segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Capítulo 92


O caminho pareceu longo demais. Comecei a me sentir enjoada. Bruna fora no banco do passageiro e eu no banco do carona. Fechei os olhos e encostei a cabeça no banco do carro.
Respirei fundo. Senti meu celular vibrar dentro da bolsa. Abri os olhos e vasculhei a bolsa. Encontrei meu celular e era o Luan.
Contei a ele sobre o médico-fã e secretária meio pirada e deslumbrada com minha presença tão perto dela. Luan riu e o som de sua voz salvou-me de todos os enjôos.
Falei também sobre os exames e recebi uma ótima noticia. O show de domingo havia sido transferido para a outra semana e Luan chegaria mais cedo em casa. Essa noticia alegrara meu dia.
Desliguei o celular e contei tudo novamente para Marizete. Bruna também comentava e o fato do médico ser um fã do Luan, tornava tudo muito engraçado.
Conversar com Luan no telefone e com as duas no carro fez com que eu me sentisse melhor. E isso também encurtara o caminho.
Chegamos em casa e tirei o resto da tarde para dormir. Eu já sabia que mulher grávida dormia demais.
Cochilei e quando acordei eram três horas da manhã. Fiquei assustada. Acordei suando e zonza. Sai do quarto e olhei o corredor. Todos os quartos com as portas fechadas. Havia apenas uma luz acesa: a da escada.
Desci devagar para tomar água. Me senti perdida no tempo. Dormira tempo demais e agora estava sem sono. Sentei-me em uma das cadeiras da bancada e comecei a ler o rótulo das coisas que estavam por perto.
Tédio total. Depois do quinto gole d'água, ouvi um barulho vindo da varanda. Gelei por dentro.
Com toda a minha sorte e pensamento negativo, só poderia ser algum ladrão. Mas como? Com aquele condominio cheio de seguranças e vigiado vinte e quatro horas? Mesmo assim, não consegui me acalmar.
Desci do banco e, na ponta dos pés, tentei atravessar a copa e chegar até a sala para pegar o telefone. Tentaria ligar para a polícia.
Calmamente, atravessei a metade da copa quando ouvi meu nome. Uma voz conhecida. A minha voz preferida.
Olhei para trás e vi Luan preso nos braços de um cara alto e encapuzado. Um revólver apontado para sua cabeça. Me senti totalmente fraca. Minhas pernas não me obedeciam e meus braços amoleceram. A voz não saia.
Engoli em seco e pisquei várias vezes. O rapaz alto me olhava através dos furos da touca na região dos olhos.
Luan trazia um olhar apavorado. Fiquei petrificada. Não conseguia sair do lugar. Tentava decifrar o olhar de Luan.
Segundos depois, corri em direção ao Luan. Sem pensar duas vezes, eu só precisava salvar a vida da pessoa que eu mais amava no mundo.
E como o próprio Luan dissera: "Minha vida fica insignificante sem a sua por perto."
Fiz o que minha mente gritava em meus ouvidos.

Espero que gostem, amoris. Estamos na reta final... Obrigada sempre. Já somos mais de 15 mil. <3

Sem comentários:

Enviar um comentário