Achei que era a mãe ou o pai da Duda então resolvi virar as costas e ir embora sem incomodar o horário de visita deles.
Até que ouvi a porta batendo atrás de mim, a fechadura batendo no trinco.
- Aonde é que você pensa que vai? - a voz disse. Parei de caminhar. Pisquei cinquenta vezes seguidas, atônito. Girei o corpo e eu não conseguiria acreditar se não tivesse visto com meus próprios olhos.
Brenda. Ali. Viva. Diante de mim, usando uma camiseta da minha produção, calça jeans e tênis. A imagem do amor.
Não conseguia andar. Meus abraços amoleceram. Minha voz não saía. Desabei em uma das cadeiras do corredor. Abaixei a cabeça e fiquei pensando. Eu estaria sonhando acordado?
- Luan Rafael. Você não tá me vendo aqui? Sou eu, Brenda. - ela disse, caminhando em minha direção. Meu Deus, a imagem agora andava, falava e talvez estivesse desapontada com minha atitude.
- Brenda? É você mesmo? - eu disse, levantando a cabeça. Parecia que eu tinha andando por um incinerador ligado. Meus ossos não existiam mais.
Ela me olhou com o olhar mais lindo do mundo. Não aguentei. Me atirei nos braços dela. E caí em mim que - sim - ela era real. Eu não entendia. Seria um milagre? Eu acreditava em milagres. Fechei os olhos, afastando todo e qualquer pensamento da minha cabeça. Respirei fundo e inalei o perfume dela. O mesmo de sempre.
Ela me agarrou forte, como se eu fosse a única salvação em meio ao precipício. Me soltei do abraço e fiquei a centímetros do seu rosto. Olhando fixamente em seus olhos. Ela sorriu e fechou os olhos. Vi uma lágrima escorrer. A abracei novamente e disse no seu ouvido:
- Você tá viva, Brê! Graças a Deus! Tô tão arrependido. Eu me senti inseguro daquela vez, antes de você sair com o Rober e.. - ela calou minha boca com um beijo. O melhor beijo de nossas vidas.
Continuou me beijando e sentou no meu colo. Ficamos abraçados. Eu não precisava de mais nada. Eu estava ali, respirando o mesmo ar que a pessoa mais importante da minha vida. Aquela a qual eu já chorava a "morte". Minha fé não me deixava desistir mas o medo sempre esteve por perto.
Ela parou de me beijar e se afastou.
- Pode terminar de me dizer então.. - ela disse, desviando o olhar. Minha Brenda estava ali. A mesma de sempre.
- Então, Brê. Eu não consegui dizer o que eu realmente sinto por você. Eu quero ficar por perto pra sempre, me entende? Quero construir uma vida ao seu lado. E você nem imagina o que essa sua ausência me causou. Eu entrei naquele elevador há alguns minutos atrás, com a alma destruída. A fé abalada e a esperança sem vida, assim como você estava.. - estremeci ao pensar naquilo e continuei - e não entendo. Como você saiu? Há quanto tempo acordou? - eu disse, segurando nas mãos dela.
Brenda me olhou com o olhar mais doce da face da terra e então respondeu:
- Acordei há dois dias. Ouvi os seus chamados. Eu nunca acreditei em nada disso. Mas eu acredito na força do nosso amor. Acredito que, além de todos os recursos médicos, o que me tirou daquele mar escuro e me trouxe de volta, fora o nosso amor. O que eu sinto vai além de todas as palavras. Vai além do amor de fã. Vai além de nós mesmos.. - ela disse, com os olhos cheios d'água.
Mar escuro. Gritos. Agora tudo fazia sentido. Era o cenário dos meus sonhos. E dos dela também. Pensei novamente em telepatia. Parecia a coisa mais brega do mundo e eu tinha medo de acreditar nisso, de fato.
- Eu sei. Eu estive lá. Também não sei se acredito nisso de telepatia mas com Deus tudo é possível. E você sarou? - eu disse, agora procurando e enxergando o rosto e as mãos machucadas.
- Deus. Foi Deus, também, com toda certeza. Ainda bem que eu nunca desisti de você, apesar de tudo. - ela disse, e dessa vez não desviou o olhar. Me encarou enquanto escorria mais algumas lágrimas involuntárias.
- Ah, eu sarei. Os médicos não conseguem encontrar nada que poderia ter me deixado em coma profundo. E tem as minhas costelas que foram fraturadas.. - ela disse, erguendo a camiseta me mostrando as ataduras - e os arranhões pelo corpo todo. Mas isso logo vai embora também. Minha cabeça as vezes dói mas é devido ao trauma.
Escutei tudo com a maior atenção. Ela estava viva. Em meus braços, finalmente. Abracei-a de novo e cerrei os olhos com força. Agradeci mentalmente.
Finalmente. Nem eu aguentava mais essa situação da Brenda, hahahaha. Estão gostando? Comentem =) beijos.
mara de mais ma, ta de parabéns (:
ResponderEliminarproximo capitulo pfv HUAHSUSD
aaaain mt perfeito . ! eu choooooorei um rio de lagrimas agora ! assim você ; me mata Ma' ; PAAARABENS ! <3'
ResponderEliminaraaain que perfeito Ma.. eu chorei agora... ficou muito perfeito mesmo, parabéns *.*
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