Luan dormiu em seu quarto para me dar mais espaço e conforto no quarto
de hóspedes.
Naquele noite, tive o primeiro enjoo e passei mal. Tentei não fazer
barulho para não acordar a casa toda e assustar Luan com tudo aquilo. Eu já
sabia que, no mínimo, os três primeiros meses seriam assim.
Acordei pela manhã, com Bruna entrando no quarto para me espiar. Vi,
pelo reflexo no espelho, que ela estava vestindo a camiseta da escola, jeans e
tênis. Usava também uma mochila sob os ombros. Acordei com o barulho da porta
sendo aberta. Ela chegou mais perto de mim e eu fechei os olhos, fingindo estar
dormindo. Ela sussurrou, sem saber que eu estava ouvindo:
- Bom dia, princesa. Bom dia, sobrinho. Amo vocês. E tomara que esse
neném seja menina. Perua igual a tia! - ela disse e saiu rindo baixinho.
Quando ouvi novamente o barulho da porta sendo fechada, sentei-me na
cama e comecei a chorar.
Chorei de felicidade, de dor, de alegria, de tristeza. Nem eu estava
conseguindo me entender.
Eu não conseguia acreditar que Bruna estava dizendo aquelas palavras
para mim. Eu sempre sonhava com isso.
Olhei o relógio digital ao lado da cama e marcava seis e quarenta e
cinco da manhã.
Voltei ao banheiro e tomei um banho. Assim que sai, resolvi ligar para
Duda e contar a boa nova.
Essa hora ela estaria entrando no colégio. Era sexta-feira e as primeiras aulas eram de português.
No terceiro toque, Duda atendeu. Desfiei toda a história para ela e
disse que seu afilhado ou afilhada já estava a caminho. Duda começou a chorar
no telefone. Eu também, do outro lado da linha.
Ficamos dez minutos assim e pude ouvir o professor chamando-a para
entrar na aula. Então, ela terminou dizendo:
- Brê, eu te amo. Que você seja feliz, mesmo estando longe daqui. Seus
sonhos mais bonitos se realizaram. Cuide-se e me dê noticias todos os dias. Só
não vale esquecer de mim e ficar só com a Bruna, ok? - ela disse, fazendo
ciúme.
- Jamais, Duda. Você é insubstituivel. Te amo muito também. - eu disse e
ela se despediu mandando beijo. Desligamos juntas.
Sai do quarto e dessa vez quem foi espiar fui eu. Abri devagarinho a
porta do quarto de Luan.
Ele estava dormindo todo esparramado na cama.
Beijei a testa dele e passei os dedos em seus cabelos. Ele teria show
naquele dia e precisava descansar.
Desci as escadas para tomar café. Marizete já me esperava e Amarildo
havia saído para o trabalho e levar Bruna na escola.
Espero que gostem. Comente comigo aqui ou no @whenmare. Obrigada, amoriss! <3
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