quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Capítulo 43

Soltei-me do abraço e minha ficha então caiu e eu perguntei:
- Mas me explica. Você acordou e não avisou ninguém? E seus pais? Ninguém me avisou.. - eu disse, desconcertado. 
- Simples, amor. Eu acordei e o médico comunicou meus pais e eles falaram com a Dagmar. Eu não queria te torturar mas queria fazer surpresa. Meu coração estava em pedacinhos. Mas eu queria que você ficasse feliz ainda ao chegar aqui e finalmente me ver acordada. Eu sofri uma parada cardíaca, Luan. Por um milagre, eu voltei. Não sei aonde minha alma.. - ela pareceu refletir sobre o assunto, piscou três vezes consecutivas e cortou o assunto - isso não importa agora. O que importa é você aqui comigo. Me desculpe por isso, a ideia foi todo minha. Dagmar e meus pais apenas me ajudaram.
Eu refleti a respeito. Tudo aquilo. Rober me acordando relativamente cedo. Dagmar sorrindo para mim antes da porta do elevador se fechar. Agora eu entendia a real intenção. Eu não conseguia ficar bravo com ela. Resolvi deixar pra lá.
- Tudo bem, Brê. Já passou. Você aqui comigo anula todas as dores das últimas semanas. Aliás, sabia que amanhã completamos um mês de namoro? - eu disse sorrindo.
- Eu sei.. - disse ela, olhando para nossas mãos dadas. Nossas alianças cintilavam na clareza do ambiente.
- Obrigada por estar aqui. Obrigada por ter voltado para mim. Obrigada por ouvir os meus chamados. - eu disse, querendo - mais do que nunca - que ela soubesse de tudo. O arrependimento daquela noite do acidente ainda era vivo em minha mente. 
- Eu que tenho que te agradecer por não desistir de mim. Deus vê nossas lutas. - ela disse, fazendo carinho em meu rosto.
- Com certeza. Eu não desistiria do motivo do meu sorriso.. - eu disse, disfarçando o olhar e mexendo no cabelo dela.
- Isso parece até coisa que eu falaria para você. O motivo do sorriso, motivo da minha volta, o real propósito por trás de tudo que nos aconteceu nesse curto espaço de tempo. Eu te amo e nada mais. - ela completou a frase com um sorriso que iluminou mais ainda aquele corredor. Fiquei sem palavras.
Levantamos e entramos no quarto. Ajudei-a com a mala e saímos em direção à porta. Sempre de mãos dadas.
Ao fechar a porta do quarto da UTI, sorri para ela encorajando-a a ir em frente. 
Agora, teríamos um mundo para enfrentar e encarar. Já sabíamos disso. Mas com ela ao meu lado, eu poderia tocar o céu.


Espero que estejam gostando da história. =) obrigada pela atenção de sempre. Já somos mais de 5 mil visualizações. <3

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