quinta-feira, 19 de julho de 2012

Capítulo 8

Dias se passaram, era sexta-feira à tarde, quando meu celular toca. Corri para atender:
- Alô?
- Alô, Brenda Herrera? - disse a voz masculina do outro lado da linha. 
- Sim, é ela.. - disse, já desconfiada
- Então, Brenda. Aqui é o Arnaldo Júnior da equipe LS. - senti que o chão abaixo dos meus pés iria se abrir. Fiquei pasma.
- M-m-m-a-a-s, oi tio! - gaguejei mas consegui chamá-lo pelo apelido. 
- Tudo bem? Sabe aquela promoção da votação Multishow? Recebemos vários e-mails com contagem de votos e você foi uma das sorteadas e ganhou camarim esclusivo para para o Villa Country amanhã. - disse ele, com voz de riso.
Eu quis gritar mas consegui, enfim, dizer:
- JURA? PUTA QUE PARIU!!!!!! Ops, desculpa, tio. Você nem imagina o quão feliz eu tô agora. Obrigada! - disse, toda entusiasmada.
- Que isso, o mérito é todo seu! Bom, leve seu RG e vá aos bastidores encontrar com a Dagmar. Às 22hras, tá?
- Estarei lá. Obrigada de novo, tio!
- De nada, Brenda. Boa sorte! - e ele desligou. Deixei cair o celular em cima da cama e sentei no chão do quarto. Eu não conseguia acreditar. Não conseguia processar aquela informação. Meu cerebro havia sido reduzido a pó. Meu sonho sonho estava a um dia de ser realizado. Eu queria pular, correr até cansar. Mas eu não conseguiria. A felicidade me entorpeceu. 
Quando avistei uma caixa uma caixa debaixo da minha mesa do computador. Peguei-a e coloquei no meu colo. Havia me esquecido dela.
Na tampa da caixa, estava escrito "mails for luan" Tinha mania de escrever os nomes das coisas em inglês, para evitar que minha mãe bisbilhotasse minhas coisas. Abri a caixa e fiquei lendo os montes de papéis e bilhetes que eu já tinha escrito para o Luan. Tudo que eu sonhei, preparei e idealizei para o nosso tão esperado encontro. Chorei. Chorei porque amanhã eu iria abraçá-lo como se não houvesse o amanhã. Todas as noites eu pensava nisso. 
Gritei minha mãe e ela veio até o meu quarto. 
- MÃE, EU GANHEI, MÃE! GANHEI O CAMARIM PARA O VILLA COUNTRY! - disse, em meio aos gritos.
- Sério? Parabéns, filhinha. Deus jamais abandona o coração de uma sonhadora. Você merece. - disse e saiu do quarto. Ela sabia que eu precisava ficar sozinha.
Resolvi, então, mandar sms para a Duda e Luana. Desde aquele dia no shopping, não tive mais contato com Duda. E a Luana, bom, não sabia a quantas andava também. Me senti culpada. Ficava trancada em casa votando, amando, respirando, vivendo apenas Luan. 
Duda, então, respondeu minha sms dizendo que não não tinha ganho o camarim mas que ia no show comigo, é claro. Luana me mandou sms dizendo que viajaria sábado, bem cedinho, para o Rio de Janeiro, porque a tia dela estava doente. Fiquei triste por ela. Sonhamos esse sonho juntas. Pelo menos, a Duda estaria comigo para tirar as várias fotos com, no minimo, 5 câmeras fotográficas só para garantir o registro do dia mais mágico da minha vida. 
A noite veio chegando e com ela a insônia. Na verdade, nervosismo puro. Coloquei a playlist com umas músicas lentas e o volume baixo pra poder relaxar. Tive um pesadelo horrivel. Sonhei que o show tinha sido cancelado porquê o Luan estava passando mal e ficaria internado. Acordei assustada e suando. Deus me livre disso. Não queria ver meu menino assim. 
Eram cinco horas da manhã de sábado. Resolvi tomar um banho para distrair a mente. Fiquei uns quarenta minutos debaixo da água quente. Olhos fechados, pensamento fixo no Luan. Eu não tinha jeito mesmo. Sai rindo do banheiro, com esse pensamento na minha mente. Eu fazia de tudo mas não poderia desgrudá-lo da mente. Verifiquei meu celular e havia umas cinco sms. Uma da minha mãe, mandando eu sair do banho porque não era hora de ficar fazendo barulho. Morri de rir. Essa mulher era tão minha! E as outras 4 eram sms desesperadas da Duda. 


VISH MARIA! O que será que temos aí, hein? =) próximo com 5 comentários.

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