E eu gritava ao telefone:
- QUEM TÁ AÍ? QUEM TÁ FALANDO NESSE TREM? - eu falava sozinho. Ninguém mais me respondia. Minha mente passou de assustada para entrar em pânico.
Me troquei rapidamente, sai do quarto e voei para o elevador. Os segundos pareciam eternos. Minha mente não conseguia parar de pensar em tudo de ruim que há nessa terra. Mas meu coração chamava por Brenda. E isso estava me doendo na alma: essa dúvida e a falta de notícias. E eu havia esquecido de Rober. Puts, e o Rober? E o elevador não chegava nunca no saguão.
Após minutos intermináveis, a porta se abriu, corri disparado até o Well que conversava com a recepcionista.
- Você tem que me levar.. - eu disse e aí percebi que não sabia o que tinha acontecido e muito menos tinha idéia se era verdade o que eu estava imaginando.
- Moça, aconteceu algum acidente em Guarulhos, Via Dutra, sei lá.. algum canto por aqui, nessa madrugada? - eu disse, dirigindo a palavra à recepcionista. Depois de ouvir minhas palavras, me dei conta que São Paulo era a maior cidade do país. Puft.
A recepcionista não respondeu e começou a mexer no computador. Segundos depois, ela me disse:
- Senhor Luan, ocorreu um acidente na Via Dutra. Engavetamento, vários feridos. Acabou de passar no Jornal da Globo e tá aqui na internet também.. - ela disse, lendo as notícias.
Eu não podia acreditar. Eu não queria acreditar. E agora? Brenda estaria nesse acidente? Meu sexto sentido não falhava nunca.
- Esse acidente aconteceu na altura de qual quilômetro? - eu disse, já no desespero.
- Aconteceu quase em Guarulhos.. - não deixei nem a moça terminar de falar. Gritei o Well e ele veio atrás de mim com as chaves do carro. Sentei no banco do carona.
Ele permaneceu calado como sempre e meus pensamentos giravam em torno do amor da minha vida que eu não sabia onde estava ao certo, e de um dos meus melhores amigos.
- Corre, Well. Pisa fundo nesse trem, vai! Eu tô mandando! - eu disse, irritado por ele teimar em parar em sinais fechados e cruzamentos onde não tinha carro vindo de lugar nenhum. Deus estava sendo tão bom, que havia parado a maior cidade do Brasil para que eu pudesse ir à procura da Brê e do Rober.
Comecei a rezar. Orar e pedir à minha Mãezinha, Nossa Senhora da Aparecida, que estivesse tudo bem com os dois. Eu não podia imaginar mais minha vida sem a Brenda. E sem a amizade e o companheirismo do meu secretário, que era mais do que um simples empregado.
Well não falava nada. Nem retrucava minhas palavras de aborrecimento. E aquilo estava me irritando mas eu não tinha tempo pra isso. Pegamos a Dutra e tudo estava lento. Eu queria sair do carro e ir andando. Talvez fosse mais rápido.
Que agonia. Eu não me lembrava de ter passado tanto sufoco em minha vida. E ficar parado no meio da rodovia, esperando por respostas que eu nem sabia se viriam, era torturante.
Apesar da lentidão, avançamos com o carro uns quarenta e cinco quilômetros em quase uma hora. Eu não aguentava mais ficar sem noticias e meu celular continuava perdido. Procurei pelo carro e pelo assoalho. Não estava em nenhum lugar.
O carro andou mais um pouco e pude avistar uma aglomeração. Era ali. Meu coração sentiu que Brenda estava por perto. E se eu me esforçasse mais um pouco, quase que poderia senti-la.
Abri a porta do carro e sai em disparada sem olhar para trás.
ALOCAAAAAA. O que estão achando, meninas? Próximo com 5 comentários! =) beijos.
AAAI Senhor, posta mais u.ú
ResponderEliminarpostaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
ResponderEliminarele salva a brenda do meio das ferragens ! awn kkkkkkkkk
ResponderEliminarAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA POSTA POSTA
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