segunda-feira, 16 de julho de 2012

Capítulo 2


No caminho para casa, pedi para as meninas dormirem em casa mas a Luana, com todo aquele resfriado, não pôde ir. Logo, sobramos apenas Duda e eu.
Assim, logo que chegamos em casa (não precisamos nem ir na casa da Duda buscar roupa pq já havia uma parte no meu guarda-roupa apenas para ela <3) fui correndo mostrar o ingresso para a minha mãe:
- Mãaaaaae, olha que massa! - joguei o ingresso em cima da mesa da cozinha e ela saiu do fogão e veio até mim:
- Já voltou, filha? Tinha muita fila? - ela perguntando, segurando o ingresso.
- Ah, mais ou menos. Algumas meninas na nossa frente mas nada que demorasse.
- Que legal, viu? As vezes fico brava com você mas é pq já fui fã dos Menudos.. - ela fez uma cara como quem diz 'já sofri por isso também'. Já fui logo cortando o barato dela:
- Esse papo de novo, mãe? Eu já tô careca de saber sobre essa história do Menudo. E fico triste por causa disso. Um sonho não realizado é sempre doloroso.


*flashback*


Edna, mãe da Brenda, no auge dos seus 15 anos tinha sido fã dos Menudos. Eles tinham marcado uma coletiva de imprensa em São José dos Campos - SP (cidade natal da Edna) só que no dia, cancelaram. E a mamãezinha da Brenda era lider do maior fã-clube deles da cidade e ficou inconsolável.


*final do flashback*


Fui até minha mãe e a abracei. Isso ainda era forte nela e sei que ela temia por mim e que eu caísse no mesmo que ela.
- Fique tranquila, mommy. Vai dar tudo certo! - Duda chegou e nos abraçou também.
Meu pai entrou na cozinha dizendo:
- Minhas queridas reunidas, que beleza!
Papai era todo chatão, nossa. Mal podia ouvir falar o nome do Luan dentro de casa e não botava nenhuma fé no meu sonho. Ao contrário da minha mãe que, apesar de tudo, sempre táva ali do meu lado. Mas eu não o julgava. Deixava pra lá. Eu só precisava que minha força fosse maior do que tudo que teimava comigo.
Aí ele viu o ingresso na mão da minha mãe e terminou:
- Mas tinha que ter esse vesgo no meio, né? Tudo é ele nessa casa. Até sua mãe simpatiza com essa criatura.
- Pai, sai daqui, vai. Aqui é territorio luanático! - eu e Duda caímos na risada com esse termo que combinava tão bem com a gente.
- Tá bom, tá bom. Sem brigas. Vocês estão com fome? Tem lanche na geladeira. - disse minha mãe, cortando o nosso papo e evitando o assunto "Luan" na frente do meu pai.
- Tia, a gente tá sem fome. Vamos lá estudar, Brê? - Duda querendo me arrastar logo pra quarto pra gente ficar sonhando com nosso tão esperado encontro com o Lu.
- Vaaaaaamos, Dudinha! - peguei-a pela mão e subimos as escadas correndo. Tropecei e morremos de rir com o quase-tombo.

Tão gostando, meninas??? Próximo com 3 comentários! :)

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