Não sei bem se aquilo fora um susto. Eu vi, diante dos meus olhos, a
família que eu sempre sonhei em conhecer.
No dia do lançamento do CD do Luan no Villa Country, eu apenas tinha
visto a Bruna no banheiro do backstage. E não trocamos nenhuma palavra. Muito
menos um olhar. Eu ainda parecia, naquele dia, uma fã histérica e sem rumo que
o Luan apenas queria conhecer no hotel depois do show.
Pisquei algumas vezes e vi que além da presença deles, também havia uma
mesa cheia de doces (os meus preferidos) e um bolo médio com um S desenhado
também. Estávamos agora na varada, próximo à piscina.
Bruna parecia uma princesa, usando uma saia longa estampada e uma regata
branca. Dona Marizete e senhor Amarido também estavam vestidos casualmente.
Luan segurou firme em minha mão e passou o braço em volta de minha
cintura.
Enquanto nos aproximávamos da varanda, olhei para o Luan e sussurrei:
- Eu te amo.
Ele me olhou de volta e assentiu. Seus olhos me diziam o mesmo.
Entramos na varanda e deixei para olhar tudo - minuciosamente - depois.
O foco agora era outro.
O silêncio não teve tempo de reinar ali. Assim que me viu, dona Marizete
levantou da cadeira de palha trançada e veio em minha direção.
- Brenda! Prazer e satisfação em, finalmente, poder conhecer você. A
menina dos doces... eu sou a Marizete mas isso você já deve saber. - ela disse,
me abraçando forte. Me soltei do Luan e me agarrei a ela.
- O prazer é todo meu, dona Marizete. A senhora não sabe o quanto
esperei por esse momento. - eu disse, desviando o olhar para a Bruna e o senhor
Amarildo que, agora, vinham em minha direção também.
- Que isso, menina. Não me chame de 'senhora' nem de 'dona. Sou velha
mas nem tanto, né? Fora que você, mesmo sem nunca ter nos conhecido
pessoalmente antes, já era da família e muito querida por todos nós. Bem vinda,
pequena. - ela disse, segurando minha mão.
Eu não sabia o que fazer. Eles já me conheciam mesmo. Só faltava nos
apresentar formalmente.
Bruna chegou mais perto e me abraçou. Disse que eu deveria fazer o irmão
dela feliz. E sorriu pra mim.
Seu Amarildo me abraçou também. Meio desajeitado, não sabia o que fazer.
Como se eu fosse algo que pudesse ser quebrado a qualquer momento. Talvez por
causa do acidente...
Olhei para o lado e não vi Luan. Me virei e fitei a cozinha que ficava
atrás de mim.
Marizete disse:
- Brê, ele deve ter ido ao quarto dele. Senta aqui com a gente e come um
docinho. - disse, me puxando pela mão.
Sentei em uma das cadeiras e Bruna e eu atacamos a mesa de doces.
Começamos a conversar e, logo de cara, nos demos bem. Bruna era, além de
linda e simpática, a humildade em pessoa. Tinha um mundo de sonhos dentro de si
e apesar de toda a fama e dinheiro do irmão, isso não alterava muito seu
caminho. Até porque, esse caminho estava sendo trilhado longe dos holofotes.
Depois de meia-hora, eu estava ficando impaciente e nada do Luan voltar.
Tentei não demonstrar nada e me concentrei na conversa com Bruna.
De repente, comecei a sentir uma dorzinha de cabeça. Chata, aliás.
Quando Bruna e eu nos levantamos para ir até a cozinha, minha vista
escureceu.
Senti a mão de Bruna agarrar meu braço. Engoli em seco e não vi mais
nada.
Desculpe a demora, gente. O técnico da Vivo acabou de sair de casa e conseguiu arrumar tudo por aqui. Obrigada pela compreensão. Espero que gostem. Ainda hoje tem mais um capítulo pelos dois dias que fiquei sem postar, ok? Comentem comigo aqui, no grupo do facebook ou no @whenmare. <3
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