uma tatuagem mas que significa o mundo pra mim.. - eu disse. De repente, fiquei pensativa ao tornar pública aquelas palavras que saíam direto da minha alma. O gerente me olhou pelo canto do olho.
- Vou te dar essa de presente, tá? - ela disse. Fiquei surpresa.
- Não. Eu quero pagar. Isso é o seu trabalho e faço questão. - eu disse, firme com minhas palavras.
- Tá bom. Que seja. - ela deu de ombros.
- Vou trazer a Duda para assistir à sessão, pode ser?
- Claro que pode. Saudade da Dudinha também. E quando vamos fazer? Tenho o horário livre amanhã. - ela disse, mais feliz do que eu.
- Ótimo! Só vou confirmar com a Duda e te ligo, tá? - eu disse.
- Perfeito! E já vou desenhando umas letras bem legais aí você escolhe uma.
- Tudo certo, então. Mi, preciso ir. Ainda não comuniquei minha mãe sobre a tatuagem mas acho que ela nem vai ligar..
- E mesmo que ela não permita, você vai fazer mesmo assim porque eu te conheço, hein. - ela disse, e caímos na risada. Que saudade de dar umas boas risadas com a Mi. Logo com ela, que já tinha enxugado minhas lágrimas tantas vezes.
- Isso mesmo. Vou indo nessa. Te ligo mais tarde. Beijo, Mi- eu disse, ela me abraçou de novo e se despediu. Saí do studio rumo à minha casa.
Peguei o metrô. Meu celular tocou. Era o Luan. Fiquei tão afobada, que apertei o botão errado. E pensei alto:
- Nossa, Brenda, como você é burra.
O pessoal dentro do metrô me olhou como se eu fosse uma louca. Nem liguei. Já estava mais do que acustumada.
O celular tocou de novo mas dessa vez era sms. Do Luan.
"Oi, princesa. Desligou na minha cara porque? Aoo, trem! Acabei de acordar e tô almoçando com a mamusca. Falei de você pra ela. Me envia uma foto sua via MMS? Ela quer te ver =) beijos, amor."
MINHA NOSSA SENHORA, DAI-ME OUTRO CORAÇÃO POIS SÓ UM NÃO AGUENTA.
Eu queria sair correndo. Nossa, se continuasse assim, o Luan me mataria. Falar de mim pra Marizete? Eu deveria ficar com medo disso. Mas não permiti que o medo estragasse meu momento. Eu sempre sonhava com isso: conhecer a família toda. E ser querida por todos, assim como todos queridos eram por mim.
Desci na estação e peguei o ônibus. O caminho todo fui pensando no que responder ao Luan. De imediato, mandei a melhor foto que eu tinha. E respondi assim, logo depois:
"Já enviei a MMS mas assim você me mata de vergonha, viu? Marizete linda :'). Eu tô indo embora para casa, almoçar com minha mamãe também. Beijos, all."
Eu o chamei de all (em inglês: tudo). Que cabeçuda. Mas tudo bem, talvez ele me perdoasse. Afinal, eu não estava mentindo. Resolvi não contar a ele sobre a tatuagem. Não sei qual queria a reação dele e achei melhor deixar em off.
Cheguei em casa, entrei correndo e vi minha mãe na sala assistindo à tv.
Sentei ao lado dela e disse:
- Mãezinha, o que você acha sobre tatuagem? - eu disse, já esperando por um não bem grande.
- Ah, eu não sou chegada. Porque? Você quer fazer? - ela me olhou com cara de espanto.
- É.. quero fazer. - eu disse, me sentindo envergonhada. Pelo tom de voz dela, parecia que ela nunca havia esperado isso de mim. Não sei porquê.
- Pode fazer, Brê. Tatuagens não importantes para marcar coisas e tempos que passam pela nossa vida. Eu só não tenho porque meu medo é maior. - ela disse, e rimos juntas. Minha mãe sempre maravilhosa.
- Vou. Amanhã marquei hora no studio com a Michele. Lembra dela?
- Aquela sua amiga que você conheceu na internet e depois se encontraram na fila de um show no interior, né? Lembro sim. - ela disse.
- Então, ela vai me tatuar. Mas o meu pai? O que faremos com ele? - eu disse, preocupada.
- Não se preocupe, filhinha. O seu pai a gente dobra. - e rimos de novo.
- Ok, mãe. Vou subir para o meu quarto para estudar, tá? - eu disse, dei um beijo no rosto dela e zarpei para as escadas.
Entrei no meu quarto e logo ouvi meu celular gritando. Corri até ele e era o Luan. De novo. Para a minha total felicidade.
Visssssh! Tatuagem? Essa Brenda hein.. ;) próximo com 4 comentários. Beijos :)
Capítulo 22
Dormi o resto da noite com o celular na mão. E nada de chegar sms do Luan. Comecei a entrar em desespero mas repetia para mim mesma "tenha calma" e pedia ajuda dos céus pra aguentar tanto medo e insegurança dentro do meu coração.
Levantei cedo e deixei um bilhete para minha mãe, dizendo que iria de ônibus para o colégio. Sai de casa e ainda estava escuro. Eu tinha medo, ainda, que tudo desaparecesse. E só me restasse as lembranças ao lado do Luan. Poucas lembranças.
Andei até o ponto de ônibus e me sentei. Coloquei meus fones e logo iniciei minha playlist deprê. Eu não conseguia chorar. Não conseguia engolir aquilo tudo. O medo estava fazendo o que eu jamais havia permitido: matando minhas esperanças. Uma a uma. Na minha cabeça, eu seria mais um brinquedo para o Luan. Sempre precipitada. Minha cabeça não aguentaria armazenar tanto pensamento negativo.
Eu ouvia minhas músicas até que meu celular começou a vibrar. Achei que fosse minha mãe mandando sms por causa do meu bilhete.
Abri a sms e li:
"Desculpa a demora. Não quis brincar com você mas a Dagmar pegou meu celular. Que raiva. Por pouco não demito essa muié intrusa, hahahaha. Anota meu número aí, Brê. Tô chegando em Londrina agora. Preciso dormir, tô morto rs muuuuuuuitos beijos :x".
O mundo caiu. Eu sai pulando de alegria no meio da rua. Estava tudo deserto e nem sinal do meu ônibus. O dia amanhecera maravilhoso. Minha noite havia sido de pura tormenta mental. Deus estava acalmando meu coração - mais uma vez - com mais um milagre. Ou talvez fosse destino. Aliás, eu sempre acreditei nisso.
Me acalmei e respondi a sms:
"Achei que você ia sumir da minha vida, ): rs. Descansa aí, viu? Tô indo pra aula agora. =) beijos, ínumeros! s2".
Eu não queria ser melosa nem derramar em cima dele tudo que eu havia guardado. Mas eu não perderia a oportunidade.
Continuei ouvindo minhas músicas. O ponto de ônibus começou a lotar e eu ali, alheia à tudo e a todos. O mundo não me importava agora. Apenas o sono de descanso do Luan.
O ônibus chegou no ponto e eu subi. Fui o caminho todo com o pensamento fixo em uma coisa que eu já havia pensado antes e não via melhor momento, se não este, para realizar. Uma tatuagem. Eu tatuaria a palavra Incondicional na costela do lado esquerdo. Próximo ao coração. Não foi dificil achar uma palavra que resumisse tudo o que eu sentia pelo Luan. E isso, mais uma vez, seria por causa dele. E por mim também. Ele fazia parte do meu ser como ninguém outra pessoa conseguiria fazer. Minha mãe iria reclamar mas aceitaria. Eu só não esperava mais nada do meu pai.
Desci no ponto em frente ao colégio e logo vi Duda. Corri para abraçá-la. Meu Deus, como eu queria compartilhar com ela a minha felicidade.
- Oi, amora! - disse Duda, ao me ver. Ela me chamava assim sempre que percebia algo de diferente em mim. Eu sentia o brilho em meus olhos. E ela havia reparado, com certeza.
- Oi, amoreca! Tudo bem? E a tia Silvia? - eu disse, em tom descontraído. Eu evitava tocar no assunto do pai dela mas eu precisava desviar a atenção.
- Tá bem. Você sabe, a saudade dói.. - ela disse e eu senti um nó na garganta dela se formar.
- Com certeza.. - e logo lembrei do Luan. Me sentia uma tola egoísta. Saudade me lembrava Luan. E parecia errado comparar minha saudade por uma pessoa vida, com essa saudade eterna de alguém que já se foi.
Entramos para a aula - que passou voando - e resolvi me concentrar nos meus estudos.
Estão gostando??? Quem estiver acompanhando, por favor, comente! =) ou fale comigo através do facebook: facebook.com/moraisma ou twitter: @whenmare e @LuanLoversSjc. É importante! ;) próximo com 3 comentários. Beijoos :)
Levantei cedo e deixei um bilhete para minha mãe, dizendo que iria de ônibus para o colégio. Sai de casa e ainda estava escuro. Eu tinha medo, ainda, que tudo desaparecesse. E só me restasse as lembranças ao lado do Luan. Poucas lembranças.
Andei até o ponto de ônibus e me sentei. Coloquei meus fones e logo iniciei minha playlist deprê. Eu não conseguia chorar. Não conseguia engolir aquilo tudo. O medo estava fazendo o que eu jamais havia permitido: matando minhas esperanças. Uma a uma. Na minha cabeça, eu seria mais um brinquedo para o Luan. Sempre precipitada. Minha cabeça não aguentaria armazenar tanto pensamento negativo.
Eu ouvia minhas músicas até que meu celular começou a vibrar. Achei que fosse minha mãe mandando sms por causa do meu bilhete.
Abri a sms e li:
"Desculpa a demora. Não quis brincar com você mas a Dagmar pegou meu celular. Que raiva. Por pouco não demito essa muié intrusa, hahahaha. Anota meu número aí, Brê. Tô chegando em Londrina agora. Preciso dormir, tô morto rs muuuuuuuitos beijos :x".
O mundo caiu. Eu sai pulando de alegria no meio da rua. Estava tudo deserto e nem sinal do meu ônibus. O dia amanhecera maravilhoso. Minha noite havia sido de pura tormenta mental. Deus estava acalmando meu coração - mais uma vez - com mais um milagre. Ou talvez fosse destino. Aliás, eu sempre acreditei nisso.
Me acalmei e respondi a sms:
"Achei que você ia sumir da minha vida, ): rs. Descansa aí, viu? Tô indo pra aula agora. =) beijos, ínumeros! s2".
Eu não queria ser melosa nem derramar em cima dele tudo que eu havia guardado. Mas eu não perderia a oportunidade.
Continuei ouvindo minhas músicas. O ponto de ônibus começou a lotar e eu ali, alheia à tudo e a todos. O mundo não me importava agora. Apenas o sono de descanso do Luan.
O ônibus chegou no ponto e eu subi. Fui o caminho todo com o pensamento fixo em uma coisa que eu já havia pensado antes e não via melhor momento, se não este, para realizar. Uma tatuagem. Eu tatuaria a palavra Incondicional na costela do lado esquerdo. Próximo ao coração. Não foi dificil achar uma palavra que resumisse tudo o que eu sentia pelo Luan. E isso, mais uma vez, seria por causa dele. E por mim também. Ele fazia parte do meu ser como ninguém outra pessoa conseguiria fazer. Minha mãe iria reclamar mas aceitaria. Eu só não esperava mais nada do meu pai.
Desci no ponto em frente ao colégio e logo vi Duda. Corri para abraçá-la. Meu Deus, como eu queria compartilhar com ela a minha felicidade.
- Oi, amora! - disse Duda, ao me ver. Ela me chamava assim sempre que percebia algo de diferente em mim. Eu sentia o brilho em meus olhos. E ela havia reparado, com certeza.
- Oi, amoreca! Tudo bem? E a tia Silvia? - eu disse, em tom descontraído. Eu evitava tocar no assunto do pai dela mas eu precisava desviar a atenção.
- Tá bem. Você sabe, a saudade dói.. - ela disse e eu senti um nó na garganta dela se formar.
- Com certeza.. - e logo lembrei do Luan. Me sentia uma tola egoísta. Saudade me lembrava Luan. E parecia errado comparar minha saudade por uma pessoa vida, com essa saudade eterna de alguém que já se foi.
Entramos para a aula - que passou voando - e resolvi me concentrar nos meus estudos.
Estão gostando??? Quem estiver acompanhando, por favor, comente! =) ou fale comigo através do facebook: facebook.com/moraisma ou twitter: @whenmare e @LuanLoversSjc. É importante! ;) próximo com 3 comentários. Beijoos :)
sábado, 28 de julho de 2012
Capítulo 21
Comecei a chorar ao ouvir e reconhecer, finalmente, aquela voz que, por mais que eu não acreditasse, teimava em sair dos meus sonhos e fazer parte da minha realidade.
A voz de sinos parecia assustada:
- Brê? Calma, não chora. Você já sabe quem é, eu sei. Seu choro só me confirma isso. - ele riu.
- Eu sei que é você, Luan Rafael. Que susto. Quer acabar com a minha vida? Por que ligou em número confidencial? - eu disse, entre soluços.
- Claro que não. Eu queria te assustar mesmo. Mas sei que não posso brincar com seu coração de fã, né? E eu jamais faria isso. Era só brincadeira, amor.. - meu Deus, Luan me chamando de 'amor'. Eu não sobreviveria até o final da ligação.
- Tá bom. Eu desculpo você mas só se você pedir com jeitinho. - eu disse, fazendo charme e limpando as lágrimas.
- Hum, então tá. Dona Brê, em troca das suas desculpas, topa sair comigo semana que vem? - ele disse. E eu tremia por dentro e por fora. Sorte minha ele não estar me vendo.
- Não vale, viu? Você me fez uma proposta irrecusável, Luan.. - e caímos na risada juntos. Que delícia.
- Isso seria um sim, então? - com um certo tom de esperança na voz. Isso me deixava confusa.
- Mais que um sim, até. - eu disse e sorri.
- Ainda bem que você aceitou as desculpas e vai sair comigo. E mesmo que você não aceitasse, eu te sequestraria. - ele disse zoando comigo.
- Você nunca vai precisar me sequestrar. Eu vou com você sempre que você me chamar e me quiser por perto. - eu disse, surpresa com minha resposta longe e cheia de declaração.
- Isso veremos com o passar do tempo. E se você ainda me quiser.. - ele ria mas parecia tímido. Um Luan que eu não conhecia e nunca imaginei conhecer. Na verdade, um Luan que eu achei que nem existia.
- Veremos, então. - eu disse, quando, na verdade, o que eu mais queria era dizer logo a ele que eu sempre iria querer estar por perto.
- Vou parar de brincar com você e vou te ligar sem o número confidencial, tá? E eu ando com mais tempo também. Gosta de trocar sms? - ele disse em tom descontraído.
- Eu amo sms! - eu disse, já pensando na possibilidade de ficar o tempo todo falando com o Luan.
- Eu também gosto, apesar do tempo escasso, às vezes. Vamos fazer assim então, vou te mandar sms e você já grava meu número aí, tá? E vamos nos falando e combinamos nossa saída.
- Anoto sim mas vê não esquece de alterar a configuração aí, tá? - eu disse, já com medo de não conseguir de vez o número dele. Não que eu fosse encher a paciência dele nem nada do tipo. Era só mais uma certeza da presença dele fora dos meus sonhos.
- Sou burrão mas nem tanto né, muié? - e caímos na risada de novo.
- Eu nem disse, nada, hein? Era apenas um lembrete.
- Então tá bom. Brê, preciso desligar agora. Logo mais tenho uma reunião com o Anderson e a Dag já veio me chamar. Se cuida, viu? Muitos beijos. - ele disse, se despedindo.
- Se cuida você também. Beijos, neném. - eu disse, ele suspirou e desligou. Não queria parecer precipitada. Mas eu já havia dito isso demais na minha imaginação e dentro dos meus sonhos. E 'neném' resumia bem que o Luan era para mim. Um neném, um anjo.
Após o término da ligação, fiquei sem rumo. E repassei os detalhes de cada parte e de cada palavra dele, umas mil vezes. Chorei um pouquinho. Parecia que meu coração não ia aguentar. Eu sentia que ia transbordar de tanto sentimento. Talvez não coubesse mais em mim.
