Saí do banho e me enrolei na toalha. Entrei no quarto e olhei aquelas caixas que minha mãe e Duda haviam organizado.
Resolvi pegar minha caixa preferida. Intitulada "Mails for Luan". Minha mãe não fazia ideia de tudo que eu escrevia e temi que ela tivesse lido algo. Mas duvidei que Duda deixaria.
Peguei a caixa que ficava no alto da pilha e sentei no chão, ainda enrolada na toalha de banho.
Abri a caixão e senti um leve tremor nas mãos e no coração. Ali encontravam-se todas as lembranças das noites de tormenta, choro, angústia, felicidade, risadas, sonhos. Boa parte de minha vida estava ali.
Peguei logo a primeira folha que vi. Tinha sido a última que eu escrevera. Antes do acidente, antes de tudo acontecer.
Rebobinei minhas memórias. Fechei os olhos e voltei àquela noite em que fui ao hotel ver o Luan, depois do show. O lançamento do CD novo. Dagmar me ajudando, Rober auxiliando na conquista.
Eles foram peças primordiais para a concretização do sonho.
Comecei a ler a carta em voz alta para engolir minhas próprias palavras.
"Hoje eu ganhei camarim para ver você, Luan. Depois de muitas noites em claro votando em você para que mais um sonho seu fosse realizado. Ver teu sorriso hoje fez com que tudo valesse a pena. Desde as brigas em casa até as piadinhas dos meninos do cursinho.
Depois, foi a vez do meu outro sonho ser realizado. Você me escolheu entre tantas garotas, modelos e atrizes que compareceram ao show. Logo eu, uma simples fã.." - minha voz embargou. Havia um nó preso em minha garganta. O choro veio, inevitável.
Fechei os olhos e expulsei aquelas lágrimas de mim. Sorri em meio à elas.
Isso parecia tão bobo. Agora que ele estava comigo e parecia real. Minhas lembranças de fã denunciavam minha mente limitada.
Por mais que eu acreditasse na força do meu amor, jamais poderia imaginar que tudo poderia se realizar de forma tão rápida. Diante dos meus olhos.
Pensei em Deus. E em tudo que eu já passara nessa vida para não desistir de mim mesma e dos meus sonhos.
Pensei também em tudo à minha volta. Eu tinha milhões de coisas para pensar e fazer. Mas só desejava o colo do meu namorado e ídolo.
Pensei em correr até a rua e sair gritando por aí. Meu peito e costelas ainda doíam.
Lembrei do acidente e resolvi escrever pois ele não estava entre minhas memórias guardadas e reveladas através de minhas palavras.
Peguei a caneta reserva dentro da caixa e o bloco de anotações que ficava em cima do criado mudo.
Enxuguei as lágrimas e dei inicio ao texto:
"Fiquei cara a cara com a morte. Mas o medo não me aterrorizava. O que me fazia entrar em desespero eram as constantes "visões" que eu tinha. Não sei ao certo como explicar tampouco saberia traduzir tudo o que vi e senti em palavras.
Não tinha noção de tempo ou espaço. Fiquei um mês em mar profundo (prefiro mar profundo do que coma profundo, essa expressão me dá medo) vendo todos que amo em cima de um píer. Como se não houvesse salvação ou solução para mim.
Mas o que eu mais temia, era a perda em vida. Mesmo assim, eu sentia que algo me ligava ao Luan. Quase como se ele pudesse me ouvir. A força do amor não me abandonaria. E me trouxe de volta."
Foi uma breve carta, na verdade. Resumi tudo aquilo que eu não aturava lembrar.
Ao terminar o texto, reli e vi que não parecia uma carta para o Luan. Parecia para mim mesma. Como quem explica algo inexplicável.
Tudo parecia sem nexo mas resolvi guardá-la assim mesmo. Escrever é como tirar uma pedra de dentro do sapato.
Me levantei do chão e meu cabelo estava todo embaraçado e quase seco. Suspirei. Aqueles nós me dariam trabalho.
Estão gostando? Não esqueçam de comentar =) obrigada, amoris!
Resolvi pegar minha caixa preferida. Intitulada "Mails for Luan". Minha mãe não fazia ideia de tudo que eu escrevia e temi que ela tivesse lido algo. Mas duvidei que Duda deixaria.
