quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Capítulo 26

Não sei ao certo por quanto tempo eu cochilei ali, encostada no peito do Luan. Acordei com ele mexendo no meu cabelo. 
A noite estava escura demais. O céu, cheio de estrelas e o clima perfeito. Nem quente nem frio. Olhei pela janela e não reconhecia o lugar. Talvez minha vista estivesse turva. Eu acabara de acordar mas parecia que ainda estava dormindo quando me deparei com o Luan olhando pela janela também. Eu sempre sonhava com isso. Aliás, tudo parecia um sonho ao lado dele. Ele poderia me levar a qualquer lugar. Até para o fim do mundo. Inferno ou céu. Eu ficaria bem se ele estivesse por perto. 
Rober estacionou o carro e pude ver melhor. Era uma garagem. Talvez fosse um hotel. Saímos do carro e vi que Well trazia nas mãos uma venda. Olhei aquilo e não entendi o porquê.
- O que é aquilo, Luan? - eu disse, sem dirigir a palavra ao Well. Ele tinha aquela cara de poucos amigos e meu instinto de fã sempre me alertara para não arrumar confusão com ele e nem nada do tipo.
- Vou vendar você, amor. É uma surpresa e você já viu demais. - ele disse, olhando em volta. Não entendi. Não havia nada demais naquela garagem vazia.
Ele me vendou. Eu estava curiosa e queria descobrir logo o que era a tal surpresa.
- Eu vou te guiando, tá? - ele disse, segurando minhas mãos.
- Tudo bem, mas vamos logo porquê tô azul de curiosidade. - eu disse e rimos juntos.
- Tchau pra vocês dois. E já sabem, hein? Aquele esquema. - ele disse e piscou para o Rober e Well.
Ouvi as portas do carro se abrirem e se fecharem. Começamos a andar e o som da partida do carro soou ao longe. Entramos no elevador. Permanecemos em silêncio. Os andares iam passando e eu fui ficando tensa. Luan respirava calmo ao meu lado mas suas mãos suavam nas minhas. Ou talvez, fossem as minhas suando nas mãos dele. 
Pela demora, pude perceber que o prédio era alto. Achei que iriamos até ao terraço.
Chegamos. Meu coração parou. Luan me puxou pelas mãos e eu não me lembrava como andar. Ele me abraçou e me deu um selinho. Criei forças e saí de dentro do elevador. Ventava muito e tive certeza que estávamos no terraço. Automaticamente sorri. E o Luan disse:
- Porque você tá sorrindo? Nem sabe o que viemos fazer aqui.. 
- Lógico que sei. Vamos olhar as estrelas. Que lindo. - eu disse, demonstrando emoção na voz. Ele riu.
Senti os passos dele em volta de mim. Fiquei parada. Ele veio por trás de mim. Desatou o nó da venda e disse:
- Tá preparada?
- Não.. - e ri para disfarçar minha tensão.
Ele tirou minha venda e eu abri os olhos. Não acreditava no que estava vendo. Tudo. Cada detalhe. Parecia um sonho. Estávamos no terraço do Edificio Itália (meu pai adoraria estar aqui, palmeirense doente), todo decorado com mangueiras de luz e neon. Haviam duas espreguiçadeiras de madeira perto do para-peito e uma mesa cheia de doce. De todos os tipos. Tudo pensado e preparado nos mínimos detalhes. Olhei em volta, curiosa para olhar e registrar tudo em minha mente tão vazia e espaçosa naquele momento. Só existia Luan.
Ele ficou na minha frente e eu pulei em seus braços. Ele me girou e me senti num filme. Fechei os olhos e senti o vento bater em meus cabelos. Abri os olhos e vi o meu príncipe encantado ali, arrumando o próprio cabelo que o vento havia bagunçado.
- Pára de mexer no cabelo, você é maravilhoso até despenteado. - eu disse, passando a mão no cabelo dele.
- Você que é maravilhosa.. - ele disse e me puxou. Me beijou com ternura. E eu me derreti.
- Gostou da surpresa? Preparei tudo sozinho.. Quer dizer, eu, mamusca e o Rober.- ele disse, ficando vermelho de vergonha.
- Marizete tá envolvida nisso? Que linda! E tá tudo perfeito. Eu amo tudo o que tem aqui.. - eu disse e firmei o olhar nele. Como quem diz "inclusive você". Ele me encarou de volta. Desviei o olhar.
Ele saiu de perto de mim e foi até perto das mangueiras de luz. Pegou um mini controle e ligou o som. Logo percebi os primeiros acordes de Te Vivo e o choro apertou minha garganta novamente.


Luan fofo demais, né? =) estão gostando? Próximo com 5 comentários! Beijos, amoriis.

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