Êlaia! Estão gostando, amoriiis? Quem comentar em anonimo, pode deixar o twitter e facebook para o nosso contato ;) Próximo com 4 comentários. Beijos :)
A voz de sinos parecia assustada:
- Brê? Calma, não chora. Você já sabe quem é, eu sei. Seu choro só me confirma isso. - ele riu.
- Eu sei que é você, Luan Rafael. Que susto. Quer acabar com a minha vida? Por que ligou em número confidencial? - eu disse, entre soluços.
- Claro que não. Eu queria te assustar mesmo. Mas sei que não posso brincar com seu coração de fã, né? E eu jamais faria isso. Era só brincadeira, amor.. - meu Deus, Luan me chamando de 'amor'. Eu não sobreviveria até o final da ligação.
- Tá bom. Eu desculpo você mas só se você pedir com jeitinho. - eu disse, fazendo charme e limpando as lágrimas.
- Hum, então tá. Dona Brê, em troca das suas desculpas, topa sair comigo semana que vem? - ele disse. E eu tremia por dentro e por fora. Sorte minha ele não estar me vendo.
- Não vale, viu? Você me fez uma proposta irrecusável, Luan.. - e caímos na risada juntos. Que delícia.
- Isso seria um sim, então? - com um certo tom de esperança na voz. Isso me deixava confusa.
- Mais que um sim, até. - eu disse e sorri.
- Ainda bem que você aceitou as desculpas e vai sair comigo. E mesmo que você não aceitasse, eu te sequestraria. - ele disse zoando comigo.
- Você nunca vai precisar me sequestrar. Eu vou com você sempre que você me chamar e me quiser por perto. - eu disse, surpresa com minha resposta longe e cheia de declaração.
- Isso veremos com o passar do tempo. E se você ainda me quiser.. - ele ria mas parecia tímido. Um Luan que eu não conhecia e nunca imaginei conhecer. Na verdade, um Luan que eu achei que nem existia.
- Veremos, então. - eu disse, quando, na verdade, o que eu mais queria era dizer logo a ele que eu sempre iria querer estar por perto.
- Vou parar de brincar com você e vou te ligar sem o número confidencial, tá? E eu ando com mais tempo também. Gosta de trocar sms? - ele disse em tom descontraído.
- Eu amo sms! - eu disse, já pensando na possibilidade de ficar o tempo todo falando com o Luan.
- Eu também gosto, apesar do tempo escasso, às vezes. Vamos fazer assim então, vou te mandar sms e você já grava meu número aí, tá? E vamos nos falando e combinamos nossa saída.
- Anoto sim mas vê não esquece de alterar a configuração aí, tá? - eu disse, já com medo de não conseguir de vez o número dele. Não que eu fosse encher a paciência dele nem nada do tipo. Era só mais uma certeza da presença dele fora dos meus sonhos.
- Sou burrão mas nem tanto né, muié? - e caímos na risada de novo.
- Eu nem disse, nada, hein? Era apenas um lembrete.
- Então tá bom. Brê, preciso desligar agora. Logo mais tenho uma reunião com o Anderson e a Dag já veio me chamar. Se cuida, viu? Muitos beijos. - ele disse, se despedindo.
- Se cuida você também. Beijos, neném. - eu disse, ele suspirou e desligou. Não queria parecer precipitada. Mas eu já havia dito isso demais na minha imaginação e dentro dos meus sonhos. E 'neném' resumia bem que o Luan era para mim. Um neném, um anjo.
Após o término da ligação, fiquei sem rumo. E repassei os detalhes de cada parte e de cada palavra dele, umas mil vezes. Chorei um pouquinho. Parecia que meu coração não ia aguentar. Eu sentia que ia transbordar de tanto sentimento. Talvez não coubesse mais em mim.
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sexta-feira, 27 de julho de 2012
Capítulo 20
Procurei o celular dentro da bolsa com um certo desespero. Mas, ao mesmo tempo, tentava disfarçar. Luana e Duda olhavam para mim com um certo ar de intriga e desconfiança. Gelei. Elas não podiam nem sonhar que eu estava escondendo algo delas.
Achei o celular e vi na tela "desconhecido". Ave maria. Eu já deveria saber que o Luan não me ligaria. E que tudo era coisa da minha cabeça. Ainda bem que existiam as fotos. Se não, eu mesma não acreditaria naquele sonho.
Resolvi não atender. Talvez fosse raiva ou qualquer outra coisa. A verdade é que eu queria ser para ele tudo o que ele era pra mim. Mas isso era inalcançável para mim.
Desliguei o celular e forcei sorrisos até a hora de ir embora. Eu queria meu quarto, minha cama.
O dia foi acabando, o crepúsculo chegou. Peguei minhas coisas e me despedi das meninas. Duda dormiria com Luana.
Me despedi da Luana:
- Meu amor, vou sentir tanto a sua falta! - eu disse, abraçando-a.
- Eu não queria ir mas não tenho escolha.. - ela disse, choramingando e retribuindo o abraço.
- Eu te amo, viu? Não se perca de nós e dê noticias.
- Juro que não. E nossos sonhos não vão se perder. - ela me deu outro abraço.
E sussurrou no meu ouvido:
- Se cuida. Não deixe esse medo te dominar. Vá em frente. Você já é uma vencedora. Eu sei. - ela disse e se afastou. Duda mexia entretida no iPod da Luana e nem percebeu a movimentação.
Eu fiquei gelada. Por dentro e por fora. Luana, apesar de todas nossas diferenças, era minha amiga e eu não a deixaria por nada nem ninguém. Ela me conhecia e me via de um jeito diferente da Duda. E eu sentia que ela parecia mesmo perceber, de fato, que minha admiração e idolatração pelo Luan iam além dos muros de fã. Era algo maior. Talvez ela já soubesse e respeitasse minha decisão de não contar sobre esse sentimento. Seria triste demais ficar longe dela.
Fui embora à pé. O caminho até minha casa durou exatos vinte minutos. Consegui ouvir minhas músicas preferidas do Luan e bagunçar ainda mais minha mente.
Ao chegar em casa, não encontrei ninguém. Melhor ainda. Subi as escadas e me afundei nos meus pensamentos e travesseiros.
Dormi. Dormi por alguns minutos que pareceram horas. Sonhei com o Luan. De novo. Ele me abraçava e conversava comigo:
- Ei, princesa. Fica comigo pra sempre? - ele dizia olhando no fundo dos meus olhos.
- Eu fico, desde que você fique também.. - e sorri. O abracei e senti seu perfume maravilhoso na nuca. Peguei naquele cabelo liso e fiz cafuné. Encostei a cabeça em seu peito e fechei os olhos.
Acordei num pulo. Meu celular berrava. Assustei com a música e tentei recordar o breve sonho. Sorri automaticamente. Mas o insistente toque do celular me tirou do meu pós-sonho. Peguei o celular de cima do criado-mudo na maior má vontade. Li novamente o 'desconhecido'. Fiquei puta. Que coisa chata. Mas, dessa vez, resolvi atender. Apertei o botão e atendi:
- Alô? - disse, com uma voz de "poucos amigos"
- Alô? Brê? - a voz do outro lado da linha parecia surpresa com meu tom de voz ríspido.
- Sim, é ela. - disse, séria.
- Oi, princesa. Se você adivinhar quem é, te dou o mundo. - disse a voz de sinos. A voz mais linda do mundo.
Desculpe a demora, meninas! =) sejam bem-vindas as novas leitoras. Deixem o twitter ou facebook que adiciono vocês! ;) próximo com 5 comentários. Beijos.
Achei o celular e vi na tela "desconhecido". Ave maria. Eu já deveria saber que o Luan não me ligaria. E que tudo era coisa da minha cabeça. Ainda bem que existiam as fotos. Se não, eu mesma não acreditaria naquele sonho.
Resolvi não atender. Talvez fosse raiva ou qualquer outra coisa. A verdade é que eu queria ser para ele tudo o que ele era pra mim. Mas isso era inalcançável para mim.
Desliguei o celular e forcei sorrisos até a hora de ir embora. Eu queria meu quarto, minha cama.
O dia foi acabando, o crepúsculo chegou. Peguei minhas coisas e me despedi das meninas. Duda dormiria com Luana.
Me despedi da Luana:
- Meu amor, vou sentir tanto a sua falta! - eu disse, abraçando-a.
- Eu não queria ir mas não tenho escolha.. - ela disse, choramingando e retribuindo o abraço.
- Eu te amo, viu? Não se perca de nós e dê noticias.
- Juro que não. E nossos sonhos não vão se perder. - ela me deu outro abraço.
E sussurrou no meu ouvido:
- Se cuida. Não deixe esse medo te dominar. Vá em frente. Você já é uma vencedora. Eu sei. - ela disse e se afastou. Duda mexia entretida no iPod da Luana e nem percebeu a movimentação.
Eu fiquei gelada. Por dentro e por fora. Luana, apesar de todas nossas diferenças, era minha amiga e eu não a deixaria por nada nem ninguém. Ela me conhecia e me via de um jeito diferente da Duda. E eu sentia que ela parecia mesmo perceber, de fato, que minha admiração e idolatração pelo Luan iam além dos muros de fã. Era algo maior. Talvez ela já soubesse e respeitasse minha decisão de não contar sobre esse sentimento. Seria triste demais ficar longe dela.
Fui embora à pé. O caminho até minha casa durou exatos vinte minutos. Consegui ouvir minhas músicas preferidas do Luan e bagunçar ainda mais minha mente.
Ao chegar em casa, não encontrei ninguém. Melhor ainda. Subi as escadas e me afundei nos meus pensamentos e travesseiros.
Dormi. Dormi por alguns minutos que pareceram horas. Sonhei com o Luan. De novo. Ele me abraçava e conversava comigo:
- Ei, princesa. Fica comigo pra sempre? - ele dizia olhando no fundo dos meus olhos.
- Eu fico, desde que você fique também.. - e sorri. O abracei e senti seu perfume maravilhoso na nuca. Peguei naquele cabelo liso e fiz cafuné. Encostei a cabeça em seu peito e fechei os olhos.
Acordei num pulo. Meu celular berrava. Assustei com a música e tentei recordar o breve sonho. Sorri automaticamente. Mas o insistente toque do celular me tirou do meu pós-sonho. Peguei o celular de cima do criado-mudo na maior má vontade. Li novamente o 'desconhecido'. Fiquei puta. Que coisa chata. Mas, dessa vez, resolvi atender. Apertei o botão e atendi:
- Alô? - disse, com uma voz de "poucos amigos"
- Alô? Brê? - a voz do outro lado da linha parecia surpresa com meu tom de voz ríspido.
- Sim, é ela. - disse, séria.
- Oi, princesa. Se você adivinhar quem é, te dou o mundo. - disse a voz de sinos. A voz mais linda do mundo.
Desculpe a demora, meninas! =) sejam bem-vindas as novas leitoras. Deixem o twitter ou facebook que adiciono vocês! ;) próximo com 5 comentários. Beijos.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Capítulo 19
Logo pela manhã, acordei cedo. Sem despertador e sem precisar minha mãe chamar. Me arrumei e desci para tomar café. Logo vi minha mãe:
- Bom dia, mãezinha! - dei um beijo no rosto dela e fui vasculhar a geladeira.
- Bom dia, Brê. Dormiu bem? - ela disse, distraidamente, e arrumando as coisas em cima da mesa. Meu pai já havia saído para o trabalho.
- Dormi muito bem, mãe. - e sorri, involuntariamente. Luan tinha passado dos meus sonhos, e virado realidade.
- Hum, que bom então. - e saiu procurando a chave do carro.
- Vamos, né? Não quero chegar atrasada. Não vejo a hora de apertar a Duda e a Luana. - disse, subindo as escadas para buscar minhas coisas.
Fui até o meu quarto, peguei minha bolsa e o fichário. Passei a mão no rosto do meu pôster gigante. E sorri. Sorri porque eu me sentia a rainha das babacas fazendo isso. Sorri, principalmente, porque eu não ligava nem para os meus próprios pensamentos sobre minha loucura pelo Luan.
Minha mãe gritou e eu sai voando do quarto. Entrei no carro e fomos em direção ao colégio. No caminho, o silêncio tomou conta do lugar até que minha mãe resolveu colocar o cd dos Menudos, me dizendo:
- Agora é a minha vez de ouvir minhas músicas. Agora aguenta. - ela disse, toda sorridente.
- Tudo bem. Fique à vontade. - tirei os fones de ouvido da bolsa e pluguei no celular. Ela riu.
- Não, senhora. - ela disse, em tom bravo. Arrancou o fone de ouvido da minha orelha.
- Ah, mãe.. pelamor. - eu disse, desapontada.
- Eu sou obrigada a aturar Luan Santana na minha cabeça há anos. Agora, quando EU quero escutar os meus ídolos, você inventa essa moda de fone aí. Não. Vai ouvir comigo! - ela disse, fingindo estar irritada. Minha mãe era o máximo.
- TÁ BOOOOOOOOM, dona. Eu, hein - e guardei os fones na bolsa. De qualquer forma, eu precisaria deles quando a aula de matemática estivesse chata demais.
Tocou Menudo no som do carro o tempo todo. Quando chegamos na porta do colégio, dei um abraço na minha mãe e sai do carro. Com todo cuidado. Eu ainda tinha trauma daquele dia em que cai com tudo no chão e rasguei minha calça novinha. Fora o mico que eu paguei.
Entrei no colégio e fui correndo até minha sala. Procurei as meninas e as encontrei sentadas no fundo, já dando risada e fofocando. Cheguei sorrindo mas, por dentro, eu estava agoniada e triste por não me permitir contar a elas sobre a minha noite com o Luan. Eu explodia de felicidade só de lembrar. E não conseguia dividir isso com ninguém.
Sentei ao lado da Duda e dei um abraço esmagador em cada uma delas:
- Oi, minhas amorecas! Que saudade! Como vocês estão? - eu estava eufórica.
- Nossa, que bom-humor matinal é esse? Viu algum passarinho verde? - disse Luana, já tirando uma com a minha cara.
- Claro. Esse passarinho tem nome, né, Brê? - disse Duda, me salvando das piadinhas da Luana. Parecia até que ela já sabia.
- Isso aí: Luan Rafael. - e ri. Ri porquê ele era mais meu do que nunca e eu adorava pensar nisso.
O professor de matemática entrou na aula e eu nem liguei. Encarei a aula numa boa mas minha vontade de ouvir a voz do meu menino foi maior do que mim mesma. Tirei os fones de dentro da mochila, coloquei no ouvido e abaixei a cabeça na carteira. E ouvi Incondicional no último volume, até meus ouvidos pedirem socorro.
A aula correu normalmente, Duda estava meio tristinha por causa da morte do pai. Eu e Luana tratávamos de ficar quietas sobre o assunto e Duda também não falava nada. A dor iria passar e viraria saudade. Disso eu já sabia e tinha certeza. Minha menina aguentaria. Ainda que a ausência permanecesse.
Luana voltaria ao Rio no dia seguinte e ficaria com a tia dela até as coisas por lá se acalmarem. Depois do colégio, ficamos a tarde toda na casa dela colocando a fofoca em dia.
Até que meu celular tocou.
Ih! E agora, hein? hahahahah suspense no ar. Próximo com 5 comentários. Beijos! =)
- Bom dia, mãezinha! - dei um beijo no rosto dela e fui vasculhar a geladeira.
- Bom dia, Brê. Dormiu bem? - ela disse, distraidamente, e arrumando as coisas em cima da mesa. Meu pai já havia saído para o trabalho.
- Dormi muito bem, mãe. - e sorri, involuntariamente. Luan tinha passado dos meus sonhos, e virado realidade.
- Hum, que bom então. - e saiu procurando a chave do carro.
- Vamos, né? Não quero chegar atrasada. Não vejo a hora de apertar a Duda e a Luana. - disse, subindo as escadas para buscar minhas coisas.
Fui até o meu quarto, peguei minha bolsa e o fichário. Passei a mão no rosto do meu pôster gigante. E sorri. Sorri porque eu me sentia a rainha das babacas fazendo isso. Sorri, principalmente, porque eu não ligava nem para os meus próprios pensamentos sobre minha loucura pelo Luan.
