terça-feira, 21 de agosto de 2012

Capítulo 48

Luan continuava na internet. Resolvi ligar meu tablet. Afinal, eu estava um mês atrasada com todas as notícias. 
De primeira, entrei no twitter do fã-clube e li todas as mentions. Algumas me xingavam, outras diziam rezar por mim. Resolvi, então, criar um twitter pessoal. Agora eu não era mais apenas uma fã e tinha plena consciência disso. Não poderia mais ficar o tempo todo me escondendo atrás de um conta de fã-clube nem continuar brincando e falando as besteiras que costuma papear com as outras meninas.
Antes de excluir do fã-clube, criei a outra conta e anunciei na antiga para quem quisesse me seguir no novo login.
Morri de dó. Aquele fã-clube, há um mês atrás, era uma das minhas maiores ligações com o Luan. Ali, fiz amizades com gente que jamais teria a chance de conhecer. Não mais. Agora, eu ajudaria na realização do sonho de cada uma daquelas meninas que choravam, riam e dedicavam a maior parte do seu tempo àquele sonho.
No twitter novo, segui todas que tinham mais intimidade comigo. Não que eu fosse excluir o resto, mas queria manter por perto quem me fortaleceu quando eu mais precisei.
Fui ler a conta do Luan e vi que raramente ele postava algo no twitter. Uma lágrima solitária escorreu quando li o que ele havia dito quando assumiu nosso namoro e anunciou meu acidente.
O resto das mensagens que seguiam eram apenas fotos do Instagram e agradecimentos pelas orações e boletins médicos rápidos sobre meu estado.
Luan desligou meu computador e veio até mim. Que agora estava deitada em minha cama, navegando pelo twitter. Ele tinha me seguido e me mencionado. Prontamente, subi vinte e cinco mil seguidores. 
Essa era a dimensão do meu menino.
Ele se ajeitou ao meu lado e eu desliguei o tablet. Queria aproveitar cada minuto ao lado dele. Mas antes, mandei sms para Duda.
"Oi, meu anjo. Já cheguei em casa. Luan vai ficar aqui até sexta-feira. Venha nos ver amanhã. Te amo."
E outra para Luana, dizendo que a amava e que agora eu poderia confirmar todas as suspeitas que ela tinha sobre o amor que eu nutria pelo Luan. Amor entre homem e mulher. Transcendendo os limites de fã.
Pousei o celular em cima do criado-mudo e me virei para ele, que fazia carinho no dorso de minha mão direita, onde jaziam algumas cicatrizes dos cortes do acidente e marcas de agulhas.
- Foi um estrago, né? - eu disse, olhando para ele. Luan desviou o olhar para minhas mãos.
- Não gosto nem de lembrar. - ele disse, ainda fitando minhas mãos.
Parei o assunto ali. Isso me machucava e o machucava também. 
Luan aparentava estar cansado e o fiz deitar na cama e eu permaneci sentada, acariciando seus cabelos e ajeitando o topete sempre impecável e maravilhoso. 
Fiquei olhando para ele enquanto assistia ao espétaculo: ver Luan dormir em meus braços pela primeira vez. Sorri automaticamente.
Eu quase pude ouvir as borboletas voando pelo meu estômago.
Continuei fazendo cafuné e mal piscava para não perder nenhum detalhe.
Passei os dedos pelo contorno do nariz e das orelhas. Tudo milimetricamente perfeito. Sorri novamente.
Não sabia se era possível mas ali, no meu quarto (que sempre fora testemunha maior de todos os meus sonhos e loucuras), tudo ficava mais claro ainda: eu o amava além de mim mesma e mais do que tudo nesse mundo.

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