Adormecemos ali mesmo, naquela cama de solteiro. Eu, ainda vestindo
jeans, acordei bem cedo com a calça me apertando e uma vontade extrema de fazer
xixi.
Levantei da cama correndo e fui ao banheiro.
Cinco segundos depois, Luan bateu na porta do banheiro:
- Brenda? O que aconteceu? - ele perguntou, impaciente. E a preocupação
fazia-se presente em sua voz.
- Não é nada, Luan. Só quero fazer xixi. - eu disse e comecei a rir. Era
engraçado o rumo que as coisas tomaram e nossa intimidade só crescia.
Me olhei no espelho do banheiro e vi meu estado deplorável. Meu cabelo
chamava por uma escova.
Sai do banheiro e minhas malas estavam no canto do quarto. Luan havia saído
e nem preocupei em ir procurá-lo.
Aproveitei o tempo sozinha para arrumar minhas coisas e tomar um banho.
Uma hora depois, eu já estava pronta.
Desci as escadas e Marizete assistia ao programa da Ana Maria Braga com
um bloquinho de papel e caneta em mãos.
Me sentei no sofá e beijei o rosto de minha sogra.
- Bom dia, princesinha. Como você está? Que susto, hein? - ela disse,
enquanto anotava a receita que passava na tv.
- Bom dia, meu amor. Estou bem e você? Tive uma noite de sono ótima.
Nossa, nem me fale. Eu nem me lembrava mais de como era desmaiar. Sensação
horrivel... - eu disse, olhando para a tv.
Bruna entrou na sala com o Puff no colo. Soltou o cachorro no chão e
juntou-se a nós.
- Bom dia, Brê. Como você está? Que susto que você nos deu. - ela disse,
me abraçando forte.
- Bom dia, princesa. É sobre isso mesmo que estou contando para a sua
mãe. Foi horrível. Mas e aí, sogrinha, o que o médico disse? Não sei se Luan
não sabia mesmo ou não quis me contar. - eu disse, olhando para ela.
- Não sabemos ao certo. E Luan não quis falar com o doutor. O médico
disse que só poderia dar um diagnóstico quando saísse o resultado dos exames.
Vamos aguardar. Mas há a possibilidade de ser a taxa de açúcar em seu sangue...
Menina dos doces. - ela disse, me deu um beijo no rosto e saiu.
- Só porque eu amo doces, essa diabetes vai ficar me perseguindo? Coisa
chata isso. - eu disse para Bruna.
- Não há de ser nada, amiga. Tenho fé! Vamos tomar um banho de piscina?
Está calor lá fora... - ela me disse, me puxando pelo braço.
Subimos as escadas correndo e entramos no quarto de Bruna. Olhei cada
detalhe e até nisso ela era bem simples. Nada de luxo. Apenas o necessário.
Fui até o meu quarto e coloquei o biquini. Escolhi um preto e branco, já
que eu sempre fora bem branquinha. Quase sem cor. Voltei para o quarto e Bruna
estava no banheiro se trocando.
Cheguei mais perto do espelho e fitei minha tatuagem. Linda, pensei. Mas
fiquei com medo da reação dos pais do Luan quando eles vissem. Eu não
conseguiria esconder.
Bruna saiu do banheiro e me viu ali, olhando para a minha costela.
- Ei, o que é isso? Você não me contou que tem tatuagem... - ela disse,
abaixando-se para poder ler o qua estava escrito. Assim que leu e entendeu o
que aquilo significava, ela disse novamente:
- Ok. Não preciso nem perguntar mais nada.
Não falei nada. Apenas trocamos um longo olhar e ela entendeu na hora.
Senti que já estávamos ligadas.
Em silêncio, peguei-a pela mão e descemos as escadas em corrida
novamente.
Quando chegamos ao hall, mais uma surpresa me esperava.
E talvez, não fosse tão boa assim.
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