Minha mãe gritou e eu sai voando do quarto. Entrei no carro e fomos em direção ao colégio. No caminho, o silêncio tomou conta do lugar até que minha mãe resolveu colocar o cd dos Menudos, me dizendo:
- Agora é a minha vez de ouvir minhas músicas. Agora aguenta. - ela disse, toda sorridente.
- Tudo bem. Fique à vontade. - tirei os fones de ouvido da bolsa e pluguei no celular. Ela riu.
- Não, senhora. - ela disse, em tom bravo. Arrancou o fone de ouvido da minha orelha.
- Ah, mãe.. pelamor. - eu disse, desapontada.
- Eu sou obrigada a aturar Luan Santana na minha cabeça há anos. Agora, quando EU quero escutar os meus ídolos, você inventa essa moda de fone aí. Não. Vai ouvir comigo! - ela disse, fingindo estar irritada. Minha mãe era o máximo.
- TÁ BOOOOOOOOM, dona. Eu, hein - e guardei os fones na bolsa. De qualquer forma, eu precisaria deles quando a aula de matemática estivesse chata demais.
Tocou Menudo no som do carro o tempo todo. Quando chegamos na porta do colégio, dei um abraço na minha mãe e sai do carro. Com todo cuidado. Eu ainda tinha trauma daquele dia em que cai com tudo no chão e rasguei minha calça novinha. Fora o mico que eu paguei.
Entrei no colégio e fui correndo até minha sala. Procurei as meninas e as encontrei sentadas no fundo, já dando risada e fofocando. Cheguei sorrindo mas, por dentro, eu estava agoniada e triste por não me permitir contar a elas sobre a minha noite com o Luan. Eu explodia de felicidade só de lembrar. E não conseguia dividir isso com ninguém.
Sentei ao lado da Duda e dei um abraço esmagador em cada uma delas:
- Oi, minhas amorecas! Que saudade! Como vocês estão? - eu estava eufórica.
- Nossa, que bom-humor matinal é esse? Viu algum passarinho verde? - disse Luana, já tirando uma com a minha cara.
- Claro. Esse passarinho tem nome, né, Brê? - disse Duda, me salvando das piadinhas da Luana. Parecia até que ela já sabia.
- Isso aí: Luan Rafael. - e ri. Ri porquê ele era mais meu do que nunca e eu adorava pensar nisso.
O professor de matemática entrou na aula e eu nem liguei. Encarei a aula numa boa mas minha vontade de ouvir a voz do meu menino foi maior do que mim mesma. Tirei os fones de dentro da mochila, coloquei no ouvido e abaixei a cabeça na carteira. E ouvi Incondicional no último volume, até meus ouvidos pedirem socorro.
A aula correu normalmente, Duda estava meio tristinha por causa da morte do pai. Eu e Luana tratávamos de ficar quietas sobre o assunto e Duda também não falava nada. A dor iria passar e viraria saudade. Disso eu já sabia e tinha certeza. Minha menina aguentaria. Ainda que a ausência permanecesse.
Luana voltaria ao Rio no dia seguinte e ficaria com a tia dela até as coisas por lá se acalmarem. Depois do colégio, ficamos a tarde toda na casa dela colocando a fofoca em dia.
Até que meu celular tocou.
Ih! E agora, hein? hahahahah suspense no ar. Próximo com 5 comentários. Beijos! =)
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Capítulo 18
Enquanto procurava os cabos, fui ligando o computador. Estava doida pra ver as fotos que eu não colocaria na internet: as fotos junto com o Luan no hotel.
Finalmente, achei os cabos, conectei e passei as fotos. Fiquei babando. Admirada com os olhares, caras e bocas do Luan em cada foto.
As três fotos no camarim que a Dag havia tirado, de todas, apenas uma ficou digna. Mas publiquei as três. Eu me orgulhava tanto daquilo que nem liguei. Ali, estava registrado o melhor dia da minha vida. Pena que nenhuma foto poderia guardar/registrar o que eu senti naquele momento.
Foquei nas fotos novamente. Luan conseguia me deixar dispersa mesmo estando há quilômetros de mim.
Muita gente comentou. Coloquei as fotos no twitter e dei uma olhada nas minhas mentions. O Rober estava me seguindo. Só consegui rir. Ri alto, aliás. Rober era um palhação. Me tratou super bem e me seguiu no twitter? Felicidade completa. Eu tinha duas dm's. Achei logo que era o Rober me trollando. E era. Ele me mandou algo assim: "se você ficou com o Luan, dá uma risadinha". Besta demais.
E a outra dm, quando eu li, quase cai da cadeira. Quase sai correndo puxando os cabelos por aí. Era o Luan:
"Brê. Estranho falar por dm, né? Mas é que você não passou o seu DDD e tô na dúvida. Beijos".
Eu fiquei sem reação. Luan me mandando dm perguntando o DDD do meu número. Puts grila. Comecei a pensar: se ele quer o DDD ou ele já tentou me ligar e não conseguiu ou quer ligar mas percebeu que não vai dar porque esqueci o DDD. Meu Deus. Talvez ele estivesse mesmo interessado em mim. Congelei. Com muito custo, respondi a dm e mandei meu DDD. Como sou lerda. Fiquei tão preocupada em ver se o número estava errado ou não, que me esqueci completamente do DDD.
De fato, eu fiquei abobada por ele ter tido o trabalho de me mandar uma dm. Abobada, não. Falecida.
Tirei print, imprimi e guardei junto com o outro print do follow e tweet, na caixa de lembranças.
Minha mãe me tirou do meu mundo com seus gritos. Era hora do jantar. Desci as escadas, cumprimentei meu pai e sentamos à mesa. O jantar todo fluiu bem até que meu pai me pergunta:
- Dona Brenda, como foi o show do seu ídolo que nem sabe da sua existência?. - ele espetou um pedaço da lasanha que minha mãe havia feito e riu. Coitado. Mal sabia. Isso não me afetava mais.
- Foi ótimo! Melhor impossível! - disse e olhei para minha mãe, discretamente. Ela deu uma risadinha.
- Que bom. Pelo menos isso. - ele disse e se levantou da mesa indo em direção à sala. Era assim que meu pai terminava sua semana: vendo Fantástico e se empanturrando de comida. Ele amava futebol e era fanático pelo Palmeiras. Tão fanático, que chorava de nervoso nos jogos. E nem precisava ser final de campeonato ou decisão importante. E, claro, a babaca que amava e chorava por um cara que nem sabia de minha existência, era eu. Então tá.
Ajudei minha mãe com a louça. Enquanto conversávamos, fui comentando com ela sobre como o Luan era diferente nos bastidores. Diferente pra melhor. Eu não sabia como ele conseguia ser melhor ainda. Terminei os afazeres com minha mãe e logo fui para o meu quarto.
Aproveitei o fim daquela noite de domingo para salvar as fotos do show de sábado. Eu mandaria revelar algumas para colocar na caixa de fotos. E as minhas com o Luan no hotel, eu mesma tentaria revelar em casa. Ninguém veria, além de mim.
Passei o resto da noite fazendo meu trabalho de fã dedicada. Tentei ir dormir cedo mas uma amiga do fã-clube, Érika, escrevia umas fan-fictions lindas e eu resolvi começar a ler. Adiantei dez capítulos e fiquei fascinada.
Talvez ela nem imaginasse - apesar de escrever sobre isso e sobre ser possível dar certo - que, de fato, as coisas poderiam vir a acontecer daquele mesmo jeito.
Escovei os dentes, arrumei meu material para a aula do cursinho no outro dia e ajeitei minha cama.
Naquele noite, meu príncipe habitou meus sonhos mais uma vez.
Estão gostando??? Isso aqui é pra vocês =) obrigada mais uma vez. Próximo com 4 comentários! Beijos.
Tirei print, imprimi e guardei junto com o outro print do follow e tweet, na caixa de lembranças.
Minha mãe me tirou do meu mundo com seus gritos. Era hora do jantar. Desci as escadas, cumprimentei meu pai e sentamos à mesa. O jantar todo fluiu bem até que meu pai me pergunta:
- Dona Brenda, como foi o show do seu ídolo que nem sabe da sua existência?. - ele espetou um pedaço da lasanha que minha mãe havia feito e riu. Coitado. Mal sabia. Isso não me afetava mais.
- Foi ótimo! Melhor impossível! - disse e olhei para minha mãe, discretamente. Ela deu uma risadinha.
- Que bom. Pelo menos isso. - ele disse e se levantou da mesa indo em direção à sala. Era assim que meu pai terminava sua semana: vendo Fantástico e se empanturrando de comida. Ele amava futebol e era fanático pelo Palmeiras. Tão fanático, que chorava de nervoso nos jogos. E nem precisava ser final de campeonato ou decisão importante. E, claro, a babaca que amava e chorava por um cara que nem sabia de minha existência, era eu. Então tá.
Ajudei minha mãe com a louça. Enquanto conversávamos, fui comentando com ela sobre como o Luan era diferente nos bastidores. Diferente pra melhor. Eu não sabia como ele conseguia ser melhor ainda. Terminei os afazeres com minha mãe e logo fui para o meu quarto.
Aproveitei o fim daquela noite de domingo para salvar as fotos do show de sábado. Eu mandaria revelar algumas para colocar na caixa de fotos. E as minhas com o Luan no hotel, eu mesma tentaria revelar em casa. Ninguém veria, além de mim.
Passei o resto da noite fazendo meu trabalho de fã dedicada. Tentei ir dormir cedo mas uma amiga do fã-clube, Érika, escrevia umas fan-fictions lindas e eu resolvi começar a ler. Adiantei dez capítulos e fiquei fascinada.
Talvez ela nem imaginasse - apesar de escrever sobre isso e sobre ser possível dar certo - que, de fato, as coisas poderiam vir a acontecer daquele mesmo jeito.
Escovei os dentes, arrumei meu material para a aula do cursinho no outro dia e ajeitei minha cama.
Naquele noite, meu príncipe habitou meus sonhos mais uma vez.
Estão gostando??? Isso aqui é pra vocês =) obrigada mais uma vez. Próximo com 4 comentários! Beijos.
Capítulo 17
Tomei um banho lento. Agrupava minhas lembranças. E dividi minha vida em duas partes: uma vida antes do Luan, como ídolo. E agora, como alguém que eu, possivelmente, amaria para sempre. Eu me descobrira apaixonada por ele. Com todas as minhas forças. Mais do eu imaginava e mais do que seria possível. Sei que, talvez, para ele, aquilo poderia não significar nada. Eu poderia ser só mais uma. E quem me garantiria que ele não fazia o mesmo com as outras? Isso rondava minha cabeça. Mas decidi levar esse ponto de interrogação para o fundo da minha memória. Não importava.
Dormi o dia todo. Um sono sem sonhos. Acordei e eram quase cinco da tarde. Sentei na cama e parei para pensar (mais uma vez). Como seria minha vida daqui pra frente? E o colégio? E minhas amigas? Nada mudaria, eu sei. Isso me entristeceu. Eu queria que mudasse. Queria que o Luan viesse voando até mim e me levasse junto com ele. Queria estar em todos os shows. Queria almoço em família na casa da dona Marizete, aos domingos. Queria ser amiga e companheira da Bruna. Queria muito e não tinha nada. Senti que minha consciência já havia tomado nota sobre a noite passada e minha ficha estava caindo. Eu estava a ponto de enlouquecer. Luan Rafael Domingos Santana tinha me beijado. Pisquei trinta vezes seguidas. Tentei conter as lágrimas. Sorri. Sorri porquê só me restava isso. Sorri porque ele me ensinou que eu teria que sorrir em meio às lágrimas para conseguir enfrentar todos os obstáculos.
Decidi parar de sonhar um pouco e colocar os pés na realidade. Desci as escadas e vi minha mãe:
- Oi, mãe.. - disse, com medo da reação dela.
- Oi. Você não tem nada pra me contar, não? - ela disse, fazendo sinal com a mão para que eu fosse com ela até a cozinha. Me sentei na mesa enquanto ela decidia o que fazer para o jantar.
- Então, mãe. Primeiramente, me desculpe por não avisá-la. Segundo, realizei meu sonho. Terceiro, fiquei com o Luan. - dizer aquilo para minha mãe foi muio estranho mas eu precisava compartilhar isso com alguém, apesar dos julgamentos. Senti minhas bochechas quentes. Ela até parou o que estava fazendo quando ouviu que eu havia ficado com o Luan.
- O quê? Meu Deus.. - e sorriu. Veio até mim e me abraçou. Fiquem sem ação.
- Não vai me xingar? Brigar? - eu disse, sem entender qual a real intenção dela.
- Ora, dona Brenda. Parabéns! Você merece, minha menina. Você o ama mais do que tudo. E eu sempre soube disso.. - ela riu. E eu achando que ela nem desconfiava.
- Já sabia? Como assim? - me fiz de desentendida.
- Veja você mesma: você fala nele o tempo todo, faz tudo por ele, mobiliza céus e terra para ir vê-lo. Deus está de olho nisso. E seu sonho foi realizado. Você tem meu apoio. - ela disse, segurando em minhas mãos. Eu quis ficar ali para sempre. Minha mãe, além de mãe e amiga, era meu porto-seguro. Naquele momento, percebi que eu poderia contar com ela para tudo. Mais do que eu já contava. A abracei forte e agradeci por tudo. Sai da cozinha e fui pro meu quarto. Queria contar tudo pra Duda logo. E saber como ela estava. Disquei o número, chamou e no segundo toque ela atendeu desesperada:
- CADÊ VOCÊ? PORQUE SUMIU DAS REDES SOCIAIS? TÔ SEM NOTÍCIA SUAS! COMO VOCÊ TÁ? ME CONTA! - ela disse, quase que aos berros.
- CALMA! Vou te contar. - e relatei tudo da noite passada. Exceto o beijo com o Luan. Exceto a parte mais importante. Editei tudo. Apenas minha mãe ficaria sabendo. Eu não queria que a Duda soubesse do meu amor platônico pelo Luan simplesmente porque ela não entenderia. E julgamento, já me bastava os do meu pai e de gente que, na verdade, não faz nenhuma diferença. Eu só estava cansada disso e queria poupar minha mente e meu tempo.
Duda faleceu com a história. Ela ainda não tinha conhecido o Luan. E eu faria tudo que estivesse ao meu alcance para proporcionar esse momento e sonho realizado a ela.
Aproveitei e perguntei sobre como a tia Silvia estava e como elas estavam se recuperando depois da tragédia.
- Ah, Brê. Vamos levando, né? Minha mãe parou de chorar agora pouco e dormiu. Não há remédio pra saudade.. - ela disse isso e eu fiquei refletindo sobre. Realmente, não existia remédio para a saudade. Ainda que a minha saudade andasse viva por aí, de jatinho, fazendo shows e encantando corações por onde quer que passasse.
- As coisas vão melhorar. Tenho certeza. Preciso desligar agora, meu amorzinho. Vou passar as fotos pro computador. Beijo em você e na tia. Te aaaamo - eu disse, toda animada já.
- Ok, Brê. Tô ansiosa, quero ver logo! Te amo! - ela disse e desligou o telefone.
Coloquei o telefone na base e voei para as minhas gavetas à procura dos meus cabos USB.
Estão gostando, meninas??? *_* Próximo com 4 comentários =)
Dormi o dia todo. Um sono sem sonhos. Acordei e eram quase cinco da tarde. Sentei na cama e parei para pensar (mais uma vez). Como seria minha vida daqui pra frente? E o colégio? E minhas amigas? Nada mudaria, eu sei. Isso me entristeceu. Eu queria que mudasse. Queria que o Luan viesse voando até mim e me levasse junto com ele. Queria estar em todos os shows. Queria almoço em família na casa da dona Marizete, aos domingos. Queria ser amiga e companheira da Bruna. Queria muito e não tinha nada. Senti que minha consciência já havia tomado nota sobre a noite passada e minha ficha estava caindo. Eu estava a ponto de enlouquecer. Luan Rafael Domingos Santana tinha me beijado. Pisquei trinta vezes seguidas. Tentei conter as lágrimas. Sorri. Sorri porquê só me restava isso. Sorri porque ele me ensinou que eu teria que sorrir em meio às lágrimas para conseguir enfrentar todos os obstáculos.
