quarta-feira, 18 de julho de 2012

Capítulo 6


Assim que cheguei em casa, abri a porta correndo e comecei a vasculhar a casa atrás da minha mãe. E nada. Eu precisava contar a ela sobre o pai da Duda. Precisava desabafar. Resolvi, então, ligar para a Duda. Alguém teria que dar o braço a torcer.
Busquei o telefone sem-fio na sala, disquei o número dela e esperei. Ouvi uma voz do outra lado da linha:
- Alô?
- Alô, tia Silvia? Sou eu, a Brê.
- Oi, meu benzinho. Como você está? A Duda foi dar uma volta..
- Tia, eu sei que ela tá aí bem do seu lado. Passa o telefone pra ela, por favor.
Longa pausa. Fiquei esperando. Uns cinco minutos.
- Breeeeeeeeeeeeeenda! - disse ela, chorando no telefone. 
- Du, minha anjinha, não chore. - eu disse, tentando acalmá-la.
- Você me perdoa? Não foi minha intenção dizer aquilo tudo. Eu tô puta com toda essa história. Não quero perder meu pai! - disse, em meio aos soluços.
- Você não precisa se desculpar. Até acho que você tem razão. Eu te amo e jamais que vou ficar com raiva pq você me disse a verdade. - uma lágrima escorreu.
- Vem dormir em casa hoje, Brê? Muito Luan para esvaziar a cabeça. - disse ela, já com um tom alegre na voz.
- Vou! Só preciso esperar minha mãe chegar e já corro pra sua casa. Me espera, te amo! - desliguei antes mesmo que ela pudesse responder. Subi as escadas cantarolando Sobrenatural. Arrumei minha mochila e enquanto organizava algumas coisas, encontrei o print do Luan no mesmo lugar que eu havia deixado hoje, mais cedo. Fiquei olhando e me lembrei que não conseguia acreditar naquilo. Desci as escadas com o papel na mão, coloquei o primeiro dvd ao vivo em Campo Grande no home theater e comecei a dançar e imitar os trejeitos dele. Como esse menino me fazia bem. Não existe explicação para tal efeito. Fiquei submersa em mim mesma. Até que minha mãe abre a porta da sala com tudo e diz:
- Oi, dona. Abaixa esse som. - disse ela indo até a copa.
- Tá bom, mommy linda. Seguinte, vou dormir na casa da Duda hoje. - eu disse, dando meia-volta em direção à escada.
- Opa, e com permissão de quem? - disse, cruzando os braços e me encarando.
- Com a sua, ué. O pai dela tá com os dias contados. Escondeu uma doença grave de toda a família. Sem condição, mãe. - disse e subi pro meu quarto.
Peguei minha mochila, desci correndo as escadas e fui até a cozinha:
- Mãe, você poderia me levar? Não tô afim de ir a pé.
- Claro, a Duda precisa de você.
Uau, ela nem chiou. Fiquei de cara mas aceitei numa boa. Fui até a garagem esperar por ela. Quando olhei no meu relógio (que marcava a data também) e fiz uma conta mentalmente: faltavam apenas 15 dias para o show no Villa Country. Entrei em transe. Mas saí rápido com os gritos da minha mãe. Ela havia perdido as chaves do carro dentro de casa. Eu não merecia isso. Morri de rir ao pensar que, algum dia, poderia ser a mãe desligada de alguém. Sorri com o fato de imaginar meu principe sendo o marido mandão dessa esposa desligada. Como eu sonhava. Até demais.


Estão gostando, meninas???? Próximo com 4 comentários, hein? =) beijoooos

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