Acordei horas depois, num quarto totalmente desconhecido. Não era o
quarto da Bruna, pois eu já o conhecia pelas fotos. Talvez fosse o do Luan mas
não tive certeza.
Olhei para o lado e Luan estava sentado no chão, encostado na cama. Bem
ao meu lado.
Dessa vez, nenhum fio estava grudado em meus braços e eu ainda estava
com a mesma roupa de antes.
Luan mexia no celular, concentrado. Nem percebera que eu havia acordado.
Sem fazer barulho, ergui o braço e segurei levemente seu cabelo. Fiz
carinho e ele deu um pulo.
- Amor! Nossa, graças a Deus. Você tá se sentindo bem? - ele disse,
sentando na cama.
- Acho que sim, amor. Me sinto zonza mas acho que é só isso. O que
aconteceu? Onde eu estou? Que lugar é esse? - eu disse, perguntando
impacientemente e segurando em sua mão.
- Espera, vamos com calma. Você desmaiou do nada. Bruna entrou em
desespero mas conseguiu te segurar. Chamamos o médico e ele colheu seu sangue
para alguns exames. Pode ser que sua diabetes tenha subido demais. Temos que
esperar o resultado. Você está no quarto de hóspedes, na minha casa. - ele me
olhava com tanta ternura, com tanto amor. Achei que meu coração fosse derreter.
Não respondi nada. Não conseguia falar. Fitava seu rosto como se não houvesse o
amanhã.
Fechei os olhos e respirei fundo. Luan continuava segurando minha mão,
esperando alguma resposta. Mal sabia ele que eu estava digerindo aquela
história toda. E eu ainda tinha que lidar com todo o amor que eu sentia. Era
algo conflitante e muita informação para ser processada.
- E isso é muito ruim? Não quero nem passar perto de hospital... - eu
disse, desviando o olhar.
- Sinceramente, amor, eu não sei. Eu também nem quero saber de hospital
e médico. Mamusca que falou com ele. Tanto que esse médico, Dr. Cláudio, é o
médico da minha família e aceitou atender você aqui em casa porque seus sinais
vitais estão bons... - ele disse, fitando nossas mãos entrelaçadas.
- Estou com medo. - eu disse, sentando na cama.
- Eu também. - Luan disse e me abraçou fortemente.
O maior abraço do mundo. Nele, cabia todo o nosso amor e todo nosso medo
naquele momento. O desconhecido nos assustava e a lembrança daquele um mês em
coma ainda vivia dentro de nós.
- Nada vai nos abalar. Confio nos planos d'Ele. - ele disse, ainda me
abraçando. Senti uma lágrima molhar meu ombro. Aquela lágrima não era minha. E,
sim, dele.
Me soltei do abraço e o olhei. Aquela cena: Luan chorando em meus braços. Eu
só tinha imaginado para o dia do nosso casamento. E as lágrimas seriam de
felicidade.
Beijei cada lágrima que saltavam daqueles lindos olhos castanhos. E
comecei a chorar também. Não por mim nem por causa de exame algum.
Chorei porque meu coração havia sido partido em pequenos pedacinhos ao
vê-lo chorar. Meu mundo entrara em tempestade.
Abracei Luan novamente e ele acariciou meu cabelo enquanto eu dizia:
- Não chore, meu amor. E sim, eu também confio nos planos d’Ele.
Luan apertou mais ainda o nosso abraço. Encaixei minha cabeça em seu
ombro e ficamos ali por um tempo que relógio nenhum conseguiria medir: o nosso.
A maior prova de minha confiança nos planos de Deus, era eu estar ali
naquele exato momento.
Espero que estejam gostando, amoris! Comentem comigo no @whenmare ou no grupo do facebook. Amanhã tem mais.
chorei aqui :/
ResponderEliminarposte mais mana :)
bjs