Decidi parar de sonhar um pouco e colocar os pés na realidade. Desci as escadas e vi minha mãe:
- Oi, mãe.. - disse, com medo da reação dela.
- Oi. Você não tem nada pra me contar, não? - ela disse, fazendo sinal com a mão para que eu fosse com ela até a cozinha. Me sentei na mesa enquanto ela decidia o que fazer para o jantar.
- Então, mãe. Primeiramente, me desculpe por não avisá-la. Segundo, realizei meu sonho. Terceiro, fiquei com o Luan. - dizer aquilo para minha mãe foi muio estranho mas eu precisava compartilhar isso com alguém, apesar dos julgamentos. Senti minhas bochechas quentes. Ela até parou o que estava fazendo quando ouviu que eu havia ficado com o Luan.
- O quê? Meu Deus.. - e sorriu. Veio até mim e me abraçou. Fiquem sem ação.
- Não vai me xingar? Brigar? - eu disse, sem entender qual a real intenção dela.
- Ora, dona Brenda. Parabéns! Você merece, minha menina. Você o ama mais do que tudo. E eu sempre soube disso.. - ela riu. E eu achando que ela nem desconfiava.
- Já sabia? Como assim? - me fiz de desentendida.
- Veja você mesma: você fala nele o tempo todo, faz tudo por ele, mobiliza céus e terra para ir vê-lo. Deus está de olho nisso. E seu sonho foi realizado. Você tem meu apoio. - ela disse, segurando em minhas mãos. Eu quis ficar ali para sempre. Minha mãe, além de mãe e amiga, era meu porto-seguro. Naquele momento, percebi que eu poderia contar com ela para tudo. Mais do que eu já contava. A abracei forte e agradeci por tudo. Sai da cozinha e fui pro meu quarto. Queria contar tudo pra Duda logo. E saber como ela estava. Disquei o número, chamou e no segundo toque ela atendeu desesperada:
- CADÊ VOCÊ? PORQUE SUMIU DAS REDES SOCIAIS? TÔ SEM NOTÍCIA SUAS! COMO VOCÊ TÁ? ME CONTA! - ela disse, quase que aos berros.
- CALMA! Vou te contar. - e relatei tudo da noite passada. Exceto o beijo com o Luan. Exceto a parte mais importante. Editei tudo. Apenas minha mãe ficaria sabendo. Eu não queria que a Duda soubesse do meu amor platônico pelo Luan simplesmente porque ela não entenderia. E julgamento, já me bastava os do meu pai e de gente que, na verdade, não faz nenhuma diferença. Eu só estava cansada disso e queria poupar minha mente e meu tempo.
Duda faleceu com a história. Ela ainda não tinha conhecido o Luan. E eu faria tudo que estivesse ao meu alcance para proporcionar esse momento e sonho realizado a ela.
Aproveitei e perguntei sobre como a tia Silvia estava e como elas estavam se recuperando depois da tragédia.
- Ah, Brê. Vamos levando, né? Minha mãe parou de chorar agora pouco e dormiu. Não há remédio pra saudade.. - ela disse isso e eu fiquei refletindo sobre. Realmente, não existia remédio para a saudade. Ainda que a minha saudade andasse viva por aí, de jatinho, fazendo shows e encantando corações por onde quer que passasse.
- As coisas vão melhorar. Tenho certeza. Preciso desligar agora, meu amorzinho. Vou passar as fotos pro computador. Beijo em você e na tia. Te aaaamo - eu disse, toda animada já.
- Ok, Brê. Tô ansiosa, quero ver logo! Te amo! - ela disse e desligou o telefone.
Coloquei o telefone na base e voei para as minhas gavetas à procura dos meus cabos USB.
Estão gostando, meninas??? *_* Próximo com 4 comentários =)
terça-feira, 24 de julho de 2012
Capítulo 16
Fui andando devagar até o elevador. Na esperança daquela porta se abrir e o Luan me chamar de volta. Me chamar para perto dele e não me deixar ir embora jamais. Chacoalhei com a cabeça como quem quer que alguma idéia maluca suma da mente. Isso não ia acontecer. Mesmo com toda a fé que existia em mim, tem coisa que não tem chance de acontecer. Me entristeci com isso. Eu queria toda uma vida ao lado do meu ídolo. Aquele que roubou todos os meus motivos de vida.
Chamei o elevador. Mas ele já havia parado no meu andar. A porta se abriu e era o Rober. Ele disse:
- Bom dia, moça. Como foi sua noite? - disse, com uma risada em tom safado. Que otário. Com certeza era o que o Luan fazia geralmente.
- Bom dia, Rober. Minha noite foi maravilhosa. - e sorri. Ele me olhou pelo canto do olho e riu.
- Vou te levar para casa. Luan queria ir junto, na verdade. - ele disse, descontraindo.
- Sério? - tentei dar um ar de "nem ligo" mas morri ao saber. Ele não respondeu mais. O elevador chegou no saguão e cortou o assunto.
Saímos do elevador, em direção à porta do hotel. Era cedo ainda. Mas na porta do hotel haviam fãs do Luan à espera da saída dele.
Me afastei do Rober porquê um grupo de fãs se aproximaram dele pedindo fotos. E eu não queria estar perto. Elas sabiam que o Luan levava alguma menino do local do show pro hotel e eu não queria ser alvo de fofoca e encheção de saco depois.
Mas, dessa vez, mal sabiam elas que tinha sido diferente. Que o tal Luan pegador, era nada mais nada menos, do que o cara mais sensível e lindo por dentro que eu já conhecera na vida.
Esperei o Rober do outro lado da calçada. Ele falou com algumas fãs e fez sinal com a cabeça para eu esperar atrás da van. Fui até lá e esperei cinco minutos. O Rober veio e abriu a porta de trás da van para mim. Entrei e sentei no primeiro banco junto com ele. Passei meu endereço ao motorista. Ele ligou o rádio e o locutor anunciou Você De Mim Não Sai. Fomos a viagem toda em silêncio. Rober tuitava freneticamente e ria sozinho. Eu olhava pela janela. Meu pensamento fixo nos detalhes daquela noite linda do lado do meu Rafael. E a letra da música era exatamente o que eu já sabia o que ia acontecer: não tem jeito de esquecer. E se antes o Luan não ia sair da minha vida - de jeito nenhum - agora ele havia criado mais raízes ainda.
Eu estava disposta a pular de cabeça nisso. Apesar das consequências.
O trajeto todo durou uma hora. O trânsito já estava caótico. A cidade já havia acordado de vez. E eu mal tinha dormido. Sonhando acordada. Realizando o sonho.
A van parou no portão da minha casa. Abracei o Rober e agradeci por tudo. Desci da van e eles foram embora. Abri minha bolsa e cadê a chave? Merda. Eu havia perdido as chaves de casa. Ou tinha esquecido em casa? Não me conseguia recordar. Decidi, então, apertar a campanhia. Minha mãe deveria estar uma fera comigo. Mas eu não me importava. A raiva dela ia passar a aquela minha chance com o Luan era única.
Dez minutos depois, minha mãe aparece na porta ainda de pijama, toda séria. Me olhou e disse:
- Bom dia. Esqueceu que tem casa? - continuava séria.
- Jamais, mãe. Bom dia. - passei por ela, entrei em casa e subi as escadas. Naquele momento, eu só queria o meu quarto. O meu mundinho de sempre.
Fui tomar um banho. Não coloquei minha camisa para lavar. Ali estava o cheiro do Luan. Então, eu guardaria até que o cheiro sumisse. Não sabia quando o veria de novo.
Meninas! Obrigada, mais uma vez. Têm sido um sonho publicar aqui toda a minha imaginação. =) próximo com 3 comentários. Beijosss
PS: criei um grupo no facebook para as leitoras. Assim, fica mais fácil o nosso contato. Quem tiver, deixe o link no comentário que eu adiciono e passo o grupo. ;)
Chamei o elevador. Mas ele já havia parado no meu andar. A porta se abriu e era o Rober. Ele disse:
- Bom dia, moça. Como foi sua noite? - disse, com uma risada em tom safado. Que otário. Com certeza era o que o Luan fazia geralmente.
- Bom dia, Rober. Minha noite foi maravilhosa. - e sorri. Ele me olhou pelo canto do olho e riu.
- Vou te levar para casa. Luan queria ir junto, na verdade. - ele disse, descontraindo.
- Sério? - tentei dar um ar de "nem ligo" mas morri ao saber. Ele não respondeu mais. O elevador chegou no saguão e cortou o assunto.
Saímos do elevador, em direção à porta do hotel. Era cedo ainda. Mas na porta do hotel haviam fãs do Luan à espera da saída dele.
Me afastei do Rober porquê um grupo de fãs se aproximaram dele pedindo fotos. E eu não queria estar perto. Elas sabiam que o Luan levava alguma menino do local do show pro hotel e eu não queria ser alvo de fofoca e encheção de saco depois.
Mas, dessa vez, mal sabiam elas que tinha sido diferente. Que o tal Luan pegador, era nada mais nada menos, do que o cara mais sensível e lindo por dentro que eu já conhecera na vida.
Esperei o Rober do outro lado da calçada. Ele falou com algumas fãs e fez sinal com a cabeça para eu esperar atrás da van. Fui até lá e esperei cinco minutos. O Rober veio e abriu a porta de trás da van para mim. Entrei e sentei no primeiro banco junto com ele. Passei meu endereço ao motorista. Ele ligou o rádio e o locutor anunciou Você De Mim Não Sai. Fomos a viagem toda em silêncio. Rober tuitava freneticamente e ria sozinho. Eu olhava pela janela. Meu pensamento fixo nos detalhes daquela noite linda do lado do meu Rafael. E a letra da música era exatamente o que eu já sabia o que ia acontecer: não tem jeito de esquecer. E se antes o Luan não ia sair da minha vida - de jeito nenhum - agora ele havia criado mais raízes ainda.
Eu estava disposta a pular de cabeça nisso. Apesar das consequências.
O trajeto todo durou uma hora. O trânsito já estava caótico. A cidade já havia acordado de vez. E eu mal tinha dormido. Sonhando acordada. Realizando o sonho.
A van parou no portão da minha casa. Abracei o Rober e agradeci por tudo. Desci da van e eles foram embora. Abri minha bolsa e cadê a chave? Merda. Eu havia perdido as chaves de casa. Ou tinha esquecido em casa? Não me conseguia recordar. Decidi, então, apertar a campanhia. Minha mãe deveria estar uma fera comigo. Mas eu não me importava. A raiva dela ia passar a aquela minha chance com o Luan era única.
Dez minutos depois, minha mãe aparece na porta ainda de pijama, toda séria. Me olhou e disse:
- Bom dia. Esqueceu que tem casa? - continuava séria.
- Jamais, mãe. Bom dia. - passei por ela, entrei em casa e subi as escadas. Naquele momento, eu só queria o meu quarto. O meu mundinho de sempre.
Fui tomar um banho. Não coloquei minha camisa para lavar. Ali estava o cheiro do Luan. Então, eu guardaria até que o cheiro sumisse. Não sabia quando o veria de novo.
Meninas! Obrigada, mais uma vez. Têm sido um sonho publicar aqui toda a minha imaginação. =) próximo com 3 comentários. Beijosss
PS: criei um grupo no facebook para as leitoras. Assim, fica mais fácil o nosso contato. Quem tiver, deixe o link no comentário que eu adiciono e passo o grupo. ;)
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Capítulo 15
Ficamos juntos por alguns minutos. Colados um no outro. O abraço foi desfeito com barulho o meu celular tocando. Era minha mãe, com toda a certeza do mundo. Fui buscar minha bolsa que estava em cima da cama. Procurei o celular e vi a chamada. Atendi.
- Oi, mãe.. - disse, com medo do que ela iria me dizer.
- BRENDA! Cadê você, menina? Perdeu o juízo? - disse ela, alterando o tom da voz.
- Mãe, por favor. Me escuta. É sério.. - eu disse e olhei para trás. O Luan vinha em minha direção e se posicionou ao meu lado. Ele ria da minha cara de medo.
- Fala. Vai me dizer o quê? Que o Luan Santana tá aí do seu lado? Por favor, Brenda. Não subestime minha inteligência. - disse, toda séria.
- É isso mesmo. Ele tá aqui do meu lado.. - olhei para o Luan e sorri. Era inevitável.
- Tá bom. Se é assim, manda ele vir deixar você em casa porquê eu tô indo dormir. - disse ironicamente, e desligou o telefone na minha cara. De primeira, fiquei chateada. Minha mãe não acreditara em mim sobre estar com o Luan. O mundo também não acreditaria, ainda que eu - com certeza - fosse manter isso em sigilo. E ele também.
Joguei o celular dentro da bolsa e o Luan me puxou pra perto dele novamente. Meu ossos amoleciam cada vez que ele chegava perto. Minhas pernas não tinham forças. Eu era apenas dele. Como sempre.
Voltamos para a mesa do notebook e ficamos horas olhando o twitter do meu fã-clube. Entrei no meu facebook e mostrei minhas amigas. Falei sobre a Duda e ele me ouvia atentamente. Certa hora, pensei que deveria ser ao contrário: eu deveria estar curiosa sobre ele. Mas, antes mesmo de qualquer vestigio de pensamentos assim de minha parte, algo me inundava. ELE queria saber sobre mim. E isso já me fazia a garota mais feliz do mundo.
Rimos com as tirinhas e troll's. Tiramos mais fotos na minha camera. Fotos que jamais iriam parar em alguma rede social. Seria minha lembrança para sempre. Eu tinha certeza que isso acabaria aqui. E até já sabia como tudo isso terminaria. Ele ia me dispensar e tudo não passaria de um sonho. Pensar nisso me fez ficar arrepiada. Meu menino ali, ao meu lado, rindo e mexendo no meu cabelo. Eu eternizava cada detalhe dele em minha mente. E o mais importante: eu não me importava se isso durasse um dia ou uma vida. O tempo ao lado dele era algo mágico e ecoaria na eternidade.
O dia foi amanhecendo e as luzes que eu tanto olhava e admirava, foram sumindo. Dando lugar ao sol. Eu cochilei na cama e o Luan ao meu lado. Acordei antes dele. E vi aquela cena: Luan dormindo de boné e todo torto. Eu, ainda de tênis e com uma dor nas costas horrorosa porquê havia dormido sentada. Fechei os olhos e registrei mais essa cena.
Fiquei com dó e não quis acordá-lo. Mas, ao mesmo tempo, eu tinha vontade de fazer o que eu imaginava sempre: acordar o Luan dando vários beijinhos nele. Tomei coragem e o fiz. Ele acordou todo sorridente e disse:
- Bom dia, princesa. - ele olhou o relógio-despertador ao lado. Eram sete horas da manhã. Me derreti com o apelido carinhoso.
- Bom dia, principe.. - disse, toda bobona e com um belo sorriso estampado no rosto. Felicidade pura.
Ele me abraçou e foi ao banheiro. Eu sentei na cama e peguei minha bolsa. Verifiquei o celular. Cinco sms da Duda e nenhuma ligação da minha mãe. Menos mal.
Quando o Luan saiu do banheiro, eu entrei. Quando sai, ele tinha trocado de roupa. Uma obra divina usando calça jeans, camisa gola V preta e tênis cano alto.
Eu o beijei mais uma vez e disse:
- Tenho que ir embora agora.. - disse, fazendo beicinho e morrendo por dentro.
- Já??? Tá tão cedo. A cidade ainda nem dormiu direito.. - nós olhamos para a janela ao mesmo tempo. A selva de pedra nos encarava.
- Eu sei. Mas preciso ir. Longo caminho até Guarulhos. - disse, olhando para baixo.
- Tá, então. Mas antes, me promete uma coisa. - ele disse olhando fixamente para os meus olhos.
- Eu prometo. O que você quiser. - disse, sem nem pensar duas vezes.
- Promete que vai ser só minha? Que vai me entender num olhar? - ele começou a cantarolar e meu olhos se encheram de lágrimas.
- Prometo. Eu já prometi isso muitas vezes para mim mesma. Sempre ser sua. Mesmo você não querendo ou não sabendo.. - dei uma risada sem graça.
- Coisa mais linda! - e me beijou de novo. Fiquei sem ar. Com muito custo, sai do beijo e disse a ele:
- Você que é. - o abracei com força.
