Oito meses depois.
Naquela noite, eu não pensara em ninguém a não ser no Luan. Depois -
agora - posso entender que tudo o que eu fizera tinha apenas uma razão: o amor
que carrego no peito.
Aquele cara alto e encapuzado era um assassino de aluguel. Só de pensar
nisso, meu coração estremece.
Fora contratado por uma fã. Para matar a mim e ao bebê. Que, aliás, é
menina.
Luan desembarcara, naquela noite, em Londrina. Não avisou ninguém,
planejando uma surpresa. Trazia consigo um singelo presente para o bebê: dois pares de sapatinhos para
recém-nascido. Um rosa e outro azul.
Quando descera do avião junto com Well, tratou de dispensá-lo e seguira
de táxi até em casa.
Próximo da saída do aeroporto, o tal assassino de aluguel já estava na
espreita. Quando Luan entrou no táxi, abordou ele e o motorista.
Fizera ameaças e matou o taxista ali, à queima-roupa, na frente do Luan.
Luan dirigiu o carro até o condominio.
Chegando em casa, Luan disse estar sem a chave da porta da frente, para
ganhar tempo. Então, entraram pela porta dos fundos, que dava para a piscina.
Foi ai que eles tiveram uma surpresa: eu, insone, ali na cozinha. Por
essa o assassino nem a fã (que arquitetou aquele plano maléfico) e muito menos o Luan, esperavam.
Fã, essa menina não merecia esse título.
Luana. Minha "amiga"
Luana. Que, de Guarulhos, dava as coordenadas para o assassino.
Agora tudo fazia sentido. Ela já sabia e entendia que meu amor por Luan
era diferente. Porque ela também sentia esse tipo de amor. Não o mesmo, porque meu amor transcendia as galáxias onde o mal jamais o alcançaria. E quando ficara sabendo
sobre nosso namoro e minha gravidez, decidiu revelar-se. Praticando o mal por puro ciúme.
Não sei como eu consegui desarmar o tal assassino. Mordi seu ombro e
Deus guiou minha mão para fazer o resto.
Eu, que sempre fora tão fraca, criei forças na hora certa: quando a vida
do homem que era a minha vida, estava em perigo.
Segurei nas mãos a arma que mataria Luan, o bebê e eu. Mas não tive
coragem de fazê-lo com o assassino de aluguel. Então, atirei em seu joelho.
Trêmula, a ideia era acertar o pé do sujeito mas errei. Da varanda, o cara caiu na piscina. Manchando de vermelho a água cristalina.
Depois disso,
resolvi que depois do nascimento de minha pequena, eu entraria para um treinamento
de tiro.
Agora estou de oito, beirando os nove meses. Estou enorme e inchada.
Luan está deitado ao meu lado, dormindo. Um anjo.
Em nossa nova casa no mesmo
condominio da familia dele.
Nenhuma posição para dormir é boa o suficiente. Então, estou acordada
escrevendo nesse diário todos os acontecimentos dos últimos meses.
Deixo o diário de lado e o tranco. Guardo na gaveta do criado-mudo.
Sinto algo me chutar e o lençol molhar. Uma dor aguda atinge a lateral de minha barriga.
A primeira contração.
A hora é agora, pensei. E o resto, vocês só saberão no próximo capitulo.
Aqui, termina a primeira a parte da história que me comove desde o inicio. Nessa história, que já perdi incontáveis noites de sono imaginando e transcrevendo tudo para o papel. Para que depois, pudesse chegar aos olhos de quem fosse gostar e até se identificar. Não é o fim. A parte dois chegará em breve. Por isso, peço de coração que não esqueçam da Brenda e do Luan. Muito coisa está por vir. Fiquem ligados no grupo do facebook. Obrigada por tudo. Sem vocês, nada disso existiria.
Ma Morais.
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