sexta-feira, 27 de julho de 2012

Capítulo 20

Procurei o celular dentro da bolsa com um certo desespero. Mas, ao mesmo tempo, tentava disfarçar. Luana e Duda olhavam para mim com um certo ar de intriga e desconfiança. Gelei. Elas não podiam nem sonhar que eu estava escondendo algo delas.
Achei o celular e vi na tela "desconhecido". Ave maria. Eu já deveria saber que o Luan não me ligaria. E que tudo era coisa da minha cabeça. Ainda bem que existiam as fotos. Se não, eu mesma não acreditaria naquele sonho. 
Resolvi não atender. Talvez fosse raiva ou qualquer outra coisa. A verdade é que eu queria ser para ele tudo o que ele era pra mim. Mas isso era inalcançável para mim.
Desliguei o celular e forcei sorrisos até a hora de ir embora. Eu queria meu quarto, minha cama.
O dia foi acabando, o crepúsculo chegou. Peguei minhas coisas e me despedi das meninas. Duda dormiria com Luana.
Me despedi da Luana:
- Meu amor, vou sentir tanto a sua falta! - eu disse, abraçando-a.
- Eu não queria ir mas não tenho escolha.. - ela disse, choramingando e retribuindo o abraço.
- Eu te amo, viu? Não se perca de nós e dê noticias. 
- Juro que não. E nossos sonhos não vão se perder. - ela me deu outro abraço.
E sussurrou no meu ouvido:
- Se cuida. Não deixe esse medo te dominar. Vá em frente. Você já é uma vencedora. Eu sei. - ela disse e se afastou. Duda mexia entretida no iPod da Luana e nem percebeu a movimentação.
Eu fiquei gelada. Por dentro e por fora. Luana, apesar de todas nossas diferenças, era minha amiga e eu não a deixaria por nada nem ninguém. Ela me conhecia e me via de um jeito diferente da Duda. E eu sentia que ela parecia mesmo perceber, de fato, que minha admiração e idolatração pelo Luan iam além dos muros de fã. Era algo maior. Talvez ela já soubesse e respeitasse minha decisão de não contar sobre esse sentimento. Seria triste demais ficar longe dela.
Fui embora à pé. O caminho até minha casa durou exatos vinte minutos. Consegui ouvir minhas músicas preferidas do Luan e bagunçar ainda mais minha mente.
Ao chegar em casa, não encontrei ninguém. Melhor ainda. Subi as escadas e me afundei nos meus pensamentos e travesseiros.
Dormi. Dormi por alguns minutos que pareceram horas. Sonhei com o Luan. De novo. Ele me abraçava e conversava comigo:
- Ei, princesa. Fica comigo pra sempre? - ele dizia olhando no fundo dos meus olhos.
- Eu fico, desde que você fique também.. - e sorri. O abracei e senti seu perfume maravilhoso na nuca. Peguei naquele cabelo liso e fiz cafuné. Encostei a cabeça em seu peito e fechei os olhos.
Acordei num pulo. Meu celular berrava. Assustei com a música e tentei recordar o breve sonho. Sorri automaticamente. Mas o insistente toque do celular me tirou do meu pós-sonho. Peguei o celular de cima do criado-mudo na maior má vontade. Li novamente o 'desconhecido'. Fiquei puta. Que coisa chata. Mas, dessa vez, resolvi atender. Apertei o botão e atendi:
- Alô? - disse, com uma voz de "poucos amigos"
- Alô? Brê? - a voz do outro lado da linha parecia surpresa com meu tom de voz ríspido.
- Sim, é ela. - disse, séria. 
- Oi, princesa. Se você adivinhar quem é, te dou o mundo. - disse a voz de sinos. A voz mais linda do mundo.


Desculpe a demora, meninas! =) sejam bem-vindas as novas leitoras. Deixem o twitter ou facebook que adiciono vocês! ;) próximo com 5 comentários. Beijos.

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