- Anota seu número no meu celular. Eu vou te ligar. - ele disse, me entregando o iPhone. Eu digitei meu número e li e reli trezentas vezes, com medo de ter anotado errado.
- Mas é pra me ligar, hein? Ai eu guardo o seu. - e sorri.
- Claro que vou ligar, Brê. Aliás, eu não posso levar você embora. Mas o Rober te leva, tá? - ele disse, e me abraçou bem forte de novo. E me acompanhou até a porta. Me deu um beijo na testa e um selinho.
Eu abri a porta com o mesmo cartão que a Dag tinha me dado. Ele sorriu pra mim e fechou a porta. Eu fiquei ali, do lado de fora, encarando o olho mágico da porta. Respirei fundo. Dei meia volta e fui embora.
Estão gostando??? Comentem, amoris! =) tudo isso é por vocês, que me incentivam todo o dia. Obrigada! Beijossss
- Oi, mãe.. - disse, com medo do que ela iria me dizer.
- BRENDA! Cadê você, menina? Perdeu o juízo? - disse ela, alterando o tom da voz.
- Mãe, por favor. Me escuta. É sério.. - eu disse e olhei para trás. O Luan vinha em minha direção e se posicionou ao meu lado. Ele ria da minha cara de medo.
- Fala. Vai me dizer o quê? Que o Luan Santana tá aí do seu lado? Por favor, Brenda. Não subestime minha inteligência. - disse, toda séria.
- É isso mesmo. Ele tá aqui do meu lado.. - olhei para o Luan e sorri. Era inevitável.
- Tá bom. Se é assim, manda ele vir deixar você em casa porquê eu tô indo dormir. - disse ironicamente, e desligou o telefone na minha cara. De primeira, fiquei chateada. Minha mãe não acreditara em mim sobre estar com o Luan. O mundo também não acreditaria, ainda que eu - com certeza - fosse manter isso em sigilo. E ele também.
Joguei o celular dentro da bolsa e o Luan me puxou pra perto dele novamente. Meu ossos amoleciam cada vez que ele chegava perto. Minhas pernas não tinham forças. Eu era apenas dele. Como sempre.
Voltamos para a mesa do notebook e ficamos horas olhando o twitter do meu fã-clube. Entrei no meu facebook e mostrei minhas amigas. Falei sobre a Duda e ele me ouvia atentamente. Certa hora, pensei que deveria ser ao contrário: eu deveria estar curiosa sobre ele. Mas, antes mesmo de qualquer vestigio de pensamentos assim de minha parte, algo me inundava. ELE queria saber sobre mim. E isso já me fazia a garota mais feliz do mundo.
Rimos com as tirinhas e troll's. Tiramos mais fotos na minha camera. Fotos que jamais iriam parar em alguma rede social. Seria minha lembrança para sempre. Eu tinha certeza que isso acabaria aqui. E até já sabia como tudo isso terminaria. Ele ia me dispensar e tudo não passaria de um sonho. Pensar nisso me fez ficar arrepiada. Meu menino ali, ao meu lado, rindo e mexendo no meu cabelo. Eu eternizava cada detalhe dele em minha mente. E o mais importante: eu não me importava se isso durasse um dia ou uma vida. O tempo ao lado dele era algo mágico e ecoaria na eternidade.
O dia foi amanhecendo e as luzes que eu tanto olhava e admirava, foram sumindo. Dando lugar ao sol. Eu cochilei na cama e o Luan ao meu lado. Acordei antes dele. E vi aquela cena: Luan dormindo de boné e todo torto. Eu, ainda de tênis e com uma dor nas costas horrorosa porquê havia dormido sentada. Fechei os olhos e registrei mais essa cena.
Fiquei com dó e não quis acordá-lo. Mas, ao mesmo tempo, eu tinha vontade de fazer o que eu imaginava sempre: acordar o Luan dando vários beijinhos nele. Tomei coragem e o fiz. Ele acordou todo sorridente e disse:
- Bom dia, princesa. - ele olhou o relógio-despertador ao lado. Eram sete horas da manhã. Me derreti com o apelido carinhoso.
- Bom dia, principe.. - disse, toda bobona e com um belo sorriso estampado no rosto. Felicidade pura.
Ele me abraçou e foi ao banheiro. Eu sentei na cama e peguei minha bolsa. Verifiquei o celular. Cinco sms da Duda e nenhuma ligação da minha mãe. Menos mal.
Quando o Luan saiu do banheiro, eu entrei. Quando sai, ele tinha trocado de roupa. Uma obra divina usando calça jeans, camisa gola V preta e tênis cano alto.
Eu o beijei mais uma vez e disse:
- Tenho que ir embora agora.. - disse, fazendo beicinho e morrendo por dentro.
- Já??? Tá tão cedo. A cidade ainda nem dormiu direito.. - nós olhamos para a janela ao mesmo tempo. A selva de pedra nos encarava.
- Eu sei. Mas preciso ir. Longo caminho até Guarulhos. - disse, olhando para baixo.
- Tá, então. Mas antes, me promete uma coisa. - ele disse olhando fixamente para os meus olhos.
- Eu prometo. O que você quiser. - disse, sem nem pensar duas vezes.
- Promete que vai ser só minha? Que vai me entender num olhar? - ele começou a cantarolar e meu olhos se encheram de lágrimas.
- Prometo. Eu já prometi isso muitas vezes para mim mesma. Sempre ser sua. Mesmo você não querendo ou não sabendo.. - dei uma risada sem graça.
- Coisa mais linda! - e me beijou de novo. Fiquei sem ar. Com muito custo, sai do beijo e disse a ele:
- Você que é. - o abracei com força.
- Anota seu número no meu celular. Eu vou te ligar. - ele disse, me entregando o iPhone. Eu digitei meu número e li e reli trezentas vezes, com medo de ter anotado errado.
- Mas é pra me ligar, hein? Ai eu guardo o seu. - e sorri.
- Claro que vou ligar, Brê. Aliás, eu não posso levar você embora. Mas o Rober te leva, tá? - ele disse, e me abraçou bem forte de novo. E me acompanhou até a porta. Me deu um beijo na testa e um selinho.
Eu abri a porta com o mesmo cartão que a Dag tinha me dado. Ele sorriu pra mim e fechou a porta. Eu fiquei ali, do lado de fora, encarando o olho mágico da porta. Respirei fundo. Dei meia volta e fui embora.
Estão gostando??? Comentem, amoris! =) tudo isso é por vocês, que me incentivam todo o dia. Obrigada! Beijossss
Capítulo 14
Eu não conseguia me desprender dele. O beijei como se ele fosse o último homem na face da terra. - mas, de fato, era mesmo - e ele me apertava junto a ele. Eramos apenas um. A língua dele explorava cada pedaço da minha boca e eu não conseguia pensar em mais nada. Apenas no ser mais lindo do mundo que eu beijava só nos meus sonhos. Ele tinha o hálito refrescante. Menta, talvez. Eu havia perdido a noção de gosto.
Enfim, ele foi se afastando devagar e me abraçou no final. Eu queria tê-lo ali para sempre. Até que ele disse:
- Eu já conheci muita fã e até já fiquei com algumas delas. Mas nenhuma é assim, igual a você. Eu sou muito intimidador para elas. Não conseguem me ver como um cara normal que pode ser amado além da condição de ídolo pop sertanejo. Você me mostrou isso agora, Brê. - disse, abrindo a pasta do notebook. Fiquei muda.
- Eu imaginava isso e você não tem noção da força que fiz para tentar "ser normal" com você. Porque eu já te amava. - disse, desviando o olhar para a janela e fixando meus pensamentos naquelas mesma luzes que me rodeavam no caminho com minha mãe e depois com a Dagmar.
Ele não falou nada. Abriu a pasta no notebook, o pegou e foi até a mesa perto da janela. Fez sinal com a mão para que eu me aproximasse. Fui até ele e me sentei de frente para ele. O notebook já estava ligado. Luan colocou o computador na minha frente. Olhei e tela e pasmei: era a página do meu twitter aberta. Se eu não estivesse sentada, com certeza teria caído no chão. Não sentia mais minhas pernas. Olhei para ele com cara de espanto e disse:
- O quê? Como você sabe o twitter do meu fã-clube? Como assim? - disse, disparando um jato de perguntas em cima dele.
- Como eu sei? Hahahahaha. Eu sou o dono da empresa, esqueceu? Eu posso saber de tudo. Ninguém vai deixar de mostrar algo pra mim, caso eu queira saber, sobre minhas fãs. No caminho até o hotel, liguei para o Arnaldo Júnior e ele me passou tudo sobre seu fã-clube. Foi bem mais fácil porquê você foi uma das sorteadas pela promoção do Multishow.. - disse ele, explicando tudo para mim. Como se eu não soubesse dos trâmites e de todo o poder dele dentro da própria empresa. Eu ri.
- Eu sei de tudo isso, Luan. Mas pra quê olhar? - morri de vergonha só de imaginar que ele poderia ler meus tweets e todas as besteiras que eu e as meninas falávamos ali.
- É simples: quero saber tudo sobre você. E como você fez pra chegar até aqui. Desculpa te informar mas eu tô realmente interessado em você. - ele disse desviando os olhos novamente. Que menino tímido, meu Deus!
- Acredito que eu não preciso dizer nada, né? Veja você mesmo toda a minha dedicação e o amor que tenho por você. Pode olhar à vontade. Se quiser mostro tudo que tenho: todas as fotos, lembranças, cartas, bilhetes, pôster em tamanho natural adesivado na parede.. - estremeci com a idéia do meu anjo lendo as cartas que havia escrito apenas para ele. Imaginei a cena. Sorri involuntariamente.
- Pôster em tamanho natural? Essa eu quero ver! E eu vou olhar tudo, mas não agora. - disse ele, pegando minha mão e me deixando de pé. Me beijou novamente e dessa vez com menos intensidade.
Selamos, ali, o nosso pacto. Eu o amaria por toda a eternidade.
Estão gostando, meninas????? Próximo com 4 comentários. Obrigada por tudo! :')
Enfim, ele foi se afastando devagar e me abraçou no final. Eu queria tê-lo ali para sempre. Até que ele disse:
- Eu já conheci muita fã e até já fiquei com algumas delas. Mas nenhuma é assim, igual a você. Eu sou muito intimidador para elas. Não conseguem me ver como um cara normal que pode ser amado além da condição de ídolo pop sertanejo. Você me mostrou isso agora, Brê. - disse, abrindo a pasta do notebook. Fiquei muda.
- Eu imaginava isso e você não tem noção da força que fiz para tentar "ser normal" com você. Porque eu já te amava. - disse, desviando o olhar para a janela e fixando meus pensamentos naquelas mesma luzes que me rodeavam no caminho com minha mãe e depois com a Dagmar.
Ele não falou nada. Abriu a pasta no notebook, o pegou e foi até a mesa perto da janela. Fez sinal com a mão para que eu me aproximasse. Fui até ele e me sentei de frente para ele. O notebook já estava ligado. Luan colocou o computador na minha frente. Olhei e tela e pasmei: era a página do meu twitter aberta. Se eu não estivesse sentada, com certeza teria caído no chão. Não sentia mais minhas pernas. Olhei para ele com cara de espanto e disse:
- O quê? Como você sabe o twitter do meu fã-clube? Como assim? - disse, disparando um jato de perguntas em cima dele.
- Como eu sei? Hahahahaha. Eu sou o dono da empresa, esqueceu? Eu posso saber de tudo. Ninguém vai deixar de mostrar algo pra mim, caso eu queira saber, sobre minhas fãs. No caminho até o hotel, liguei para o Arnaldo Júnior e ele me passou tudo sobre seu fã-clube. Foi bem mais fácil porquê você foi uma das sorteadas pela promoção do Multishow.. - disse ele, explicando tudo para mim. Como se eu não soubesse dos trâmites e de todo o poder dele dentro da própria empresa. Eu ri.
- Eu sei de tudo isso, Luan. Mas pra quê olhar? - morri de vergonha só de imaginar que ele poderia ler meus tweets e todas as besteiras que eu e as meninas falávamos ali.
- É simples: quero saber tudo sobre você. E como você fez pra chegar até aqui. Desculpa te informar mas eu tô realmente interessado em você. - ele disse desviando os olhos novamente. Que menino tímido, meu Deus!
- Acredito que eu não preciso dizer nada, né? Veja você mesmo toda a minha dedicação e o amor que tenho por você. Pode olhar à vontade. Se quiser mostro tudo que tenho: todas as fotos, lembranças, cartas, bilhetes, pôster em tamanho natural adesivado na parede.. - estremeci com a idéia do meu anjo lendo as cartas que havia escrito apenas para ele. Imaginei a cena. Sorri involuntariamente.
- Pôster em tamanho natural? Essa eu quero ver! E eu vou olhar tudo, mas não agora. - disse ele, pegando minha mão e me deixando de pé. Me beijou novamente e dessa vez com menos intensidade.
Selamos, ali, o nosso pacto. Eu o amaria por toda a eternidade.
Estão gostando, meninas????? Próximo com 4 comentários. Obrigada por tudo! :')
domingo, 22 de julho de 2012
Capítulo 13
Fui medindo o tempo, mentalmente. Cantarolando Pra Você Lembrar De Mim. Procurei o quarto e ficava no final do corredor. Bati na porta uma vez e não me aguentei. Passei o cartão e a porta se abriu. Empurrei-a com todo cuidado. Eu tremia por dentro. As luzes estavam acesas e e eu não via o Luan. O quarto era basicamente grande. Havia uma mesa com duas cadeiras perto da janela e em cima da cama estava a mala do Luan. Meu impulso de fã queria ir até lá e fuçar em tudo. Me segurei. A cortina estava aberta e eu podia ver as luzes do outro lado. Fechei a porta e chamei:
- Luan Rafael? - disse, me sentindo a maior idiota do mundo por chamá-lo pelo dois nomes que quase ninguém conhecia. Apenas as luanetes.
Ele surgiu de dentro do banheiro. Calça jeans, camiseta braca, chinelo preto e boné de aba reta vermelho. Um anjo. Não parecia assustado com minha presença ali e nem emburrado com minha "invasão". Veio em minha direção, dizendo:
- Brendinha? Chega mais, minha nega.. - disse, abrindo os braços e me abraçando. Ele era como uma droga pra mim e cada toque dele era como um choque. Um choque maravilhosamente suave.
Ele se soltou do abraço e me pegou pela mão. Me conduziu até a cama e disse:
- Senta aí.. quer me ajudar a desfazer minha mala? - disse ele, sorrindo.
- Mas você é folgado, hein? Explorando a fã.. - cai na risada. Talvez ele não me visse apenas como fã.
Me levantei e o ajudei a organizar tudo. Metódica que só, arrumei tudo por cor, tamanho e estilo.
- Nossa, que isso? Que arrumação é essa? Nem dona Marizete faz isso, Brê. - estremeci ao ouvir meu apelido saindo daquela boca.
- Sou assim. Ninguém me ensinou. Acho que já nasci doente.. - e dei risada ao pensar que eu estava ali, falando sobre minhas neuróticas com o Luan. E dessa vez não era o meu pôster em tamanho natural. Enquanto eu arrumava, ele se sentou e ficou me olhando. Eu sentia o olhar dele em mim o tempo todo. Em cada movimento meu, em cada camiseta dele que eu dobrava com o maior carinho. Aquilo era mais um sonho sendo realizado.
Terminei de ajeitar tudo na mala. Me sentia uma idiota e não entendia a finalidade daquilo tudo. Ele não tinha me chamado até ali para arrumar a mala dele, né? Eu não me importaria de arrumar quinhentas mil malas desde que ele ficasse ali, respirando o mesmo ar que eu.
Me sentei na cama e disse com a maior naturalidade. Como se eu não estivesse morta de tanta alegria por dentro:
- Prontinho, moço bonito. Sua mala tá no pique da globo. - disse, olhando nos olhos dele.
- Obrigada, Brê. Como posso recompensá-la? - disse, com um sorriso torto que matou todos os meus neurônios.
- Que isso. Estar aqui com você já é a maior recompensa da minha vida. - disse toda melosa. Me arrependi logo depois. Fiquei com medo de assustá-lo com meus monstros.
