Fui medindo o tempo, mentalmente. Cantarolando Pra Você Lembrar De Mim. Procurei o quarto e ficava no final do corredor. Bati na porta uma vez e não me aguentei. Passei o cartão e a porta se abriu. Empurrei-a com todo cuidado. Eu tremia por dentro. As luzes estavam acesas e e eu não via o Luan. O quarto era basicamente grande. Havia uma mesa com duas cadeiras perto da janela e em cima da cama estava a mala do Luan. Meu impulso de fã queria ir até lá e fuçar em tudo. Me segurei. A cortina estava aberta e eu podia ver as luzes do outro lado. Fechei a porta e chamei:
- Luan Rafael? - disse, me sentindo a maior idiota do mundo por chamá-lo pelo dois nomes que quase ninguém conhecia. Apenas as luanetes.
Ele surgiu de dentro do banheiro. Calça jeans, camiseta braca, chinelo preto e boné de aba reta vermelho. Um anjo. Não parecia assustado com minha presença ali e nem emburrado com minha "invasão". Veio em minha direção, dizendo:
- Brendinha? Chega mais, minha nega.. - disse, abrindo os braços e me abraçando. Ele era como uma droga pra mim e cada toque dele era como um choque. Um choque maravilhosamente suave.
Ele se soltou do abraço e me pegou pela mão. Me conduziu até a cama e disse:
- Senta aí.. quer me ajudar a desfazer minha mala? - disse ele, sorrindo.
- Mas você é folgado, hein? Explorando a fã.. - cai na risada. Talvez ele não me visse apenas como fã.
Me levantei e o ajudei a organizar tudo. Metódica que só, arrumei tudo por cor, tamanho e estilo.
- Nossa, que isso? Que arrumação é essa? Nem dona Marizete faz isso, Brê. - estremeci ao ouvir meu apelido saindo daquela boca.
- Sou assim. Ninguém me ensinou. Acho que já nasci doente.. - e dei risada ao pensar que eu estava ali, falando sobre minhas neuróticas com o Luan. E dessa vez não era o meu pôster em tamanho natural. Enquanto eu arrumava, ele se sentou e ficou me olhando. Eu sentia o olhar dele em mim o tempo todo. Em cada movimento meu, em cada camiseta dele que eu dobrava com o maior carinho. Aquilo era mais um sonho sendo realizado.
Terminei de ajeitar tudo na mala. Me sentia uma idiota e não entendia a finalidade daquilo tudo. Ele não tinha me chamado até ali para arrumar a mala dele, né? Eu não me importaria de arrumar quinhentas mil malas desde que ele ficasse ali, respirando o mesmo ar que eu.
Me sentei na cama e disse com a maior naturalidade. Como se eu não estivesse morta de tanta alegria por dentro:
- Prontinho, moço bonito. Sua mala tá no pique da globo. - disse, olhando nos olhos dele.
- Obrigada, Brê. Como posso recompensá-la? - disse, com um sorriso torto que matou todos os meus neurônios.
- Que isso. Estar aqui com você já é a maior recompensa da minha vida. - disse toda melosa. Me arrependi logo depois. Fiquei com medo de assustá-lo com meus monstros.
- Não. A recompensa, hoje, é minha.. - ele disse desviando os olhos.
O assunto acabou. O silêncio gritava e minha voz não saia. Lembrei, então, do tal papel que ele havia me dado.
Me levantei com tudo e ele me olhou. Tirei o papel do bolso e disse:
- Você é engraçadão, né? - disse, fazendo bico e cara de raiva. Incrivel como, apesar do furacão que ele causava dentro de mim, eu conseguia conversar direito com ele sem parecer uma criança de cinco anos de idade.
Ele começou a rir. Deitou na cama e começou a ficar vermelho de tanto que ria. Eu não achava um pingo de graça. Fiquei admirando ele ali: deitado com a mão na barriga, rindo feito criancinha. Ele, então, se sentou de novo e recuperou o fôlego. E disse:
- Eu estava trollando você, muié. Sabe porque fiz isso? - ele disse se levantando, deu a volta na cama e parou ao meu lado. Segurou minha mão e olhava fixamente em meus olhos. Eu não conseguia processar a informação:
- Não. Você acha legal trollar alguma fã? Porque fez isso? - disse, toda séria.
- Porque você, Brenda, mexeu comigo desde a hora em que botou os pés dentro daquele camarim. Eu estava ansioso pelo show e o lançamento. Você tem à sua volta, uma calmaria que me atingiu em cheio. Naquele momento, eu quis você por perto. E quis fazer diferente. Você não é igual as outras. - disse, desviando o olhar novamente e abaixando a cabeça. Começou a mexer no meu relógio.
Eu não sabia o que dizer. As palavras dele soaram como magma na neve fria e cinzenta. Criou fumaça e tudo ficou nebuloso na minha mente. Eu só conseguia olhar para ele. O meu menino. Tímido, todo envergonhado, ali, diante de mim. O sonho da maioria das meninas que eu conhecia e me relacionava todos os dias.
Eu o puxei mais pra perto. O abracei forte. Esgamador. Olhei nos olhos dele e, finalmente, consegui coordenar as palavras e ordená-las:
- Luan, você é tudo pra mim. O sonho da minha vida. - disse, abaixando os olhos. Nunca imaginei que dizer aquilo em voz alta e para ELE seria tão constrangedor.
Ele se aproximou de mim. E me beijou. O melhor beijo do mundo.
UAAAAAAAAAAAAU! e ai, meninas? =) essa Brenda tá com tudo, hein? hahaha próximo com 3 comentários! Beijos.
morta :o
ResponderEliminarooh god =o
ResponderEliminarCHOREEEEEEEEEEEI )':
ResponderEliminaromg, capitulo 14 pf *-*
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