Li as sms e fui escorregando devagarinho para a minha cama. Em choque. Enrolada na toalha de banho, bateu um frio na espinha.
O pai da Duda havia falecido. Meu Deus. No dia do show do Luan? Não conseguia acreditar que o dia mais feliz da minha vida seria o mais triste para ela. Respondi as sms e liguei para a Luana. Nem chamava. E eu não me lembrava do DDD do Rio de Janeiro. Liguei para a Duda e só chamava, ninguém atendia. Me senti perdida e minha cabeça girava. O que eu poderia fazer agora?
Decidi, então, vestir uma roupa e ir até a casa dela. Era outono, meados de maio. Sai de casa e não tinha nenhum sinal de vida na rua. Pudera, eram 6h30min da matina. Duda não morava muito longe e fui à pé mesmo. Andei o trajeto todo pensando nessa reviravolta toda em menos de 24h.
Quando dobrei a esquina, vi o caixão entrando na garagem da casa da Duda. Comecei a correr. Cheguei ofegante e procurando por ela. Não via nenhum conhecido. Avistei tia Silvia chorando no ombro de uma amiga da família. Abracei-a com força e ela chorou mais ainda, sem freio. Percebi Duda se aproximando e a senti me abraçando também. Não sei ao certo quando tempo ficamos ali, juntas, unidas mais do que nunca. Quando finalmente vi o rosto dela, abri o mais berreiro. A dor estava estampada em seus olhos. Mas ela não chorava. Nenhuma lágrima sequer. Parecia serena, apesar de tudo. Mas eu a conhecia muito bem. Aquilo era apenas armadura.
O enterro seria às 16h e eu não poderia deixar de ir. O dia demorou a passar, o clima pesada. As horas pareciam dias.
Antes da hora marcada para o enterro, já estávamos à caminho do cemitério. Foi a cerimônia mais triste que eu já presenciei em toda a minha curta existência. Tia Silvia entrou em pânico e não queria deixar o coveiro fechar a sepultura. Não havia mais nada a ser feito.
Voltei exauta para casa. A única coisa que me animava, como sempre era o Luan. Mas hoje seria diferente: ele me alegraria pessoalmente, ainda que por um curto espaço de tempo.
Fui tomar banho ao som de Telepatia. Fiquei pensando em como tudo mudou desde o dia em que comprei o ingresso para o lançamento do CD. Tantos planos, e no final eu iria atrás desse sonho sozinha.
Sai do banho, liguei o computador e selecionei algumas músicas na playlist. para ouvir enquanto me arrumava. Não sabia qual roupa usar, que perfume colocar, que sapato escolher.
Apesar do dia turbulento, minha noite estaria apenas começando.
Suspense, hein? =) hahahahah próximo capítulo com 3 comentários! Beijos
nossa , tadinha da Duda e a Brenda vai realizar o sonho dela de conhecer o Lu *-*
ResponderEliminarposta maaaaaaaaaaaais má *-*
ResponderEliminarContinua Amoreeee ;*
ResponderEliminarto amando mah! e ps: FELIZ ANIVERSÁRIO! <3
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