segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Capítulo 41

Não consegui dormir, apesar do sono. Entrei no twitter e postei duas fotos. Segui alguns fã-clubes e respondi algumas pessoas. Conversei com a Dag sobre como estava minha vida na mídia. 
- Dag, e como fica minha situação agora? O que as pessoas têm falado? - eu disse, deixando de lado o celular.
- Você foi visto no hospital e isso só confirmou as suspeitas de que você está realmente namorando. Sim, apesar da sua confirmação no twitter, há uma multidão de fãs que ainda não acreditam e isso só faz com que a mídia fique indagando e cutucando o assunto só pra vender revista. - ela disse, consultando o tablet.
- Isso me irrita! Táqueopariu. - eu disse, ficando nervoso. Odiava saber que minhas fãs não acreditavam totalmente no que eu dizia.
- Calma, Luan. Tá tudo resolvido. Enviei notas oficiais para as redações das principais revistas de fofoca e programas de televisão. Você está oficialmente namorando e sua namorada, Brenda, está em coma profundo. - ela disse, baixando o tom da voz no final da frase. Eu desviei o olhar e não falei mais nada.
Fiquei olhando pela janela enquanto ouvia meu mp3. 
Enfim, chegamos à São Paulo. Desembarquei e fui direto até a van. Quase correndo. Se eu pudesse, pousaria no hospital.
Antes de ir até Guarulhos, Dag já havia feito as reservas no hotel e teríamos que ir até lá para deixar as malas. Nem me dei ao trabalho de subir para o meu quarto. Fiquei na van esperando com a Dag e o Rober se encarregou das malas juntamente com Well e Gutão.
Eu estava ansioso e nervoso. Não parava de batucar no vidro da janela e de mexer os pés. Toda e qualquer posição na poltrona me parecia desconfortável.
Cerca de meia hora depois, Rober volta do hotel e seguimos viagem até o hospital. O trânsito não ajudava, como sempre.
Demoramos uma hora e meia até conseguir chegar em Guarulhos e mais meia hora até o hospital. Eu não lembrava do horário de visitas. E Dagmar não conseguia falar com nenhum médico e enfermeira.
Assim, chegamos e entramos pela porta dos fundos. Talvez algumas fãs estivessem à minha espera mas eu não tinha cabeça para atendê-las naquele momento. Eu precisava ver Brenda. Falar com ela, ainda que ela não me respondesse. Eu queria estar ao lado dela, ainda que ela não tivesse ciência de minha presença. 
Corri pelas escadas que levavam até a ala de elevadores da UTI. Dagmar e Well ao meu lado. Rober e Gutão ficaram na recepção fazendo nosso cadastro de visitantes. Eu ainda teria meus quinze minutos com Brenda. Estávamos em cima da hora quando entramos no elevador.
- Posso pedir uma coisa a vocês? Quero subir sozinho. Nem precisam sair do elevador.. - eu disse, olhando para o espelho do elevador. Well assentiu.
- Tudo bem. Qualquer coisa, estamos na sala de espera do primeiro andar. - Dagmar disse, calmamente.
A porta se abriu e eu pisei fora do elevador. Dag sorriu pra mim - o tipo de sorriso encorajador - e Well manteve-se calado, como sempre.
Ouvi a porta se fechar atrás de mim e respirei fundo. Olhei para o corredor à minha frente: impecavelmente limpo, branco e vazio.
Segui marchando no compasso das marteladas do meu coração, até a porta do quarto da Brenda. Parecia até que era o primeiro encontro e eu, um jovem normal apaixonado à espera da possível namorada. 
 As persianas estavam fechadas. Não podia vê-la pelo vidro. Toquei a campanhia da enfermaria para que a enfermeira autorizasse minha entrada e trouxesse o cartão magnético para a abertura da porta.
Trinta segundos depois, ouvi um clique. A porta se abriu.

U_U e aí? Estão gostando? Comentem, amoris! =) e às leitoras novas, sejam bem vindas.

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