sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Capítulo 82

Naquele momento, eu só pensava em quão limitada era a minha mente. Haviam tantas coisas para serem olhadas e detalhes a serem guardados. Meu lado fã estava prestes a tomar conta de mim, expulsando a pose de namorada fofa e calma.
Eu, como fã, queria sentar naquele chão branco e limpo. Pular no sofá e ver se o aquário enorme que encontrava-se no corredor que levava até a cozinha, poderia suportar uma fã desesperada tentando sentir tudo naquele lugar que era sagrado. A mídia, por exemplo, entrara ali pouquissimas vezes e nunca mostrara nenhum detalhe em especial.
Pensei no quarto do Luan e de repente me deu bateu uma vontade de subir as escadas correndo, pulando os degraus, e abrir porta por porta, à procura do quarto dele. O cantinho dele. Mas segurei a ansiedade novamente. Mais cedo ou mais tarde, eu iria conhecer o lugar "sagrado" onde ele repousava e ficava quando estava de folga em Londrina.
 Segui olhando tudo calmamente e sem que Luan percebesse. Empurrei o lado fã para dentro do buraco mais fundo da mente. Eu não poderia surtar ali.
Olhei o aquário e parei para olhar direito. Luan me olhou sem entender mas se aproximou de mim.
O aquário era magnifico. O reino dos mares era perfeitamente talhado em plástico colorido e nas torres do castelo principal, havia um S em cada uma delas.
Instintivamente, levei minha mão até o vidro, querendo tocar no castelo. Eu sempre gostara de castelos. Desde pequena. 
Pude sentir Luan sorrindo ao meu lado e o silêncio entre nós não me incomodava. Na verdade, desde que entramos no carro, no aeroporto, não havíamos trocado nenhum palavra.
Mas os olhares e apertos na mão eram o suficiente. Nossos corpos sempre se falavam. Mesmo no silêncio que pairava.
Tirei minha atenção do castelo e disse ao Luan para seguir em frente.
Antes da curva da parede próxima à cozinha, Luan parou e disse:
- Feche os olhos.
- Porque? - eu perguntei, sem entender.
- Faça o que estou pedindo... - ele disse, passando as mãos sob minhas pálpebras.
Fechei os olhos e não disse mais nada. Luan segurou novamente em minha mão e voltou a me guiar.
Não cheguei a contar quantos passos dei mas foram mais de dez. Fiquei com medo de andar demais e cair na piscina. Mas a casa era muito grande. Isso estava fora de cogitação.
Subitamente, Luan parou e não me avisou. Continuei andando e trombei com tudo dele, batendo o nariz em suas costas.
Abri os olhos e, quando fui xingá-lo por não avisar que iria frear, olhei em volta e tomei um susto.

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Capítulo 81

O carro dobrou uma última esquina. Eu mal podia imaginar que aquela era a última esquina que levava ao condominio Royal Park.
Passamos pela portaria e meu coração dava cambalhotas e o fluxo de sangue aumentava em meu cérebro. Eu queria descer do carro e percorrer todo o caminho à pé. Correndo, na verdade.
O guarda apenas acenou para o motorista. Talvez ele já se conhecessem.
Continuei com minha detalhada observação. Olhava as casas, os jardins, os carros. Olhava tudo aquilo como se isso fosse retardar minha ansiedade e meu medo.
Fiquei impressionada com o tamanho de certas casas e carros que jamais vira na vida.
Depois de longos cinco minutos, o carro parou.
O motorista estacionou o carro na guia do lado oposto à casa do Luan. E eu, que estava do lado esquerdo, não conseguia fazer com que minha visão chegasse até a casa do outro lado da rua. Luan e Rober dificultavam minha visão e aquilo só me stressava ainda mais.
Senti minha mão suar e olhei para o Luan. Ele me encarou de volta, sorriu de leve e apertou minha mão.
Rober foi o primeiro a saltar do carro. 
- Aonde você vai? - perguntou Luan ao Rober.
- Ué, vou entrar na sua casa. Quero ver a cara da Brenda quando conhecer sua família. Se no caminho todo ela ficou com essa cara de morta, imagina quando finalmente conhecer o povo? Essa não posso perder. - Rober disse, rindo.
- Nossa, mas você é um infeliz mesmo. Nunca mais diga isso... - disse Luan, bravo, provavelmente porquê Rober usou a expressão "morta". Entendia bem aquilo.
- Infeliz eu sou mesmo. Fazer o quê. Tô entrando, hein. - Rober disse, atravessando a rua.
Luan saiu do carro, me puxando pela mão.
Pisei no chão e achei que não teria firmeza suficiente nas pernas para dar inicio aos passos que me levariam ao encontro de minha segunda família.
Pisquei algumas vezes tentando retomar minha concentração e Luan segurou firme em minha cintura, me levando para mais perto dele.
Atravessamos as rua daquele jeito: juntinhos e de cinturas coladas. Mãos unidas.
Rober já havia entrado em casa e nós subimos pela garagem sozinhos.
Vi o Porsche do Luan estacionado e quis relar nele para ver se era de verdade o tal carro Jabuticaba.
O carro do senhor Amarildo e da dona Marizete não estava na garagem.
Fiquei com receio de não ter ninguém em casa e pensei que mais alguma dose de ansiedade e medo poderia corroer meu estômago. 
Finalmente, quando Luan empurrou o trinco da porta e aquela sala de visita ampla e iluminada estendeu-se diante de mim, a claridade do local ofuscou meus olhos e eu quis chorar.
Luan passou na minha frente e me guiava, segurando minha mão.
Eu não sabia para onde olhar. Tudo ali chamava minha atenção.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Capítulo 80

Assim que desembarcamos, haviam algumas fãs à nossa espera no saguão do aeroclube de Londrina.
Saltei do Bicuço e algumas conseguiram ultrapassar pelo portão e duas grades.
Luan as atendeu e na hora da foto, uma delas me perguntou:
- Brenda, bate a foto pra gente? Por favor... - ela disse, segurando em minha mão.
Analisei aquela cena e foi como se o mundo estivesse em pausa. Os papéis haviam se invertido. E isso me lembrava de quantas vezes o esperei - daquela mesma maneira - em alguns aeroportos. Não havia alcançado o êxito de abraçá-lo mas sempre que ia embora, levava comigo muito imaginação.
Na maioria das vezes, ia ao aeroporto com Duda, Michele e Luana. E quando não conseguiamos chegar perto do Luan ou quando, simplesmente, ele não aparecia, eu voltava para casa com o coração e a mente inundados de coisas que eu queria que acontecesse.
Agora, estava eu ali. Descendo do avião do Luan. E tirando foto para as fãs. Parecia um sonho.
Abandonei meus pensamentos e tirei a foto. Enquanto eles conversavam, troquei a configuração da câmera para sem flash e bati outras tantas fotos. Uma surpresa para aquelas fãs que, assim como qualquer sonhador, mereciam ter seu sonho realizado.
Quando Luan se despediu delas, a mesma menina que me pediu para tirar a foto, veio até mim e me abraçou. Fiquei sem ação e tentei retribuir - de um jeito meio desengonçado - aquele abraço simples e imprevisivel.
Então, a tal fã disse baixinho, próximo ao meu ouvido, enquanto me abraçava:
- Ei, Brenda. Cuida dele por nós? - ela disse e logo se afastou. Pediu uma foto rápida comigo e eu segurei a câmera novamente. Quis perguntar o que mais ela queria dizer mas não ali, perto do Luan. Então deixei para lá.
Segurei na mão do Luan e caminhamos juntos pela pista de pouso. Rober nos acompanhava logo atrás.
Chegamos ao estacionamento e um carro já estava à nossa espera. Entramos e não reconheci o motorista. Rober sentou no banco traseiro junto comigo e Luan.
Rober e Luan foram o caminho todo conversando e eu, que havia sentado na janela, fiquei olhando todas as ruas, pessoas, curvas, céu.
Admirando tudo, constatei que meu sonho já estava mais do que realizado. Na verdade, nos últimos tempos, eu estava falando muito mais em sonhos do que de costume.
E o motivo era óbvio: apesar de tudo e de todas as consequências, eu havia seguido meu coração. E isso, também era um sonho.
Me concentrei no caminho que tomávamos rumo ao condomínio. Meu estômago não acompanhava minha linha de raciocinio e estava todo contorcido com uma mistura de ansiedade e medo. Respirei fundo em silêncio.
Luan segurou minha mão e pelo canto do olho, pude perceber seu olhar em mim. Não olhei de volta. Apenas segurei em sua mão e continuei olhando cada canto e cada rua que deixávamos para trás.

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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Capítulo 79

Na manhã seguinte, acordamos cedo. Minhas malas já estavam prontas.
Antes das nove da manhã, Rober buzinou e Luan desceu para atendê-lo. Continuei arrumando as coisas e a sensação de que estava esquecendo alguma coisa estava me deixando aflita.
Repassei tudo e revisei a mala inúmeras vezes.
Luan subiu as escadas e entrou no quarto, me chamando para ir.
Fechei as malas e Rober nos ajudou a colocar tudo no porta-malas. O jato de Luan estava no aeroporto de Congonhas.
Antes de sair, Luan e eu tiramos uma foto juntos e postei no twitter. Compartilhando um pedacinho do meu mundo - agora - com as outras pessoas.
Meus pais nos acompanharam até o portão e me despedi:
- Mãe, pai! Amo vocês. Eu ligo assim que chegar, ok? - eu disse, abraçando-os.
- Tudo bem, minha filha. Vai com Deus. - meu pai disse, dando um beijo em minha testa.
- Se cuida, meu bem. Você é tudo pra mim.. - minha mãe disse, com lágrimas nos olhos.
- Vocês também são tudo pra mim! Mãe, por favor. Não chore. Isso não é definitivo. Vou conhecer dona Marizete. Não foi você quem sempre me disse que é ótimo manter uma boa relação com a sogra? O Luan te adora. E eu preciso conhecer a família dele. Fiquem bem. A gente se fala. Amo vocês. - eu disse, entrando no carro e fechando a porta.
Antes que minha mãe se jogasse na frente do carro para impedir nossa partida, pedi que Rober acelerasse.
Abaixei o vidro e acenei. Rober arrancou com o carro e fomos em direção ao aeroporto.
Cerca de uma hora depois, já tinhamos embarcado. Eu nunca tinha entrado no Bicuço e aquele era o sonho de qualquer fã.
Eu já tinha andado de avião, quando viajei para Porto Alegre com meus pais, há alguns anos atrás. Mas nada se comparava a estar ali, ao lado do Luan - que já cochilava - e dormia sereno. Um anjo.
Quis ligar para Duda e contar os últimos fatos mas meu celular estava no modo avião.
Rober tagarelava com o co-piloto mas percebeu que eu estava solitária e olhar as nuvens através da janela, estava me deixando entediada.
Então, levantou-se e sentou na poltrona à minha frente. Começou a puxar papo comigo e perguntou pela Michele.
- Hum, Michele, é? - eu disse e ri.
- É.. sua amiga Michele. Não sei se você sabe mas nós ficamos. Não naquele dia em que a deixamos no prédio dela. Mas no outro.. - ele disse, envergonhado.
Reprimi o riso. Michele sempre dizia que Rober era um grande chato e mala-sem-alça-e-sem-rodinha.
- Sério? Disso eu não estava sabendo... - eu disse, desviando o olhar do dele. Se meus olhos batessem em seu rosto, eu não aguentaria e soltaria toda aquela crise de riso que se formava dentro de mim.
- É, aconteceu e desde então não nos falamos mais. Achei até que ela estaria em sua casa hoje. Você sabe, né, pra se despedir de você. - ele disse, pensativo.
- É, se eu soubesse até teria chamado mas isso nunca passou pela minha cabeça.
Luan acordou num pulo e cortou o assunto com Rober. Mas, de fato, eu não tiraria dele nenhuma informação a mais. Eu teria de perguntar para a própria Michele. Mas era quase inacreditável e ele parecia ter gostado da ficada.
- O que aconteceu, meu amor? - eu disse, olhando ele.
Luan coçou os olhos e disse:
- Acho que tive um pesadelo. Ainda não me acustumei com isso de avião e viver nas alturas. Tô meio enjoado, eu acho.. - disse ele, encostando o corpo novamente na poltrona e fechando os olhos.
- Fica calma, príncipe. Respira fundo. Quer uma água? Rober, me dá uma garrafa d'água aí.. - eu disse ao Rober, apontando para o frigobar ao lado dele.
Rober passou a água para mim, abri a garrafa e entreguei ao Luan.
Dez minutos depois, o piloto avisou que iriamos pousar.
Meu estômago embrulhou e meu coração palpitou.
Eu, finalmente, estava chegando na cidade que sempre sonhei conhecer e morar.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Capítulo 78


Assim que chegamos em casa, minha mãe tinha ido, de táxi, buscar meu pai no aeroporto.
Luan e eu ficamos na sala, vendo tv e mexendo na internet. Subi para o meu quarto para buscar meu tablet.
Sentei no sofá e entrei no twitter. Me assustei ao ver alguns fã-clubes em minha homenagem. Mas isso já era de se esperar.
Retuitei e segui algumas pessoas. 
Depois de algumas horas, meus pais chegaram e Luan tinha adormecido em meu colo.
Continuei na internet. Incrivel como eu sentia falta daquele hábito mas apenas quando estava ali, entretida com todo aquele mundo da web.
Meu pai me abraçou, tomando cuidado para não acordar Luan.
Mamãe e pai subiram para o quarto com as malas e depois de alguns minutos, Luan acordou.
Agora é a hora, pensei. Subi as escadas e gritei meus pais.
Eles desceram prontamente e disse ao meu pai que eu tinha um assunto sério para conversar.
Juntamente ao Luan e mamãe, expliquei a ele toda aquela situação. Eu não esperava que ele entendesse mas ele não poderia me impedir, de qualquer forma.
Papai cruzou os braços, sentado em sua poltrona e me ouviu em silêncio. Quando terminei de falar tudo, ele assentiu, levantou-se e foi em direção à escada.
Parou ao pé dela e disse:
- Você já é maior de idade e eu não posso fazer nada. Tem meu total apoio. Sei que você ama esse rapaz. Quando você estava em coma, pude ver o desespero nos olhos dele a cada visita no hospital e a cada dia que passava e você não voltava... E vocês dois têm minha benção, para o que der e vier. Apenas prometa para o seu velho aqui que você jamais vai esquecer de tudo que lhe ensinei. Você vai ser para sempre a minha bonequinha, a minha única filha. E agora só desejo que você seja feliz. Como eu já te disse, nunca mais quero passar pelo que passei naquele período do coma. Você está livre. Te aprisionei por muito tempo. E você merece ser feliz sem que nada te impeça. - ele terminou e meu olhos encheram-se de lágrimas. Corri ao seu encontro e o abracei bem forte. Papai beijou minha testa e em seguida subiu para o seu quarto.
Me virei e voltei para os braços do Luan. Minha mãe nos abraçou e chorou comigo.
Pela primeira vez, aquele choro em família não era por causa do meu acidente e nem nada do tipo. 
Era, enfim, por alguma coisa boa. E isso abriu outra aba em minha mente. 
Apesar de todo o calor do momento, minha cabeça ainda girava com toda aquela mudança.
Respirei fundo e não deixei que essa preocupação repentina atrapalhasse tudo.

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domingo, 23 de setembro de 2012

Capítulo 77

Mamãe nos deixou no portão de casa e nem entrou. Disse que iria para a casa da tal amiga de infância, Gabriela.
Luan e eu entramos em casa. Fiquei na sala vendo tv e ele subiu para o banho. 
Enquanto ele tomava banho, aproveitei para organizar meus pensamentos e colocar minha vida ordem.
Mais uma coisa tinha deixado para trás: a vida de vestibulanda. Agora, oficialmente, eu não fazia mais nada da vida. 
Conseguiria assumir o melhor papel de todos. O papel de namorada do Luan. E o próximo passo a ser dado, era conhecer a família dele.
Minha família também.
Ficaríamos mais dois dias em casa e minha consulta estava marcada para terça-feira à tarde. Na quarta-feira, Rober viria nos buscar e eu acompanharia Luan até Londrina.
Quis ir sozinha ao médico mas Luan não permitiu.
Pegamos o carro de minha mãe e rumamos ao hospital.
Depois de uma hora e meia de muito trânsito, Luan estacionou em frente ao hospital.
Olhar e entrar novamente naquele lugar me causava arrepios. Desci do carro e Luan veio até mim. Segurou minha mão e a apertou levemente, encorajando-me. Como ele havia feito alguns tempos atrás, só que eu estava de saída daquele lugar branco, frio e sem graça. Nada convidativo. 
Na sala de espera, mais gente fotografando e até o diretor do hospital desceu do escritório para conhecer Luan.
A recepcionista chamou meu nome. Era minha vez. Deixei Luan na sala de espera, atendendo ao pessoal.
Eu não poderia fazer nada e tampouco achar ruim. Eu sabia que a vida dele era assim e mesmo assim aceitei o compromisso de fazer parte dela.
Entrei na sala do médico, Dr. Othon.
Ele me cumprimentou com um aperto de mão forte e disse estar feliz em me ver novamente. Viva.
Sorri de volta e me sentei em uma das cadeiras à frente da mesa.
Dr. Othon começou e desfazer e abrir um monte de envelopes. Engoli em seco.
Depois, atentamente, prestei atenção a cada detalhe. Doutor me explicou tudo e, no final das contas, eu teria que conviver com uma dor de cabeça chata e que não tinha cura. Por conta do traumatismo e de um coágulo que surgira em minha caixa craniana.
Fiquei boquiaberta. Sobre o coágulo, eu não tinha conhecimento. Por um segundo, fiquei preocupada. Mas, segundo o próprio médico, a equipe conseguiu drenar a tempo.
Respirei aliviada. Sai do consultório mais feliz do que havia entrado.
Dobrei dois corredores e vi Luan sentado na sala de espera, à minha espera.
Sem falar nada, passei por ele e Luan passou a caminhar do meu lado.
- Desculpa, meu amor. Você sabe como é.. - ele disse, dando de ombros.
- Eu entendo, príncipe. Fique tranquilo. Ocorreu tudo bem na minha consulta e só vou ter uma pequena sequela que aparecerá vez ou outra: uma dor de cabeça chata e horrível. Mas com isso nós podemos lidar, não é? Doutor Othon me recomendou um parecetamol, caso a dor aperte demais. - eu disse, resumindo toda a consulta em algumas palavras.
- Dor de cabeça? Não quero ver você mal. - ele disse, me abraçando por trás.
- Eu vou ficar bem. Quer dizer, eu já estou bem. Tenho você e já é muito mais do que mereço.
- Mentirosa. Você merece muito mais.. mas não vou discutir isso agora. Entre. - ele disse, abrindo a porta do carro para mim.
Príncipe encantado, pensei comigo.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Capítulo 76

Olhei e não enxergava nada. Apenas ouvia o barulho. Algo me dizia que o Luan estava envolvido naquilo.
Sai correndo da secretaria e senti os olhos de mamãe em mim.
Cheguei no pátio e vi cerca de vinte pessoas juntas. Pareciam amontar sobre alguém. Um alvoroço total.
Vi três inspetores interferindo naquela situação e tive certeza que não era alguma briga nem nada.
Sai em disparada novamente e por trás de algumas cabeças, consegui ver o topete espetado dele.
Luan estava sendo atencioso e distribuía fotos e autógrafos. Senti uma falta absurda do Well. Eu não conseguiria proteger Luan daquela, ainda que pequena, multidão.
Diante daquela situação, consegui sorrir. Ele era uma das melhores pessoas que eu conhecia e a prova estava diante dos meus olhos.
Depois de algumas tentativas, consegui me infiltrar entre as meninas e alguns meninos que o rodeavam.
Quando cheguei nele, ele me olhou e disse, enquanto tirava foto com uma menina que chorava lágrimas infinitas:
- Oi, amor! Olha só que legal. Tá cheio de nega aqui. Vem cá tirar uma foto com a gente. - disse e me puxou para perto dele. Sai em umas cinquenta fotos.
Depois de algum tempo, tentei controlar e conter as mais histéricas. Pensei em quantas vezes fiz um papel daquele: chorar compulsivamente na frente dos outros, gritar, chamar Deus..
As mais fãs, sabiam de mim e foram bem legais comigo. Pediram foto e tentaram conversar por algum tempo comigo enquanto Luan dava atenção para as outras.
Vi minha mãe se aproximar de nós e apresentei minha mãe a elas. Minha mãe as cumprimentou e disse que nos esperaria no carro. Mamãe piscou para mim como quem deseja "boa sorte".
Deixei as meninas lá e até hoje não consigo me lembrar do nome delas. Com certeza, foram as fãs mais compreensivas que já conheci.
Luan me chamou e fui até ele. Olhei para frente e vi o pessoal da minha antiga sala vindo em nossa direção.
As meninas que nunca haviam falado comigo me abraçaram e pediram foto com o Luan. Lembrei das fãs que nunca tiveram a oportunidade de, sequer, respirar o mesmo ar que ele. 
E aquelas posers fizeram questão de tirar foto. Não pediram abraço nem nada.
E eu nem imaginava que no colégio em que fiz cursinho durante tanto tempo, haveriam tantas fãs.
Ainda que Luan sempre chamaria a atenção aonde quer que fosse.
Luan e eu nos despedimos das meninas e fomos embora de mãos dadas. Pude ouvir os cliques das câmeras fotográficas atrás de nós. Tudo sendo registrado pelas fãs.
Lembrei também de como eu ansiava por cada foto que tiravam do Luan. Qualquer coisa, de qualquer jeito, em qualquer lugar. 
Assim que passamos pelo portão, Luan me olhou, sorriu e disse:
- Antes que você me mate, peço desculpas. Não brigue comigo por ter saído do carro. Não tive como deixar.. 
- Não vou brigar com você. O sorriso daquelas fãs ao ver você fez valer a pena todo aquele tumulto. Mas me conte. - eu disse, segurando firme em sua mão. Mamãe havia estacionado do carro longe da entrada do colégio pois não havia nenhuma vaga desocupada.
- Eu estava sentado no banco de trás do carro, como você viu. Resolvi abrir o vidro porque o ar-condicionado só poderia ser ligado com a chave do contato e o calor estava de matar. Aí, algumas meninas me viram sentado ouvindo música no celular e me abordaram. Fiquei sem reação,  foi quase um susto. Mas não fiquei com medo nem nada. Desci do carro, abracei as fãs e tirei foto. Só que, não sei como, começaram a surgir um monte delas. E como eu estava sozinho, resolvi entrar no colégio que era mais seguro. Uma delas apertou minha bunda e tentou roubar meu óculos de sol. Só tenho fã maluca, Brê! - ele riu.
- Você fez certo, meu amor. Lá dentro, com certeza, era muito mais seguro que ficar na rua com essas meninas. E como conseguiu entrar no colégio? Você se identificou? - eu perguntei, curiosa.
- Uma das fãs é estudante do ensino médio. Aí ela conseguiu me colocar lá dentro. Fora que duas inspetoras pediram autógrafo para as filhas. Mas fiquei feliz, amor. É o sonho delas e disso eu sei que você entende. - ele disse e piscou para mim.
Chegamos no carro e dessa vez fui no banco de trás ao lado do Luan. 
Minha mãe colocou um CD do Zezé di Camargo no player e aumentou o volume. Mamãe e Luan foram o caminho todo de volta para casa cantando as músicas.
Sorri com aquela situação toda. E a felicidade transbordou meu coração..

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Capítulo 75

Depois do almoço, chamei minha mãe para ir ao cursinho trancar minha matrícula.
Luan decidiu nos acompanhar. Entramos os três no carro e minha mãe foi dirigindo.
Pelo trajeto todo, ficamos conversando e mostrei a tatuagem para minha mãe.
- Que linda, filha! Engraçado que a mamãe aqui não merece uma dessas, né? Ingrata.. - ela disse e riu.
- Claro que merece, mãe. Vou fazer, tá? - eu disse, abaixando a camiseta.
- Não, senhora. Pode ir parando de rabiscar o corpo. Que mania! - Luan disse, se intrometendo na conversa.
- Ai, Luan. Fica na sua, tá? Você colocou alargador e ninguém falou nada.. - eu disse, rindo.
- Pior que falou. Minha mãe fez da minha vida um inferno. Mas sou rebelde demais né, amor? - ele disse, esticando o braço e segurando minha mão.
- É! Demais, demais.. - eu disse, enquanto olhava o trânsito.
- Deve ser rebelde mesmo mas se eu digo "não", é pior. E Brenda é outra rebelde. Não posso fazer nada a não ser apoiar, né, filhinha? - minha mãe disse, prestando atenção no trânsito também.
- Com certeza, mãe. Não adiantaria nada não ficar do meu lado. - eu disse, pensativa, de repente.
Trocamos mais algumas palavras e chegamos ao colégio. Mamãe e eu descemos do carro e quando Luan abriu a porta do carro, eu disse:
- Aonde você vai?
- Vou com vocês, ué. Não pode? - ele disse, me olhando.
- Pode.. só se você quiser chamar a atenção e causar um transtorno dentro do colégio. - eu disse, cruzando os braços.
Luan fez biquinho e voltou para o carro, fechando a porta. Meu coração morreu com aquela careta.
Entrei no colégio com minha mãe. Passamos pelo pátio e era o intervalo entre o primeiro e o segundo horário. 
Vi, de longe, o pessoal da minha antiga sala reunidos e sentados na grama próxima aos bancos.
Me perguntei o que eles faziam ali já que todos estudavam de manhã. Olhei novamente e dois meninos me reconheceram e comentaram com o resto do pessoal.
Virei o rosto e continuei andando. Segui por mais alguns passos e entramos na secretaria.
A moça que nos atendeu nos cumprimentou mas eu nem sabia o nome dela. Duda, Luana e eu sempre a chamamos de "tia".
Minha mãe pediu a papelada e não explicou o motivo da desistência. Fiquei ao lado dela, e as vezes olhava pela porta de vidro que dava para o corredor que leva às salas. Aquele lugar me acolhera durante os últimos dois anos e testemunhou alguns momentos importantes em minha vida de fã.
A secretária chamou meu nome e, prontamente, dispersei a atenção daquele lugar e assinei os papéis, ao lado da assinatura de minha mãe.
Cinco segundos depois, uma algazarra.
Larguei a caneta e olhei novamente pela janela de vidro para ver o que estava acontecendo.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Capítulo 74

Acordei horas depois, com minha mãe batendo insistentemente na porta. Não fiz o minimo de esforço para levantar da cama e ir abrir.
Olhei para o lado e vi um anjo dormindo ao meu lado. Fazia alguns dias que eu não admirava e guardava o sono do Luan. Gostaria de fazê-lo todas as noites, se possível.
Repousei a cabeça no travesseiro e vi que estávamos apertados em minha cama de solteiro. Olhei em volta e pude e me lembrar o que acontecera na noite anterior.
Repassei todos os detalhes e conclui que jamais esqueceria daquilo. E me senti bem. Aquele fora o momento certo com a pessoa certa.
Acariciei os cabelos de Luan enquanto ele dormia. Meu coração transbordava quando ele estava perto e esvaziava de saudade quando a ausência se fazia presente.
Enrolada no lençol, me levantei e fui para o banho. Lavei o cabelo e demorei mais do que o costume.
Saí e Luan estava encostado na porta do banheiro, à minha espera.
Nos abraçamos e pousei o rosto em seu peito. O melhor colo do mundo, aliás. 
- Bom dia, minha princesa. - ele disse.
- Bom dia, meu amor.. - eu disse, roubando um selinho dele.
- Sua mãe tentou nos acordar, né? Acha que ela vai brigar? - ele perguntou, curioso.
- Não sei. E acho que, por ora, ela não precisa ficar sabendo. A não ser que você queira ouvir o mesmo sermão que eu ouço desde que entrei na adolescência. - eu disse, dando de ombros.
- Sermão? Deus me livre. Já basta o da dona Marizete. Melhor deixar assim mesmo. Esse momento foi só nosso. - ele disse, unindo nossas mãos.
Beijei-o e abracei forte. E Luan (que estava só de cueca) vestiu uma roupa e desceu as escadas comigo. Já era hora do almoço em plena segunda-feira.
Minha mãe estava na cozinha e há dias eu não via meu pai. 
- Bom dia, mãe! Cadê meu pai? - eu disse, abraçando-a por trás.
- Bom dia, dona Brenda? Isso são horas? O almoço já está pronto. E seu pai está viajando à trabalho.. - ela disse, enquanto terminava de fazer o arroz.
- Bom dia, sogra mais linda do mundo. - disse Luan, dando um beijo no rosto dela.
- Bom dia, meu filho. Mas as donzelas dormiram até tarde, hein? Ninguém trabalha nessa casa? - ela disse e riu.
- Eu quase não trabalho, dona Edna.. - Luan disse e rimos juntos.
Puxei uma cadeira e me sentei à mesa. Mamãe havia feito lasanha. Vibrei por dentro. Era meu prato preferido. Eu poderia comemorar a noite passada, ainda que apenas dentro de mim, com aquele almoço digno dos deuses.
Luan sentou-se ao meu lado e mamãe à minha frente. Almoçamos todos juntos e minha mãe não perguntara sobre a tatuagem.
Depois do almoço, mamãe colocou Luan e eu para lavar a louça. Achei aquilo o cúmulo mas eu não estava a fim de discutir com ela.
Enquanto eu lavava a louça e Luan enxugava, lembrei que eu não podia comer presunto por causa da tatuagem.
Mas nem comentei nada com Luan. Não queria deixá-lo preocupado. 
Até porque o que não mata, engorda.

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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Capítulo 73

Soltei a camiseta e a mesma caiu no chão sem fazer nenhum barulho.
O silêncio reinava e nada precisava ser dito. Nosso corpos se falavam sem que nenhuma palavra fosse proferida.
Virei-me e o beijei intensamente. Luan vestia calça jeans, tênis e uma camiseta da Nike.
Eu sabia que aquele momento não pedia ensaios nem prévias. Aconteceria naturalmente. Mas minha mente insanamente adolescente me bloquearia.
Comecei a tirar a camiseta dele e ao ver aquele toráx - com a malhação em andamento - fechei os olhos e empurrei todas as neuroses para as gavetas mais fundas da alma.
Abri os olhos e lancei sobre ele o olhar mais ousado que havia em mim.
Ele sorriu de um jeito safado e ali ele soube que eu estava preparada para isso. Eu sempre estive preparada. Só não sabia disso.
Luan me beijou novamente e eu segurei firme em seus cabelos.
Em um segundo, Luan me ergueu e me segurou no colo. Assim, pude estrelaçar minhas pernas em volta de sua cintura.
Me carregou até a cama e eu deitei. Luan veio por cima de mim, me beijando e, ao mesmo tempo, abrindo o zíper da minha calça jeans.
Como mágica e mãos agéis, