domingo, 22 de julho de 2012

Capítulo 12

Entrei no banheiro e dei de cara com a Bruna Santana retocando a maquiagem. Ela me olhou e me cumprimentou com a cabeça e um sorriso meigo. Sorri de volta e entrei correndo no banheiro. Tranquei a porta e me lembrei do tal papel que o Luan havia me dado. Apalpei meus bolsos da calça e encontrei o papelzinho dobrado 3 vezes. Abri com o maior cuidado e só consegui rir - pra não chorar  - ao ver que não tinha merda nenhuma escrito ali. Mas fiquei feliz, afinal, o Luan tinha tocado naquele papel. Coisa de fã.
Fiz xixi correndo, sai, lavei as mãos e Bruna não estava mais lá. Suspirei de alivio. Eu estava tão nervosa que não saberia como me portar perto dela. Sai do banheiro e fiz o mesmo trajeto da ida.
No corredor que ficava a sala onde eu havia ficado, vi a Dagmar me procurando. Ela veio ao meu encontro, me puxando pra dentro da salinha e disse:
- Aonde você foi, Brenda? O Luan já foi embora. - disse, toda séria. Meu mundo ruiu.
- O QUÊ? COMO ASSIM? - quase soltei uma série de palavrões. Eu não me perdoaria nunca por ter ido fazer xixi.
- Calma.. você, como fã, sabe que não saio de perto do Luan, não é? Eu fiquei pra poder procurar e esperar você. O Luan viu suas coisas em cima do sofá e achou que tinha dado uma saidinha mesmo. Relaxa. - disse ela, como se não fosse NADA o Luan ter visto minhas coisinhas ali e ter se importado.
- É, eu sei.. mas e agora? - disse, ansiosa.
- Bom, agora nós vamos de táxi porque a van da banda também já foi. Vamos pro hotel e vocês se falam lá. - disse, pegando minha bolsa e entregando para mim.
- Ah, que alivio, Dag! - disse e sai porta a fora com ela.
Fomos para a porta dos fundos, a mesma que eu havia entrado algumas horas antes. Pensei em como tudo já tinha mudado em tão pouco tempo. Eu estava indo pro hotel do príncipe da minha vida. Que evolução.
O táxi já estava à nossa espera. Entramos e fui o caminho todo viajando - mais uma vez - nas luzes da cidade e nas pessoas que iam e vinham a todo o tempo. São Paulo era linda até de cabeça pra baixo.
O caminho todo durou cerca de meia hora. Em silênico. Dag mexia o tempo todo no celular e tablet. Não quis incomodá-la com meu papo desesperado e sem fim sobre Luan e sobre como eu me sentia naquele exato momento: indo, mais uma vez, de encontro com o amor da minha vida. Senti falta da Duda e meu coração apertou de novo. Ela, ali, seria a salvação em meio à tempestade. Com ela ali, eu conseguiria desafogar toda minha ansiedade e tudo viraria festa. Sorri automaticamente com as lembranças dela junto comigo. Ela era mais do que minha melhor amiga. Era minha irmã de alma, inseparável.
Chegamos no hotel e descemos. Dag pagou a corrida e entramos no saguão. Não me lembro o nome do hotel e não fazia idéia de qual bairro da cidade ele estava situado. Fomos até a recepção e o celular da Dag tocou. Era o Luan. Ela atendeu e sorriu pra mim. Fiquei toda derretida. Mas, ao mesmo tempo, uma dúvida se instalava na minha cabeça: porque/pra que tudo isso? Eu não passava de uma simples fã.
Fiquei nadando em meus pensamentos e não ouvi a conversa entre a Dag e o Luan. Ela pegou o cartão do quarto, me entregou e disse:
- Agora é com você. O número do quarto tá aí e o andar também. Com esse cartão você tem acesso ao quarto do Luan. - disse e foi me acompanhando até o elevador.
- Ok, Dag. Muito obrigada, viu? Hoje, mais do que nunca, você faz parte do meu sonho. - disse sorrindo e entrando no elevador. Sozinha.
Ela sorriu de volta, virou as costas e foi embora.
A porta do elevador se fechou e dentro de mim havia um turbilhão de sentimentos. 
O quarto dele ficava no vigésimo andar, quarto número 338. Os minutos passaram depressa. Quando vi, já estava no vigésimo andar. O elevador parou. A porta abriu e eu dei o primeiro passo - novamente - em direção ao amor da minha existência.


MEEEEEEENINAS! Quem tiver lendo, poderia avisar, viu? E comentar! Só vejo as visualizações subindo ;) obrigada por tudo! Próximo com 3 comentários.

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