terça-feira, 21 de agosto de 2012

Capítulo 47

(ainda) Com Brenda.

Saímos do hospital pela porta da frente. Um aglomerado de pessoas estavam à nossa espera. Apenas a imprensa, nenhuma fã. 
Well estava à nossa espera quando saímos do elevador. Luan segurava minha mão firmemente. Passamos por eles sem dar entrevista e entramos no carro. 
Assim que entrei, fiquei meio zonza. Uma dor de cabeça forte me atingiu. Segurei com força no braço do Luan e me encostei nele.
Fomos o caminho todo assim, juntos. Fiquei em silêncio o tempo todo. Luan conversava com Dagmar sobre  a agenda de shows e Well permanecia em silêncio. Como sempre. 
O carro nos deixou em frente a minha casa. Que saudade do meu quarto, das minhas coisas. Eu havia ficado apenas um mês fora mas parecia uma eternidade. Luan ficaria comigo até sexta-feira, quando ele teria show em Santa Catarina.
Well tirou as malas do carro e nos acompanhou até dentro de casa. Abracei Dagmar e agradeci por tudo. Ela sempre fora um anjo para mim.
Entrei em casa e Luan me acompanhou. Meus pais haviam saído. Subimos as escadas. Quando estávamos no meio, eu parei e olhei para trás dizendo:
- Você tá mesmo aqui. Aqui na minha casa. Junto comigo. - olhei em volta e vi que tudo parecia sem graça com ele por perto. Ele irradiava luz e tinha o abraço mais gostoso do mundo. Até o sofá vermelho e chamativo de minha mãe perdia a graça. Luan era um holofote ambulante. E eu, só mais uma vitima de toda essa luz que hipnotizava. 
- Eu tô aqui, meu amor. O seu Luan. Não vou te deixar sozinha. - ele disse, abrindo um sorriso largo e tão radiante que quase podia iluminar meu rosto. Senti meu coração martelar descompassado. Sorri de volta, apenas. Não tinha palavras para isso.
Voltei a subir as escadas, pensando novamente em como minha vida havia mudado. Seguimos pelo corredor e a porta do meu quarto estava fechada.
Parei em frente a porta e olhei para trás para me certificar se o Luan ainda estava comigo ali e se tudo não passava de ilusão.
Ele ainda estava. E esperava pacientemente por mim.
Estiquei a mão e peguei a maçaneta. Senti um mar de lembranças me invadir. Abri a porta com todo cuidado e me deparei com meu quarto - que sempre fora meio desorganizado, meio fora do lugar - meticulosamente arrumado. As caixas para o Luan que ficavam embaixo da mesa do computador, estavam agora empilhadas por tamanho em um móvel novo. 
Percebendo isso, olhei novamente para o quarto e vi que minha mãe havia trocado todo meu quarto. Fiquei maravilhada.
Ela trocara meu bom e velho jogo de quarto mogno por um branco com alguns detalhes em tabaco. A cama, sempre com uma em baixo para alguma amiga. No caso, Luan seria o primeiro a estreiá-la.
Meu mural de fotos havia trocado de lugar. Procurei e avistei meu adesivo em tamanho natural do Luan. Sorri, de costas para o Luan verdadeiro. Ele mal podia imaginar quantas vezes eu namorei sozinha esse pôster. 
Na verdade, talvez Luan iria conseguir entender todo esse amor que eu sentia por ele. Nem eu mesma entendia. Fugia às leis. Era algo fora do comum.
Me virei e o vi olhando meu mural de fotos. A mente vagando longe.
Minha mala estava em cima da cama e ele olhava tudo com um olhar minucioso.
Fui até ele e o abracei por trás. Ele se virou e disse sorrindo:
- Já disse que você é a garota mais linda desse mundo? Olha isso, cara.. - apontando para umas de minhas fotos.
Fiquei sem graça e senti minhas bochechas arderem. Ele me deu um selinho rápido mas que me fez perder o fio da meada. Esse era todo o poder que ele tinha sobre mim. E voltou sua atenção para as fotos.
Resolvi, então, desfazer minha mala e organizar minhas coisas do meu jeito. Por mais que eu estivesse totalmente encantada com meu quarto novo e totalmente apaixonada pela minha mãe sempre maravilhosa que arrumara tudo aquilo para me receber de volta. De braços abertos. Era meu renascimento.
Enquanto eu ordenava minhas roupas por cor e tamanho, Luan ligou meu computador e ficou navegando na internet e tuitando.
De costas, ele não via que eu - o tempo todo - ficava observando-o. Era a melhor sensação do mundo. 
Ele não parecia um pop star. Ali, ele não era o Luan Santana. Era apenas o Luan. O meu Luan, como ele mesmo havia dito. 
Perdi as contas de quantas vezes eu me perdia em meus próprios pensamentos, imaginando essas situações do dia-a-dia dele.
Agora, ele era mais meu ainda. Mais do que nunca. E eu fazia parte desse dia-a-dia agora.

Amoris, desculpe o atraso com os capítulos. Prometo recompensá-las no final de semana :) beijos.




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