Eu, como fã, queria sentar naquele chão branco e limpo. Pular no sofá e ver se o aquário enorme que encontrava-se no corredor que levava até a cozinha, poderia suportar uma fã desesperada tentando sentir tudo naquele lugar que era sagrado. A mídia, por exemplo, entrara ali pouquissimas vezes e nunca mostrara nenhum detalhe em especial.
Pensei no quarto do Luan e de repente me deu bateu uma vontade de subir as escadas correndo, pulando os degraus, e abrir porta por porta, à procura do quarto dele. O cantinho dele. Mas segurei a ansiedade novamente. Mais cedo ou mais tarde, eu iria conhecer o lugar "sagrado" onde ele repousava e ficava quando estava de folga em Londrina.
Segui olhando tudo calmamente e sem que Luan percebesse. Empurrei o lado fã para dentro do buraco mais fundo da mente. Eu não poderia surtar ali.
Olhei o aquário e parei para olhar direito. Luan me olhou sem entender mas se aproximou de mim.
O aquário era magnifico. O reino dos mares era perfeitamente talhado em plástico colorido e nas torres do castelo principal, havia um S em cada uma delas.
Instintivamente, levei minha mão até o vidro, querendo tocar no castelo. Eu sempre gostara de castelos. Desde pequena.
Pude sentir Luan sorrindo ao meu lado e o silêncio entre nós não me incomodava. Na verdade, desde que entramos no carro, no aeroporto, não havíamos trocado nenhum palavra.
Mas os olhares e apertos na mão eram o suficiente. Nossos corpos sempre se falavam. Mesmo no silêncio que pairava.
Tirei minha atenção do castelo e disse ao Luan para seguir em frente.
Antes da curva da parede próxima à cozinha, Luan parou e disse:
- Feche os olhos.
- Porque? - eu perguntei, sem entender.
- Faça o que estou pedindo... - ele disse, passando as mãos sob minhas pálpebras.
Fechei os olhos e não disse mais nada. Luan segurou novamente em minha mão e voltou a me guiar.
Não cheguei a contar quantos passos dei mas foram mais de dez. Fiquei com medo de andar demais e cair na piscina. Mas a casa era muito grande. Isso estava fora de cogitação.
Subitamente, Luan parou e não me avisou. Continuei andando e trombei com tudo dele, batendo o nariz em suas costas.
Abri os olhos e, quando fui xingá-lo por não avisar que iria frear, olhei em volta e tomei um susto.
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