Dormi o resto da noite com o celular na mão. E nada de chegar sms do Luan. Comecei a entrar em desespero mas repetia para mim mesma "tenha calma" e pedia ajuda dos céus pra aguentar tanto medo e insegurança dentro do meu coração.
Levantei cedo e deixei um bilhete para minha mãe, dizendo que iria de ônibus para o colégio. Sai de casa e ainda estava escuro. Eu tinha medo, ainda, que tudo desaparecesse. E só me restasse as lembranças ao lado do Luan. Poucas lembranças.
Andei até o ponto de ônibus e me sentei. Coloquei meus fones e logo iniciei minha playlist deprê. Eu não conseguia chorar. Não conseguia engolir aquilo tudo. O medo estava fazendo o que eu jamais havia permitido: matando minhas esperanças. Uma a uma. Na minha cabeça, eu seria mais um brinquedo para o Luan. Sempre precipitada. Minha cabeça não aguentaria armazenar tanto pensamento negativo.
Eu ouvia minhas músicas até que meu celular começou a vibrar. Achei que fosse minha mãe mandando sms por causa do meu bilhete.
Abri a sms e li:
"Desculpa a demora. Não quis brincar com você mas a Dagmar pegou meu celular. Que raiva. Por pouco não demito essa muié intrusa, hahahaha. Anota meu número aí, Brê. Tô chegando em Londrina agora. Preciso dormir, tô morto rs muuuuuuuitos beijos :x".
O mundo caiu. Eu sai pulando de alegria no meio da rua. Estava tudo deserto e nem sinal do meu ônibus. O dia amanhecera maravilhoso. Minha noite havia sido de pura tormenta mental. Deus estava acalmando meu coração - mais uma vez - com mais um milagre. Ou talvez fosse destino. Aliás, eu sempre acreditei nisso.
Me acalmei e respondi a sms:
"Achei que você ia sumir da minha vida, ): rs. Descansa aí, viu? Tô indo pra aula agora. =) beijos, ínumeros! s2".
Eu não queria ser melosa nem derramar em cima dele tudo que eu havia guardado. Mas eu não perderia a oportunidade.
Continuei ouvindo minhas músicas. O ponto de ônibus começou a lotar e eu ali, alheia à tudo e a todos. O mundo não me importava agora. Apenas o sono de descanso do Luan.
O ônibus chegou no ponto e eu subi. Fui o caminho todo com o pensamento fixo em uma coisa que eu já havia pensado antes e não via melhor momento, se não este, para realizar. Uma tatuagem. Eu tatuaria a palavra Incondicional na costela do lado esquerdo. Próximo ao coração. Não foi dificil achar uma palavra que resumisse tudo o que eu sentia pelo Luan. E isso, mais uma vez, seria por causa dele. E por mim também. Ele fazia parte do meu ser como ninguém outra pessoa conseguiria fazer. Minha mãe iria reclamar mas aceitaria. Eu só não esperava mais nada do meu pai.
Desci no ponto em frente ao colégio e logo vi Duda. Corri para abraçá-la. Meu Deus, como eu queria compartilhar com ela a minha felicidade.
- Oi, amora! - disse Duda, ao me ver. Ela me chamava assim sempre que percebia algo de diferente em mim. Eu sentia o brilho em meus olhos. E ela havia reparado, com certeza.
- Oi, amoreca! Tudo bem? E a tia Silvia? - eu disse, em tom descontraído. Eu evitava tocar no assunto do pai dela mas eu precisava desviar a atenção.
- Tá bem. Você sabe, a saudade dói.. - ela disse e eu senti um nó na garganta dela se formar.
- Com certeza.. - e logo lembrei do Luan. Me sentia uma tola egoísta. Saudade me lembrava Luan. E parecia errado comparar minha saudade por uma pessoa vida, com essa saudade eterna de alguém que já se foi.
Entramos para a aula - que passou voando - e resolvi me concentrar nos meus estudos.
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Awwwn, mais por favor Demizinha
ResponderEliminarmá liinda , posta maaaais *-*
ResponderEliminarcomo consegue pensar em estudos numa hora dessa ? kkkkkkkkkkk mais please, !
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