Peguei a caixa que ficava no alto da pilha e sentei no chão, ainda enrolada na toalha de banho.
Abri a caixão e senti um leve tremor nas mãos e no coração. Ali encontravam-se todas as lembranças das noites de tormenta, choro, angústia, felicidade, risadas, sonhos. Boa parte de minha vida estava ali.
Peguei logo a primeira folha que vi. Tinha sido a última que eu escrevera. Antes do acidente, antes de tudo acontecer.
Rebobinei minhas memórias. Fechei os olhos e voltei àquela noite em que fui ao hotel ver o Luan, depois do show. O lançamento do CD novo. Dagmar me ajudando, Rober auxiliando na conquista.
Eles foram peças primordiais para a concretização do sonho.
Comecei a ler a carta em voz alta para engolir minhas próprias palavras.
"Hoje eu ganhei camarim para ver você, Luan. Depois de muitas noites em claro votando em você para que mais um sonho seu fosse realizado. Ver teu sorriso hoje fez com que tudo valesse a pena. Desde as brigas em casa até as piadinhas dos meninos do cursinho.
Depois, foi a vez do meu outro sonho ser realizado. Você me escolheu entre tantas garotas, modelos e atrizes que compareceram ao show. Logo eu, uma simples fã.." - minha voz embargou. Havia um nó preso em minha garganta. O choro veio, inevitável.
Fechei os olhos e expulsei aquelas lágrimas de mim. Sorri em meio à elas.
Isso parecia tão bobo. Agora que ele estava comigo e parecia real. Minhas lembranças de fã denunciavam minha mente limitada.
Por mais que eu acreditasse na força do meu amor, jamais poderia imaginar que tudo poderia se realizar de forma tão rápida. Diante dos meus olhos.
Pensei em Deus. E em tudo que eu já passara nessa vida para não desistir de mim mesma e dos meus sonhos.
Pensei também em tudo à minha volta. Eu tinha milhões de coisas para pensar e fazer. Mas só desejava o colo do meu namorado e ídolo.
Pensei em correr até a rua e sair gritando por aí. Meu peito e costelas ainda doíam.
Lembrei do acidente e resolvi escrever pois ele não estava entre minhas memórias guardadas e reveladas através de minhas palavras.
Peguei a caneta reserva dentro da caixa e o bloco de anotações que ficava em cima do criado mudo.
Enxuguei as lágrimas e dei inicio ao texto:
"Fiquei cara a cara com a morte. Mas o medo não me aterrorizava. O que me fazia entrar em desespero eram as constantes "visões" que eu tinha. Não sei ao certo como explicar tampouco saberia traduzir tudo o que vi e senti em palavras.
Não tinha noção de tempo ou espaço. Fiquei um mês em mar profundo (prefiro mar profundo do que coma profundo, essa expressão me dá medo) vendo todos que amo em cima de um píer. Como se não houvesse salvação ou solução para mim.
Mas o que eu mais temia, era a perda em vida. Mesmo assim, eu sentia que algo me ligava ao Luan. Quase como se ele pudesse me ouvir. A força do amor não me abandonaria. E me trouxe de volta."
Foi uma breve carta, na verdade. Resumi tudo aquilo que eu não aturava lembrar.
Ao terminar o texto, reli e vi que não parecia uma carta para o Luan. Parecia para mim mesma. Como quem explica algo inexplicável.
Tudo parecia sem nexo mas resolvi guardá-la assim mesmo. Escrever é como tirar uma pedra de dentro do sapato.
Me levantei do chão e meu cabelo estava todo embaraçado e quase seco. Suspirei. Aqueles nós me dariam trabalho.
Estão gostando? Não esqueçam de comentar =) obrigada, amoris!
nega desculpa ter sumido e que fiquei sem net quando eu sumir assim vc já sabe ta é pq fiquei sem net
ResponderEliminarAmeii o capitulo e to mega curiosa pra ver o outro posta mais amorecoo
da uma olhadinha
http://amorpravidatodals.blogspot.com.br/
meu face
http://www.facebook.com/fernanda.guimaraes.332