- Não. A recompensa, hoje, é minha.. - ele disse desviando os olhos.
O assunto acabou. O silêncio gritava e minha voz não saia. Lembrei, então, do tal papel que ele havia me dado.
Me levantei com tudo e ele me olhou. Tirei o papel do bolso e disse:
- Você é engraçadão, né? - disse, fazendo bico e cara de raiva. Incrivel como, apesar do furacão que ele causava dentro de mim, eu conseguia conversar direito com ele sem parecer uma criança de cinco anos de idade.
Ele começou a rir. Deitou na cama e começou a ficar vermelho de tanto que ria. Eu não achava um pingo de graça. Fiquei admirando ele ali: deitado com a mão na barriga, rindo feito criancinha. Ele, então, se sentou de novo e recuperou o fôlego. E disse:
- Eu estava trollando você, muié. Sabe porque fiz isso? - ele disse se levantando, deu a volta na cama e parou ao meu lado. Segurou minha mão e olhava fixamente em meus olhos. Eu não conseguia processar a informação:
- Não. Você acha legal trollar alguma fã? Porque fez isso? - disse, toda séria.
- Porque você, Brenda, mexeu comigo desde a hora em que botou os pés dentro daquele camarim. Eu estava ansioso pelo show e o lançamento. Você tem à sua volta, uma calmaria que me atingiu em cheio. Naquele momento, eu quis você por perto. E quis fazer diferente. Você não é igual as outras. - disse, desviando o olhar novamente e abaixando a cabeça. Começou a mexer no meu relógio.
Eu não sabia o que dizer. As palavras dele soaram como magma na neve fria e cinzenta. Criou fumaça e tudo ficou nebuloso na minha mente. Eu só conseguia olhar para ele. O meu menino. Tímido, todo envergonhado, ali, diante de mim. O sonho da maioria das meninas que eu conhecia e me relacionava todos os dias.
Eu o puxei mais pra perto. O abracei forte. Esgamador. Olhei nos olhos dele e, finalmente, consegui coordenar as palavras e ordená-las:
- Luan, você é tudo pra mim. O sonho da minha vida. - disse, abaixando os olhos. Nunca imaginei que dizer aquilo em voz alta e para ELE seria tão constrangedor.
Ele se aproximou de mim. E me beijou. O melhor beijo do mundo.
UAAAAAAAAAAAAU! e ai, meninas? =) essa Brenda tá com tudo, hein? hahaha próximo com 3 comentários! Beijos.
- Luan Rafael? - disse, me sentindo a maior idiota do mundo por chamá-lo pelo dois nomes que quase ninguém conhecia. Apenas as luanetes.
Ele surgiu de dentro do banheiro. Calça jeans, camiseta braca, chinelo preto e boné de aba reta vermelho. Um anjo. Não parecia assustado com minha presença ali e nem emburrado com minha "invasão". Veio em minha direção, dizendo:
- Brendinha? Chega mais, minha nega.. - disse, abrindo os braços e me abraçando. Ele era como uma droga pra mim e cada toque dele era como um choque. Um choque maravilhosamente suave.
Ele se soltou do abraço e me pegou pela mão. Me conduziu até a cama e disse:
- Senta aí.. quer me ajudar a desfazer minha mala? - disse ele, sorrindo.
- Mas você é folgado, hein? Explorando a fã.. - cai na risada. Talvez ele não me visse apenas como fã.
Me levantei e o ajudei a organizar tudo. Metódica que só, arrumei tudo por cor, tamanho e estilo.
- Nossa, que isso? Que arrumação é essa? Nem dona Marizete faz isso, Brê. - estremeci ao ouvir meu apelido saindo daquela boca.
- Sou assim. Ninguém me ensinou. Acho que já nasci doente.. - e dei risada ao pensar que eu estava ali, falando sobre minhas neuróticas com o Luan. E dessa vez não era o meu pôster em tamanho natural. Enquanto eu arrumava, ele se sentou e ficou me olhando. Eu sentia o olhar dele em mim o tempo todo. Em cada movimento meu, em cada camiseta dele que eu dobrava com o maior carinho. Aquilo era mais um sonho sendo realizado.
Terminei de ajeitar tudo na mala. Me sentia uma idiota e não entendia a finalidade daquilo tudo. Ele não tinha me chamado até ali para arrumar a mala dele, né? Eu não me importaria de arrumar quinhentas mil malas desde que ele ficasse ali, respirando o mesmo ar que eu.
Me sentei na cama e disse com a maior naturalidade. Como se eu não estivesse morta de tanta alegria por dentro:
- Prontinho, moço bonito. Sua mala tá no pique da globo. - disse, olhando nos olhos dele.
- Obrigada, Brê. Como posso recompensá-la? - disse, com um sorriso torto que matou todos os meus neurônios.
- Que isso. Estar aqui com você já é a maior recompensa da minha vida. - disse toda melosa. Me arrependi logo depois. Fiquei com medo de assustá-lo com meus monstros.
- Não. A recompensa, hoje, é minha.. - ele disse desviando os olhos.
O assunto acabou. O silêncio gritava e minha voz não saia. Lembrei, então, do tal papel que ele havia me dado.
Me levantei com tudo e ele me olhou. Tirei o papel do bolso e disse:
- Você é engraçadão, né? - disse, fazendo bico e cara de raiva. Incrivel como, apesar do furacão que ele causava dentro de mim, eu conseguia conversar direito com ele sem parecer uma criança de cinco anos de idade.
Ele começou a rir. Deitou na cama e começou a ficar vermelho de tanto que ria. Eu não achava um pingo de graça. Fiquei admirando ele ali: deitado com a mão na barriga, rindo feito criancinha. Ele, então, se sentou de novo e recuperou o fôlego. E disse:
- Eu estava trollando você, muié. Sabe porque fiz isso? - ele disse se levantando, deu a volta na cama e parou ao meu lado. Segurou minha mão e olhava fixamente em meus olhos. Eu não conseguia processar a informação:
- Não. Você acha legal trollar alguma fã? Porque fez isso? - disse, toda séria.
- Porque você, Brenda, mexeu comigo desde a hora em que botou os pés dentro daquele camarim. Eu estava ansioso pelo show e o lançamento. Você tem à sua volta, uma calmaria que me atingiu em cheio. Naquele momento, eu quis você por perto. E quis fazer diferente. Você não é igual as outras. - disse, desviando o olhar novamente e abaixando a cabeça. Começou a mexer no meu relógio.
Eu não sabia o que dizer. As palavras dele soaram como magma na neve fria e cinzenta. Criou fumaça e tudo ficou nebuloso na minha mente. Eu só conseguia olhar para ele. O meu menino. Tímido, todo envergonhado, ali, diante de mim. O sonho da maioria das meninas que eu conhecia e me relacionava todos os dias.
Eu o puxei mais pra perto. O abracei forte. Esgamador. Olhei nos olhos dele e, finalmente, consegui coordenar as palavras e ordená-las:
- Luan, você é tudo pra mim. O sonho da minha vida. - disse, abaixando os olhos. Nunca imaginei que dizer aquilo em voz alta e para ELE seria tão constrangedor.
Ele se aproximou de mim. E me beijou. O melhor beijo do mundo.
UAAAAAAAAAAAAU! e ai, meninas? =) essa Brenda tá com tudo, hein? hahaha próximo com 3 comentários! Beijos.
Capítulo 12
Entrei no banheiro e dei de cara com a Bruna Santana retocando a maquiagem. Ela me olhou e me cumprimentou com a cabeça e um sorriso meigo. Sorri de volta e entrei correndo no banheiro. Tranquei a porta e me lembrei do tal papel que o Luan havia me dado. Apalpei meus bolsos da calça e encontrei o papelzinho dobrado 3 vezes. Abri com o maior cuidado e só consegui rir - pra não chorar - ao ver que não tinha merda nenhuma escrito ali. Mas fiquei feliz, afinal, o Luan tinha tocado naquele papel. Coisa de fã.
Fiz xixi correndo, sai, lavei as mãos e Bruna não estava mais lá. Suspirei de alivio. Eu estava tão nervosa que não saberia como me portar perto dela. Sai do banheiro e fiz o mesmo trajeto da ida.
No corredor que ficava a sala onde eu havia ficado, vi a Dagmar me procurando. Ela veio ao meu encontro, me puxando pra dentro da salinha e disse:
- Aonde você foi, Brenda? O Luan já foi embora. - disse, toda séria. Meu mundo ruiu.
- O QUÊ? COMO ASSIM? - quase soltei uma série de palavrões. Eu não me perdoaria nunca por ter ido fazer xixi.
- Calma.. você, como fã, sabe que não saio de perto do Luan, não é? Eu fiquei pra poder procurar e esperar você. O Luan viu suas coisas em cima do sofá e achou que tinha dado uma saidinha mesmo. Relaxa. - disse ela, como se não fosse NADA o Luan ter visto minhas coisinhas ali e ter se importado.
- É, eu sei.. mas e agora? - disse, ansiosa.
- Bom, agora nós vamos de táxi porque a van da banda também já foi. Vamos pro hotel e vocês se falam lá. - disse, pegando minha bolsa e entregando para mim.
- Ah, que alivio, Dag! - disse e sai porta a fora com ela.
Fomos para a porta dos fundos, a mesma que eu havia entrado algumas horas antes. Pensei em como tudo já tinha mudado em tão pouco tempo. Eu estava indo pro hotel do príncipe da minha vida. Que evolução.
O táxi já estava à nossa espera. Entramos e fui o caminho todo viajando - mais uma vez - nas luzes da cidade e nas pessoas que iam e vinham a todo o tempo. São Paulo era linda até de cabeça pra baixo.
O caminho todo durou cerca de meia hora. Em silênico. Dag mexia o tempo todo no celular e tablet. Não quis incomodá-la com meu papo desesperado e sem fim sobre Luan e sobre como eu me sentia naquele exato momento: indo, mais uma vez, de encontro com o amor da minha vida. Senti falta da Duda e meu coração apertou de novo. Ela, ali, seria a salvação em meio à tempestade. Com ela ali, eu conseguiria desafogar toda minha ansiedade e tudo viraria festa. Sorri automaticamente com as lembranças dela junto comigo. Ela era mais do que minha melhor amiga. Era minha irmã de alma, inseparável.
Chegamos no hotel e descemos. Dag pagou a corrida e entramos no saguão. Não me lembro o nome do hotel e não fazia idéia de qual bairro da cidade ele estava situado. Fomos até a recepção e o celular da Dag tocou. Era o Luan. Ela atendeu e sorriu pra mim. Fiquei toda derretida. Mas, ao mesmo tempo, uma dúvida se instalava na minha cabeça: porque/pra que tudo isso? Eu não passava de uma simples fã.
Fiquei nadando em meus pensamentos e não ouvi a conversa entre a Dag e o Luan. Ela pegou o cartão do quarto, me entregou e disse:
- Agora é com você. O número do quarto tá aí e o andar também. Com esse cartão você tem acesso ao quarto do Luan. - disse e foi me acompanhando até o elevador.
- Ok, Dag. Muito obrigada, viu? Hoje, mais do que nunca, você faz parte do meu sonho. - disse sorrindo e entrando no elevador. Sozinha.
Ela sorriu de volta, virou as costas e foi embora.
A porta do elevador se fechou e dentro de mim havia um turbilhão de sentimentos.
O quarto dele ficava no vigésimo andar, quarto número 338. Os minutos passaram depressa. Quando vi, já estava no vigésimo andar. O elevador parou. A porta abriu e eu dei o primeiro passo - novamente - em direção ao amor da minha existência.
MEEEEEEENINAS! Quem tiver lendo, poderia avisar, viu? E comentar! Só vejo as visualizações subindo ;) obrigada por tudo! Próximo com 3 comentários.
Fiz xixi correndo, sai, lavei as mãos e Bruna não estava mais lá. Suspirei de alivio. Eu estava tão nervosa que não saberia como me portar perto dela. Sai do banheiro e fiz o mesmo trajeto da ida.
No corredor que ficava a sala onde eu havia ficado, vi a Dagmar me procurando. Ela veio ao meu encontro, me puxando pra dentro da salinha e disse:
- Aonde você foi, Brenda? O Luan já foi embora. - disse, toda séria. Meu mundo ruiu.
- O QUÊ? COMO ASSIM? - quase soltei uma série de palavrões. Eu não me perdoaria nunca por ter ido fazer xixi.
- Calma.. você, como fã, sabe que não saio de perto do Luan, não é? Eu fiquei pra poder procurar e esperar você. O Luan viu suas coisas em cima do sofá e achou que tinha dado uma saidinha mesmo. Relaxa. - disse ela, como se não fosse NADA o Luan ter visto minhas coisinhas ali e ter se importado.
- É, eu sei.. mas e agora? - disse, ansiosa.
- Bom, agora nós vamos de táxi porque a van da banda também já foi. Vamos pro hotel e vocês se falam lá. - disse, pegando minha bolsa e entregando para mim.
- Ah, que alivio, Dag! - disse e sai porta a fora com ela.
Fomos para a porta dos fundos, a mesma que eu havia entrado algumas horas antes. Pensei em como tudo já tinha mudado em tão pouco tempo. Eu estava indo pro hotel do príncipe da minha vida. Que evolução.
O táxi já estava à nossa espera. Entramos e fui o caminho todo viajando - mais uma vez - nas luzes da cidade e nas pessoas que iam e vinham a todo o tempo. São Paulo era linda até de cabeça pra baixo.
O caminho todo durou cerca de meia hora. Em silênico. Dag mexia o tempo todo no celular e tablet. Não quis incomodá-la com meu papo desesperado e sem fim sobre Luan e sobre como eu me sentia naquele exato momento: indo, mais uma vez, de encontro com o amor da minha vida. Senti falta da Duda e meu coração apertou de novo. Ela, ali, seria a salvação em meio à tempestade. Com ela ali, eu conseguiria desafogar toda minha ansiedade e tudo viraria festa. Sorri automaticamente com as lembranças dela junto comigo. Ela era mais do que minha melhor amiga. Era minha irmã de alma, inseparável.
Chegamos no hotel e descemos. Dag pagou a corrida e entramos no saguão. Não me lembro o nome do hotel e não fazia idéia de qual bairro da cidade ele estava situado. Fomos até a recepção e o celular da Dag tocou. Era o Luan. Ela atendeu e sorriu pra mim. Fiquei toda derretida. Mas, ao mesmo tempo, uma dúvida se instalava na minha cabeça: porque/pra que tudo isso? Eu não passava de uma simples fã.
Fiquei nadando em meus pensamentos e não ouvi a conversa entre a Dag e o Luan. Ela pegou o cartão do quarto, me entregou e disse:
- Agora é com você. O número do quarto tá aí e o andar também. Com esse cartão você tem acesso ao quarto do Luan. - disse e foi me acompanhando até o elevador.
- Ok, Dag. Muito obrigada, viu? Hoje, mais do que nunca, você faz parte do meu sonho. - disse sorrindo e entrando no elevador. Sozinha.
Ela sorriu de volta, virou as costas e foi embora.
A porta do elevador se fechou e dentro de mim havia um turbilhão de sentimentos.
O quarto dele ficava no vigésimo andar, quarto número 338. Os minutos passaram depressa. Quando vi, já estava no vigésimo andar. O elevador parou. A porta abriu e eu dei o primeiro passo - novamente - em direção ao amor da minha existência.
MEEEEEEENINAS! Quem tiver lendo, poderia avisar, viu? E comentar! Só vejo as visualizações subindo ;) obrigada por tudo! Próximo com 3 comentários.
Capítulo 11
Fiquei paralisada mas meus olhos piscavam tentando esconder minhas lágrimas. Até que o Luan disse:
- Nega linda? Oi? - disse ele olhando pra minha cara. Com muito custo, saíram minhas palavras. Fiquei receosa e com medo de falar alguma besteira. Ele me disse o mesmo quando me respondeu no twitter. Respirei fundo e atirei algumas palavras pra cima dele:
- LUAAAAAAAAAAAAN. Ufa, que nervoso estar com você. - disse, meio envergonhada.
- Que isso, coisa linda. Respira e relaxa. - disse ele, dandos uns assoprinhos, como quem inspira e respira.
Fiquei olhando aquilo como se fosse uma dádiva dos céus. Eu tremia toda por dentro e, mais uma vez, fiquei assustada com o poder que ele tinha sobre mim e sobre minhas ações.
Logo, consegui dizer:
- Tá bom, meu amor. Me dá um abraço bem apertado! - ele me abraçou e eu fechei os olhos. Anotando mentalmente aquela força que me envolvia. Registrando o cheirinho dele. O abraço durou cerca de cinco segundos. Tempo suficiente para eu jurar, ali, nos braços do meu principe, que eu jamais iria desistir. Ali, no melhor lugar do mundo, eu jurei novamente a mim mesma que nada poderia me parar.
Me soltei do abraço dele e o vi fazendo sinal pro Rober. Engoli seco. Aquilo não poderia acontecer comigo, por mais que eu acreditasse que sim.
Dagmar nos chamou pra foto, tiramos três. Peguei autógrafo pra Duda, Luana, pra minha mãe e pra mim. Eu teria que sair. Dag já estava me esperando na porta. Quando me virei e o Luan me esmagou em outro abraço. E disse no pé do meu ouvido:
- O Rober vai falar com você ali fora. Siga as instruções dele. - e enfiou um papelzinho no bolso de trás da minha calça jeans. Me deu mais um beijo no rosto e eu tinha esquecido de como se respira.
Sai olhando e passei pela porta sem olhar pra trás. Rober veio logo atrás e eu azul de curiosidade pra ver o que tinha escrito no papelzinho. Logo pensei: deve ser o número de telefone do hotel dele, sei lá. Igual ele faz com as outras.. Fiquei submersa naqueles pensamentos até que o Rober me puxou pelo braço e disse:
- Oi, Brenda. Não me pergunte como eu sei seu nome porque é meio óbvio né. O Luan quer te conhecer. Você vai assistir o show da área vip/imprensa. E assim que o show acabar, fica junto com a Dagmar que ela vai te levar até o Luan. - disse e fez sinal com a cabeça para eu acompanhá-lo.
Só consegui dizer:
- Tudo bem, testa. Vou aonde você mandar. - e fui rindo, andando ao lado dele.
- Hunf, que menina folgada. E eu nem tenho testa grande, tá? - e caiu na gargalhada comigo. Adorei o fato dele ter relevado minha piadinha.
Cheguei na área vip e avistei a Dag. Ela me deu um tchauzinho timido e eu quis correr para abraçá-la.
O show ia começar. As luzes se acenderam e os primeiros acordes começaram. Era Incondicional. Comecei a chorar. Mas me segurei. Eu não sabia o que ia acontecer depois. Não sabia o que me esperava depois daquele show. Só sabia que o Luan estava a alguns metros de mim, maravilhoso, mostrando a que veio. Tinha noção que nosso encontro iria se repetir. Eu sabia. Deus havia preparado algo maravilhoso que superaria todas as minhas expectativas. Não conseguia pensar em mais nada. Curti o show demais. Pulei, dancei e ri das palhaçadas do meu neném.
O show foi fluindo, fluindo.. até que acabou. Quando ele se despediu e as luzes se apagaram, corri para o tão esperado segundo momento perto do Luan. Cheguei na Dag, meio sem jeito e com vergonha, e ela disse:
- Oi, Brenda. Se quiser me acompanhar.. - e deu uma piscadinha pra mim. Morri.
- Claro, com toda certeza do mundo! - disse, toda animada e caminhando ao lado dela.
Subimos para os bastidores e ficamos numa salinha. Vi o Luan passar pela porta, todo suado. Meu coração desfaleceu e ressucitou quando ele voltou e disse:
- Gostou do show, Brenda? - paralisei. Passei dias e dias imaginando e isso estava acontecendo. Soltei uma risada do fundo da garganta e disse:
- Você sempre arrasa! E sabe disso.. - e ele riu comigo. Risada dos sonhos.
Well logo veio chamá-lo e Dag começou a papear comigo. Talvez fosse a tática deles: distrair a fã que o Luan queria pegar no hotel depois. Mas não parecia nada forçado. Fiquei confusa.
Conversamos e ganhei duas camisetas oficias do Luan. Queria vestir já. Mas achei melhor não e guardei as camisetas na sacolinha da LS Shop.
Uns quinze minutos (não sei ao certo) se passaram. Dagmar saiu da sala e me deixou sozinha e com a porta aberta. Vi o Anderson passar e muita gente entre os corredores. Lembrei que eu queria fazer xixi. Puts, logo agora??? E não conseguia mais segurar. Mas, ao mesmo tempo, não queria sair dali. Fiquei com um medo absurdo de perder minha única chance. Esperei mais cinco minutos e nada da Dag voltar. Decidi, então, deixar minha bolsa e minhas camisetas em cima do sofá e fui atrás do banheiro.
Fiquei com medo de me perder. A casa de shows não parecia tão grande e tão "labirinto" quando eu via por fora. Ou talvez, fosse apenas o meu sistema de nervoso apitando e me deixando descontrolada.
Achei o banheiro, graças a Deus. Abri a porta e não acreditei.
Estão gostando? Próximo com 4 comentários. =) beeijos, amoriis!
- Nega linda? Oi? - disse ele olhando pra minha cara. Com muito custo, saíram minhas palavras. Fiquei receosa e com medo de falar alguma besteira. Ele me disse o mesmo quando me respondeu no twitter. Respirei fundo e atirei algumas palavras pra cima dele:
- LUAAAAAAAAAAAAN. Ufa, que nervoso estar com você. - disse, meio envergonhada.
- Que isso, coisa linda. Respira e relaxa. - disse ele, dandos uns assoprinhos, como quem inspira e respira.
Fiquei olhando aquilo como se fosse uma dádiva dos céus. Eu tremia toda por dentro e, mais uma vez, fiquei assustada com o poder que ele tinha sobre mim e sobre minhas ações.
Logo, consegui dizer:
- Tá bom, meu amor. Me dá um abraço bem apertado! - ele me abraçou e eu fechei os olhos. Anotando mentalmente aquela força que me envolvia. Registrando o cheirinho dele. O abraço durou cerca de cinco segundos. Tempo suficiente para eu jurar, ali, nos braços do meu principe, que eu jamais iria desistir. Ali, no melhor lugar do mundo, eu jurei novamente a mim mesma que nada poderia me parar.
Me soltei do abraço dele e o vi fazendo sinal pro Rober. Engoli seco. Aquilo não poderia acontecer comigo, por mais que eu acreditasse que sim.
Dagmar nos chamou pra foto, tiramos três. Peguei autógrafo pra Duda, Luana, pra minha mãe e pra mim. Eu teria que sair. Dag já estava me esperando na porta. Quando me virei e o Luan me esmagou em outro abraço. E disse no pé do meu ouvido:
- O Rober vai falar com você ali fora. Siga as instruções dele. - e enfiou um papelzinho no bolso de trás da minha calça jeans. Me deu mais um beijo no rosto e eu tinha esquecido de como se respira.
Sai olhando e passei pela porta sem olhar pra trás. Rober veio logo atrás e eu azul de curiosidade pra ver o que tinha escrito no papelzinho. Logo pensei: deve ser o número de telefone do hotel dele, sei lá. Igual ele faz com as outras.. Fiquei submersa naqueles pensamentos até que o Rober me puxou pelo braço e disse:
- Oi, Brenda. Não me pergunte como eu sei seu nome porque é meio óbvio né. O Luan quer te conhecer. Você vai assistir o show da área vip/imprensa. E assim que o show acabar, fica junto com a Dagmar que ela vai te levar até o Luan. - disse e fez sinal com a cabeça para eu acompanhá-lo.
Só consegui dizer:
- Tudo bem, testa. Vou aonde você mandar. - e fui rindo, andando ao lado dele.
- Hunf, que menina folgada. E eu nem tenho testa grande, tá? - e caiu na gargalhada comigo. Adorei o fato dele ter relevado minha piadinha.
Cheguei na área vip e avistei a Dag. Ela me deu um tchauzinho timido e eu quis correr para abraçá-la.
O show ia começar. As luzes se acenderam e os primeiros acordes começaram. Era Incondicional. Comecei a chorar. Mas me segurei. Eu não sabia o que ia acontecer depois. Não sabia o que me esperava depois daquele show. Só sabia que o Luan estava a alguns metros de mim, maravilhoso, mostrando a que veio. Tinha noção que nosso encontro iria se repetir. Eu sabia. Deus havia preparado algo maravilhoso que superaria todas as minhas expectativas. Não conseguia pensar em mais nada. Curti o show demais. Pulei, dancei e ri das palhaçadas do meu neném.
O show foi fluindo, fluindo.. até que acabou. Quando ele se despediu e as luzes se apagaram, corri para o tão esperado segundo momento perto do Luan. Cheguei na Dag, meio sem jeito e com vergonha, e ela disse:
- Oi, Brenda. Se quiser me acompanhar.. - e deu uma piscadinha pra mim. Morri.
- Claro, com toda certeza do mundo! - disse, toda animada e caminhando ao lado dela.
Subimos para os bastidores e ficamos numa salinha. Vi o Luan passar pela porta, todo suado. Meu coração desfaleceu e ressucitou quando ele voltou e disse:
- Gostou do show, Brenda? - paralisei. Passei dias e dias imaginando e isso estava acontecendo. Soltei uma risada do fundo da garganta e disse:
- Você sempre arrasa! E sabe disso.. - e ele riu comigo. Risada dos sonhos.
Well logo veio chamá-lo e Dag começou a papear comigo. Talvez fosse a tática deles: distrair a fã que o Luan queria pegar no hotel depois. Mas não parecia nada forçado. Fiquei confusa.
Conversamos e ganhei duas camisetas oficias do Luan. Queria vestir já. Mas achei melhor não e guardei as camisetas na sacolinha da LS Shop.
Uns quinze minutos (não sei ao certo) se passaram. Dagmar saiu da sala e me deixou sozinha e com a porta aberta. Vi o Anderson passar e muita gente entre os corredores. Lembrei que eu queria fazer xixi. Puts, logo agora??? E não conseguia mais segurar. Mas, ao mesmo tempo, não queria sair dali. Fiquei com um medo absurdo de perder minha única chance. Esperei mais cinco minutos e nada da Dag voltar. Decidi, então, deixar minha bolsa e minhas camisetas em cima do sofá e fui atrás do banheiro.
Fiquei com medo de me perder. A casa de shows não parecia tão grande e tão "labirinto" quando eu via por fora. Ou talvez, fosse apenas o meu sistema de nervoso apitando e me deixando descontrolada.
Achei o banheiro, graças a Deus. Abri a porta e não acreditei.
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
Capítulo 10
Coloquei meu guarda-roupa todo no chão. Não conseguia pensar em nada. Mexi nas roupas da minha mãe e nada. Comecei a ficar nervosa. Voltei ao meu quarto e vasculhei tudo novamente. A hora já tava passando e eu nada de arrumar algo. Decidi então, colocar uma calça jeans skinny preta, sneaker de salto, regata preta e camisete xadrez rosa. Peguei minha bolsa e chamei minha mãe. Pra não ir sozinha de ônibus e metr:ô, minha mãe topou levar e buscar. Menos mal.
Entramos no carro e eu logo fui colocando meu pen drive com as músicas do Luan. Minha mãe prometeu não achar ruim e me deixou aproveitar o momento. Fui rezando e agradecendo a Deus pela oportunidade maravilhosa. São Paulo com o trânsito caótico de sempre. Fui admirando as luzes da cidade, o movimento dos carros. Tudo parecia esperar por ele, assim como eu esperava. Os carros pareciam ir de encontro ao que eu também estava indo. Tudo ali era ele. Fiquei arrepiada e senti um leve tremor na mente. Naquele exato momento, eu tive certeza que tudo daria certo.
Chegamos ao local do show. Haviam filas imensas, fãs chorando na porta e gente comprando ingresso de cambista e algumas mães desesperadas por um convite na bilheteria. Esse era o caos que o meu menino causava. Pedi a minha mãe que ela desse a volta e parasse na porta dos fundos que dava acesso aos bastidores. Desci do carro como quem flutua. Me despedi da minha mãe e fui em direção à porta. Haviam alguns seguranças e algumas fãs. Fiquei perto deles e acabei me entrosando.
Os minutos se passaram e nada. Nada da Dagmar aparecer. Fui ficando tensa. Minhas mãos suavam e meu coração ardia de tanto medo e felicidade. Respirava fundo em silêncio. Ria para esconder o nervosismo e acredito eu, as outras usavam da mesma tática. Cerca de meia-hora depois, para nossa alegria, Dagmar chega no portão toda sorridente:
- Olá, meninas. Como vocês estão? - disse ela pedindo passagem para nós ao segurança.
- Olá, Daaaaaaag, - dissemos todas, em coro e voz alta.
Entramos nos bastidores e eu mal sentia minhas pernas. Não sei ao certo como consegui chegar até a porta do camarim. Deus segurava na minha mão.
Formamos a fila, Dag organizava tudo e foi distruibuindo as pulseiras. Eu era a última. Não sei como fui parar no final da fila. Aquilo só me deixou mais nervosa ainda. Os minutos voltaram a passar lentamente. Se arrastavam devagar, quase parando. Luan já estava do outro lado daquela porta e eu sentia isso como se nele habitasse o meu outro eu, meu outro coração.
Até que o Rober abre a porta. Chamou a primeira da fila. Meu coração estava a ponto de se desmanchar. Três minutos depois ela saiu chorando e com a maquiagem toda borrada. Até piscar estava ficando complicado. Parecia que eu não aguentaria tanta adrenalina.
As meninas foram entrando, uma por uma. Cada vez que aquela porta abria, a minha vontade era de correr. Atropelar todo mundo. Dar uma banana pra Dag e dizer que dali ninguém me tirava. Me concentrei no meu sonho. No meu amor incondicional por aquele gurizinho maravilhoso que nem sabia da minha existência - aliás, estava a alguns passos de mim e de todo o amor que eu trazia no peito apenas por ele.
Chegou a minha vez. Dagmar chamou meu nome umas três vezes. Minha mente estava desacordada. Me deu um clique. Sai andando e a porta se abriu.
Olhei aquele anjo. De camisa pólo vermelha e calça jeans preta. Dei cada passo rápido mas minhas pernas teimavam em não me obedecer direito. Cheguei nele e meus olhos se inundaram de lágrimas. As mesmas lágrimas choradas todas as noites por causa dele. As mesmas lágrimas que ficavam no meu travesseiro todo dia. As mesmas lágrimas que, através dos meus olhos marejados, ficavam frente a frente com o maior sonho da minha vida.
Nenéns, desculpe o capitulo curto e o suspense. Mas é necessário. Próximo quando eu voltar da gandaia dos meus 18 anos =) HUAHUAUHAHUA beijos :)
Entramos no carro e eu logo fui colocando meu pen drive com as músicas do Luan. Minha mãe prometeu não achar ruim e me deixou aproveitar o momento. Fui rezando e agradecendo a Deus pela oportunidade maravilhosa. São Paulo com o trânsito caótico de sempre. Fui admirando as luzes da cidade, o movimento dos carros. Tudo parecia esperar por ele, assim como eu esperava. Os carros pareciam ir de encontro ao que eu também estava indo. Tudo ali era ele. Fiquei arrepiada e senti um leve tremor na mente. Naquele exato momento, eu tive certeza que tudo daria certo.
Chegamos ao local do show. Haviam filas imensas, fãs chorando na porta e gente comprando ingresso de cambista e algumas mães desesperadas por um convite na bilheteria. Esse era o caos que o meu menino causava. Pedi a minha mãe que ela desse a volta e parasse na porta dos fundos que dava acesso aos bastidores. Desci do carro como quem flutua. Me despedi da minha mãe e fui em direção à porta. Haviam alguns seguranças e algumas fãs. Fiquei perto deles e acabei me entrosando.
Os minutos se passaram e nada. Nada da Dagmar aparecer. Fui ficando tensa. Minhas mãos suavam e meu coração ardia de tanto medo e felicidade. Respirava fundo em silêncio. Ria para esconder o nervosismo e acredito eu, as outras usavam da mesma tática. Cerca de meia-hora depois, para nossa alegria, Dagmar chega no portão toda sorridente:
- Olá, meninas. Como vocês estão? - disse ela pedindo passagem para nós ao segurança.
- Olá, Daaaaaaag, - dissemos todas, em coro e voz alta.
Entramos nos bastidores e eu mal sentia minhas pernas. Não sei ao certo como consegui chegar até a porta do camarim. Deus segurava na minha mão.
Formamos a fila, Dag organizava tudo e foi distruibuindo as pulseiras. Eu era a última. Não sei como fui parar no final da fila. Aquilo só me deixou mais nervosa ainda. Os minutos voltaram a passar lentamente. Se arrastavam devagar, quase parando. Luan já estava do outro lado daquela porta e eu sentia isso como se nele habitasse o meu outro eu, meu outro coração.
Até que o Rober abre a porta. Chamou a primeira da fila. Meu coração estava a ponto de se desmanchar. Três minutos depois ela saiu chorando e com a maquiagem toda borrada. Até piscar estava ficando complicado. Parecia que eu não aguentaria tanta adrenalina.
As meninas foram entrando, uma por uma. Cada vez que aquela porta abria, a minha vontade era de correr. Atropelar todo mundo. Dar uma banana pra Dag e dizer que dali ninguém me tirava. Me concentrei no meu sonho. No meu amor incondicional por aquele gurizinho maravilhoso que nem sabia da minha existência - aliás, estava a alguns passos de mim e de todo o amor que eu trazia no peito apenas por ele.
Chegou a minha vez. Dagmar chamou meu nome umas três vezes. Minha mente estava desacordada. Me deu um clique. Sai andando e a porta se abriu.
Olhei aquele anjo. De camisa pólo vermelha e calça jeans preta. Dei cada passo rápido mas minhas pernas teimavam em não me obedecer direito. Cheguei nele e meus olhos se inundaram de lágrimas. As mesmas lágrimas choradas todas as noites por causa dele. As mesmas lágrimas que ficavam no meu travesseiro todo dia. As mesmas lágrimas que, através dos meus olhos marejados, ficavam frente a frente com o maior sonho da minha vida.
Nenéns, desculpe o capitulo curto e o suspense. Mas é necessário. Próximo quando eu voltar da gandaia dos meus 18 anos =) HUAHUAUHAHUA beijos :)
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Capítulo 9
Li as sms e fui escorregando devagarinho para a minha cama. Em choque. Enrolada na toalha de banho, bateu um frio na espinha.
O pai da Duda havia falecido. Meu Deus. No dia do show do Luan? Não conseguia acreditar que o dia mais feliz da minha vida seria o mais triste para ela. Respondi as sms e liguei para a Luana. Nem chamava. E eu não me lembrava do DDD do Rio de Janeiro. Liguei para a Duda e só chamava, ninguém atendia. Me senti perdida e minha cabeça girava. O que eu poderia fazer agora?
Decidi, então, vestir uma roupa e ir até a casa dela. Era outono, meados de maio. Sai de casa e não tinha nenhum sinal de vida na rua. Pudera, eram 6h30min da matina. Duda não morava muito longe e fui à pé mesmo. Andei o trajeto todo pensando nessa reviravolta toda em menos de 24h.
Quando dobrei a esquina, vi o caixão entrando na garagem da casa da Duda. Comecei a correr. Cheguei ofegante e procurando por ela. Não via nenhum conhecido. Avistei tia Silvia chorando no ombro de uma amiga da família. Abracei-a com força e ela chorou mais ainda, sem freio. Percebi Duda se aproximando e a senti me abraçando também. Não sei ao certo quando tempo ficamos ali, juntas, unidas mais do que nunca. Quando finalmente vi o rosto dela, abri o mais berreiro. A dor estava estampada em seus olhos. Mas ela não chorava. Nenhuma lágrima sequer. Parecia serena, apesar de tudo. Mas eu a conhecia muito bem. Aquilo era apenas armadura.
O enterro seria às 16h e eu não poderia deixar de ir. O dia demorou a passar, o clima pesada. As horas pareciam dias.
Antes da hora marcada para o enterro, já estávamos à caminho do cemitério. Foi a cerimônia mais triste que eu já presenciei em toda a minha curta existência. Tia Silvia entrou em pânico e não queria deixar o coveiro fechar a sepultura. Não havia mais nada a ser feito.
Voltei exauta para casa. A única coisa que me animava, como sempre era o Luan. Mas hoje seria diferente: ele me alegraria pessoalmente, ainda que por um curto espaço de tempo.
Fui tomar banho ao som de Telepatia. Fiquei pensando em como tudo mudou desde o dia em que comprei o ingresso para o lançamento do CD. Tantos planos, e no final eu iria atrás desse sonho sozinha.
Sai do banho, liguei o computador e selecionei algumas músicas na playlist. para ouvir enquanto me arrumava. Não sabia qual roupa usar, que perfume colocar, que sapato escolher.
Apesar do dia turbulento, minha noite estaria apenas começando.
Suspense, hein? =) hahahahah próximo capítulo com 3 comentários! Beijos
O pai da Duda havia falecido. Meu Deus. No dia do show do Luan? Não conseguia acreditar que o dia mais feliz da minha vida seria o mais triste para ela. Respondi as sms e liguei para a Luana. Nem chamava. E eu não me lembrava do DDD do Rio de Janeiro. Liguei para a Duda e só chamava, ninguém atendia. Me senti perdida e minha cabeça girava. O que eu poderia fazer agora?
Decidi, então, vestir uma roupa e ir até a casa dela. Era outono, meados de maio. Sai de casa e não tinha nenhum sinal de vida na rua. Pudera, eram 6h30min da matina. Duda não morava muito longe e fui à pé mesmo. Andei o trajeto todo pensando nessa reviravolta toda em menos de 24h.
Quando dobrei a esquina, vi o caixão entrando na garagem da casa da Duda. Comecei a correr. Cheguei ofegante e procurando por ela. Não via nenhum conhecido. Avistei tia Silvia chorando no ombro de uma amiga da família. Abracei-a com força e ela chorou mais ainda, sem freio. Percebi Duda se aproximando e a senti me abraçando também. Não sei ao certo quando tempo ficamos ali, juntas, unidas mais do que nunca. Quando finalmente vi o rosto dela, abri o mais berreiro. A dor estava estampada em seus olhos. Mas ela não chorava. Nenhuma lágrima sequer. Parecia serena, apesar de tudo. Mas eu a conhecia muito bem. Aquilo era apenas armadura.
O enterro seria às 16h e eu não poderia deixar de ir. O dia demorou a passar, o clima pesada. As horas pareciam dias.
Antes da hora marcada para o enterro, já estávamos à caminho do cemitério. Foi a cerimônia mais triste que eu já presenciei em toda a minha curta existência. Tia Silvia entrou em pânico e não queria deixar o coveiro fechar a sepultura. Não havia mais nada a ser feito.
Voltei exauta para casa. A única coisa que me animava, como sempre era o Luan. Mas hoje seria diferente: ele me alegraria pessoalmente, ainda que por um curto espaço de tempo.
Fui tomar banho ao som de Telepatia. Fiquei pensando em como tudo mudou desde o dia em que comprei o ingresso para o lançamento do CD. Tantos planos, e no final eu iria atrás desse sonho sozinha.
Sai do banho, liguei o computador e selecionei algumas músicas na playlist. para ouvir enquanto me arrumava. Não sabia qual roupa usar, que perfume colocar, que sapato escolher.
Apesar do dia turbulento, minha noite estaria apenas começando.
Suspense, hein? =) hahahahah próximo capítulo com 3 comentários! Beijos
Capítulo 8
Dias se passaram, era sexta-feira à tarde, quando meu celular toca. Corri para atender:
- Alô?
- Alô, Brenda Herrera? - disse a voz masculina do outro lado da linha.
- Sim, é ela.. - disse, já desconfiada
- Então, Brenda. Aqui é o Arnaldo Júnior da equipe LS. - senti que o chão abaixo dos meus pés iria se abrir. Fiquei pasma.
- M-m-m-a-a-s, oi tio! - gaguejei mas consegui chamá-lo pelo apelido.
- Tudo bem? Sabe aquela promoção da votação Multishow? Recebemos vários e-mails com contagem de votos e você foi uma das sorteadas e ganhou camarim esclusivo para para o Villa Country amanhã. - disse ele, com voz de riso.
Eu quis gritar mas consegui, enfim, dizer:
- JURA? PUTA QUE PARIU!!!!!! Ops, desculpa, tio. Você nem imagina o quão feliz eu tô agora. Obrigada! - disse, toda entusiasmada.
- Que isso, o mérito é todo seu! Bom, leve seu RG e vá aos bastidores encontrar com a Dagmar. Às 22hras, tá?
- Estarei lá. Obrigada de novo, tio!
- De nada, Brenda. Boa sorte! - e ele desligou. Deixei cair o celular em cima da cama e sentei no chão do quarto. Eu não conseguia acreditar. Não conseguia processar aquela informação. Meu cerebro havia sido reduzido a pó. Meu sonho sonho estava a um dia de ser realizado. Eu queria pular, correr até cansar. Mas eu não conseguiria. A felicidade me entorpeceu.
Quando avistei uma caixa uma caixa debaixo da minha mesa do computador. Peguei-a e coloquei no meu colo. Havia me esquecido dela.
Na tampa da caixa, estava escrito "mails for luan" Tinha mania de escrever os nomes das coisas em inglês, para evitar que minha mãe bisbilhotasse minhas coisas. Abri a caixa e fiquei lendo os montes de papéis e bilhetes que eu já tinha escrito para o Luan. Tudo que eu sonhei, preparei e idealizei para o nosso tão esperado encontro. Chorei. Chorei porque amanhã eu iria abraçá-lo como se não houvesse o amanhã. Todas as noites eu pensava nisso.
Gritei minha mãe e ela veio até o meu quarto.
- MÃE, EU GANHEI, MÃE! GANHEI O CAMARIM PARA O VILLA COUNTRY! - disse, em meio aos gritos.
- Sério? Parabéns, filhinha. Deus jamais abandona o coração de uma sonhadora. Você merece. - disse e saiu do quarto. Ela sabia que eu precisava ficar sozinha.
Resolvi, então, mandar sms para a Duda e Luana. Desde aquele dia no shopping, não tive mais contato com Duda. E a Luana, bom, não sabia a quantas andava também. Me senti culpada. Ficava trancada em casa votando, amando, respirando, vivendo apenas Luan.
Duda, então, respondeu minha sms dizendo que não não tinha ganho o camarim mas que ia no show comigo, é claro. Luana me mandou sms dizendo que viajaria sábado, bem cedinho, para o Rio de Janeiro, porque a tia dela estava doente. Fiquei triste por ela. Sonhamos esse sonho juntas. Pelo menos, a Duda estaria comigo para tirar as várias fotos com, no minimo, 5 câmeras fotográficas só para garantir o registro do dia mais mágico da minha vida.
A noite veio chegando e com ela a insônia. Na verdade, nervosismo puro. Coloquei a playlist com umas músicas lentas e o volume baixo pra poder relaxar. Tive um pesadelo horrivel. Sonhei que o show tinha sido cancelado porquê o Luan estava passando mal e ficaria internado. Acordei assustada e suando. Deus me livre disso. Não queria ver meu menino assim.
Eram cinco horas da manhã de sábado. Resolvi tomar um banho para distrair a mente. Fiquei uns quarenta minutos debaixo da água quente. Olhos fechados, pensamento fixo no Luan. Eu não tinha jeito mesmo. Sai rindo do banheiro, com esse pensamento na minha mente. Eu fazia de tudo mas não poderia desgrudá-lo da mente. Verifiquei meu celular e havia umas cinco sms. Uma da minha mãe, mandando eu sair do banho porque não era hora de ficar fazendo barulho. Morri de rir. Essa mulher era tão minha! E as outras 4 eram sms desesperadas da Duda.
VISH MARIA! O que será que temos aí, hein? =) próximo com 5 comentários.
- Alô?
- Alô, Brenda Herrera? - disse a voz masculina do outro lado da linha.
- Sim, é ela.. - disse, já desconfiada
- Então, Brenda. Aqui é o Arnaldo Júnior da equipe LS. - senti que o chão abaixo dos meus pés iria se abrir. Fiquei pasma.
- M-m-m-a-a-s, oi tio! - gaguejei mas consegui chamá-lo pelo apelido.
- Tudo bem? Sabe aquela promoção da votação Multishow? Recebemos vários e-mails com contagem de votos e você foi uma das sorteadas e ganhou camarim esclusivo para para o Villa Country amanhã. - disse ele, com voz de riso.
Eu quis gritar mas consegui, enfim, dizer:
- JURA? PUTA QUE PARIU!!!!!! Ops, desculpa, tio. Você nem imagina o quão feliz eu tô agora. Obrigada! - disse, toda entusiasmada.
- Que isso, o mérito é todo seu! Bom, leve seu RG e vá aos bastidores encontrar com a Dagmar. Às 22hras, tá?
- Estarei lá. Obrigada de novo, tio!
- De nada, Brenda. Boa sorte! - e ele desligou. Deixei cair o celular em cima da cama e sentei no chão do quarto. Eu não conseguia acreditar. Não conseguia processar aquela informação. Meu cerebro havia sido reduzido a pó. Meu sonho sonho estava a um dia de ser realizado. Eu queria pular, correr até cansar. Mas eu não conseguiria. A felicidade me entorpeceu.
Quando avistei uma caixa uma caixa debaixo da minha mesa do computador. Peguei-a e coloquei no meu colo. Havia me esquecido dela.
Na tampa da caixa, estava escrito "mails for luan" Tinha mania de escrever os nomes das coisas em inglês, para evitar que minha mãe bisbilhotasse minhas coisas. Abri a caixa e fiquei lendo os montes de papéis e bilhetes que eu já tinha escrito para o Luan. Tudo que eu sonhei, preparei e idealizei para o nosso tão esperado encontro. Chorei. Chorei porque amanhã eu iria abraçá-lo como se não houvesse o amanhã. Todas as noites eu pensava nisso.
Gritei minha mãe e ela veio até o meu quarto.
- MÃE, EU GANHEI, MÃE! GANHEI O CAMARIM PARA O VILLA COUNTRY! - disse, em meio aos gritos.
- Sério? Parabéns, filhinha. Deus jamais abandona o coração de uma sonhadora. Você merece. - disse e saiu do quarto. Ela sabia que eu precisava ficar sozinha.
Resolvi, então, mandar sms para a Duda e Luana. Desde aquele dia no shopping, não tive mais contato com Duda. E a Luana, bom, não sabia a quantas andava também. Me senti culpada. Ficava trancada em casa votando, amando, respirando, vivendo apenas Luan.
Duda, então, respondeu minha sms dizendo que não não tinha ganho o camarim mas que ia no show comigo, é claro. Luana me mandou sms dizendo que viajaria sábado, bem cedinho, para o Rio de Janeiro, porque a tia dela estava doente. Fiquei triste por ela. Sonhamos esse sonho juntas. Pelo menos, a Duda estaria comigo para tirar as várias fotos com, no minimo, 5 câmeras fotográficas só para garantir o registro do dia mais mágico da minha vida.
A noite veio chegando e com ela a insônia. Na verdade, nervosismo puro. Coloquei a playlist com umas músicas lentas e o volume baixo pra poder relaxar. Tive um pesadelo horrivel. Sonhei que o show tinha sido cancelado porquê o Luan estava passando mal e ficaria internado. Acordei assustada e suando. Deus me livre disso. Não queria ver meu menino assim.
Eram cinco horas da manhã de sábado. Resolvi tomar um banho para distrair a mente. Fiquei uns quarenta minutos debaixo da água quente. Olhos fechados, pensamento fixo no Luan. Eu não tinha jeito mesmo. Sai rindo do banheiro, com esse pensamento na minha mente. Eu fazia de tudo mas não poderia desgrudá-lo da mente. Verifiquei meu celular e havia umas cinco sms. Uma da minha mãe, mandando eu sair do banho porque não era hora de ficar fazendo barulho. Morri de rir. Essa mulher era tão minha! E as outras 4 eram sms desesperadas da Duda.
VISH MARIA! O que será que temos aí, hein? =) próximo com 5 comentários.
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