segunda-feira, 23 de julho de 2012

Capítulo 15

Ficamos juntos por alguns minutos. Colados um no outro. O abraço foi desfeito com barulho o meu celular tocando. Era minha mãe, com toda a certeza do mundo. Fui buscar minha bolsa que estava em cima da cama. Procurei o celular e vi a chamada. Atendi.
- Oi, mãe.. - disse, com medo do que ela iria me dizer.
- BRENDA! Cadê você, menina? Perdeu o juízo? - disse ela, alterando o tom da voz.
- Mãe, por favor. Me escuta. É sério.. - eu disse e olhei para trás. O Luan vinha em minha direção e se posicionou ao meu lado. Ele ria da minha cara de medo.
- Fala. Vai me dizer o quê? Que o Luan Santana tá aí do seu lado? Por favor, Brenda. Não subestime minha inteligência. - disse, toda séria.
- É isso mesmo. Ele tá aqui do meu lado.. - olhei para o Luan e sorri. Era inevitável.
- Tá bom. Se é assim, manda ele vir deixar você em casa porquê eu tô indo dormir. - disse ironicamente, e desligou o telefone na minha cara. De primeira, fiquei chateada. Minha mãe não acreditara em mim sobre estar com o Luan. O mundo também não acreditaria, ainda que eu - com certeza - fosse manter isso em sigilo. E ele também.
Joguei o celular dentro da bolsa e o Luan me puxou pra perto dele novamente. Meu ossos amoleciam cada vez que ele chegava perto. Minhas pernas não tinham forças. Eu era apenas dele. Como sempre.
Voltamos para a mesa do notebook e ficamos horas olhando o twitter do meu fã-clube. Entrei no meu facebook e mostrei minhas amigas. Falei sobre a Duda e ele me ouvia atentamente. Certa hora, pensei que deveria ser ao contrário: eu deveria estar curiosa sobre ele. Mas, antes mesmo de qualquer vestigio de pensamentos assim de minha parte, algo me inundava. ELE queria saber sobre mim. E isso já me fazia a garota mais feliz do mundo.
Rimos com as tirinhas e troll's. Tiramos mais fotos na minha camera. Fotos que jamais iriam parar em alguma rede social. Seria minha lembrança para sempre. Eu tinha certeza que isso acabaria aqui. E até já sabia como tudo isso terminaria. Ele ia me dispensar e tudo não passaria de um sonho. Pensar nisso me fez ficar arrepiada. Meu menino ali, ao meu lado, rindo e mexendo no meu cabelo. Eu eternizava cada detalhe dele em minha mente. E o mais importante: eu não me importava se isso durasse um dia ou uma vida. O tempo ao lado dele era algo mágico e ecoaria na eternidade.
O dia foi amanhecendo e as luzes que eu tanto olhava e admirava, foram sumindo. Dando lugar ao sol. Eu cochilei na cama e o Luan ao meu lado. Acordei antes dele. E vi aquela cena: Luan dormindo de boné e todo torto. Eu, ainda de tênis e com uma dor nas costas horrorosa porquê havia dormido sentada. Fechei os olhos e registrei mais essa cena.
Fiquei com dó e não quis acordá-lo. Mas, ao mesmo tempo, eu tinha vontade de fazer o que eu imaginava sempre: acordar o Luan dando vários beijinhos nele. Tomei coragem e o fiz. Ele acordou todo sorridente e disse:
- Bom dia, princesa. - ele olhou o relógio-despertador ao lado. Eram sete horas da manhã. Me derreti com o apelido carinhoso.
- Bom dia, principe.. - disse, toda bobona e com um belo sorriso estampado no rosto. Felicidade pura.
Ele me abraçou e foi ao banheiro. Eu sentei na cama e peguei minha bolsa. Verifiquei o celular. Cinco sms da Duda e nenhuma ligação da minha mãe. Menos mal.
Quando o Luan saiu do banheiro, eu entrei. Quando sai, ele tinha trocado de roupa. Uma obra divina usando calça jeans, camisa gola V preta e tênis cano alto. 
Eu o beijei mais uma vez e disse:
- Tenho que ir embora agora.. - disse, fazendo beicinho e morrendo por dentro.
- Já??? Tá tão cedo. A cidade ainda nem dormiu direito.. - nós olhamos para a janela ao mesmo tempo. A selva de pedra nos encarava.
- Eu sei. Mas preciso ir. Longo caminho até Guarulhos. - disse, olhando para baixo.
- Tá, então. Mas antes, me promete uma coisa. - ele disse olhando fixamente para os meus olhos. 
- Eu prometo. O que você quiser. - disse, sem nem pensar duas vezes.
- Promete que vai ser só minha? Que vai me entender num olhar? - ele começou a cantarolar e meu olhos se encheram de lágrimas.
- Prometo. Eu já prometi isso muitas vezes para mim mesma. Sempre ser sua. Mesmo você não querendo ou não sabendo.. - dei uma risada sem graça.
- Coisa mais linda! - e me beijou de novo. Fiquei sem ar. Com muito custo, sai do beijo e disse a ele:
- Você que é. - o abracei com força.
- Anota seu número no meu celular. Eu vou te ligar. - ele disse, me entregando o iPhone. Eu digitei meu número e li e reli trezentas vezes, com medo de ter anotado errado.
- Mas é pra me ligar, hein? Ai eu guardo o seu. - e sorri.
- Claro que vou ligar, Brê. Aliás, eu não posso levar você embora. Mas o Rober te leva, tá? - ele disse, e me abraçou bem forte de novo. E me acompanhou até a porta. Me deu um beijo na testa e um selinho. 
Eu abri a porta com o mesmo cartão que a Dag tinha me dado. Ele sorriu pra mim e fechou a porta. Eu fiquei ali, do lado de fora, encarando o olho mágico da porta. Respirei fundo. Dei meia volta e fui embora.


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