terça-feira, 24 de julho de 2012

Capítulo 16

Fui andando devagar até o elevador. Na esperança daquela porta se abrir e o Luan me chamar de volta. Me chamar para perto dele e não me deixar ir embora jamais. Chacoalhei com a cabeça como quem quer que alguma idéia maluca suma da mente. Isso não ia acontecer. Mesmo com toda a fé que existia em mim, tem coisa que não tem chance de acontecer. Me entristeci com isso. Eu queria toda uma vida ao lado do meu ídolo. Aquele que roubou todos os meus motivos de vida. 
Chamei o elevador. Mas ele já havia parado no meu andar. A porta se abriu e era o Rober. Ele disse:
- Bom dia, moça. Como foi sua noite? - disse, com uma risada em tom safado. Que otário. Com certeza era o que o Luan fazia geralmente. 
- Bom dia, Rober. Minha noite foi maravilhosa. - e sorri. Ele me olhou pelo canto do olho e riu.
- Vou te levar para casa. Luan queria ir junto, na verdade. - ele disse, descontraindo.
- Sério? - tentei dar um ar de "nem ligo" mas morri ao saber. Ele não respondeu mais. O elevador chegou no saguão e cortou o assunto.
Saímos do elevador, em direção à porta do hotel. Era cedo ainda. Mas na porta do hotel haviam fãs do Luan à espera da saída dele.
Me afastei do Rober porquê um grupo de fãs se aproximaram dele pedindo fotos. E eu não queria estar perto. Elas sabiam que o Luan levava alguma menino do local do show pro hotel e eu não queria ser alvo de fofoca e encheção de saco depois. 
Mas, dessa vez, mal sabiam elas que tinha sido diferente. Que o tal Luan pegador, era nada mais nada menos, do que o cara mais sensível e lindo por dentro que eu já conhecera na vida. 
Esperei o Rober do outro lado da calçada. Ele falou com algumas fãs e fez sinal com a cabeça para eu esperar atrás da van. Fui até lá e esperei cinco minutos. O Rober veio e abriu a porta de trás da van para mim. Entrei e sentei no primeiro banco junto com ele. Passei meu endereço ao motorista. Ele ligou o rádio e o locutor anunciou Você De Mim Não Sai. Fomos a viagem toda em silêncio. Rober tuitava freneticamente e ria sozinho. Eu olhava pela janela. Meu pensamento fixo nos detalhes daquela noite linda do lado do meu Rafael. E a letra da música era exatamente o que eu já sabia o que ia acontecer: não tem jeito de esquecer. E se antes o Luan não ia sair da minha vida - de jeito nenhum - agora ele havia criado mais raízes ainda. 
Eu estava disposta a pular de cabeça nisso. Apesar das consequências. 
O trajeto todo durou uma hora. O trânsito já estava caótico. A cidade já havia acordado de vez. E eu mal tinha dormido. Sonhando acordada. Realizando o sonho. 
A van parou no portão da minha casa. Abracei o Rober e agradeci por tudo. Desci da van e eles foram embora. Abri minha bolsa e cadê a chave? Merda. Eu havia perdido as chaves de casa. Ou tinha esquecido em casa? Não me conseguia recordar. Decidi, então, apertar a campanhia. Minha mãe deveria estar uma fera comigo. Mas eu não me importava. A raiva dela ia passar a aquela minha chance com o Luan era única. 
Dez minutos depois, minha mãe aparece na porta ainda de pijama, toda séria. Me olhou e disse:
- Bom dia. Esqueceu que tem casa? - continuava séria.
- Jamais, mãe. Bom dia. - passei por ela, entrei em casa e subi as escadas. Naquele momento, eu só queria o meu quarto. O meu mundinho de sempre.
Fui tomar um banho. Não coloquei minha camisa para lavar. Ali estava o cheiro do Luan. Então, eu guardaria até que o cheiro sumisse. Não sabia quando o veria de novo. 


Meninas! Obrigada, mais uma vez. Têm sido um sonho publicar aqui toda a minha imaginação. =) próximo com 3 comentários. Beijosss


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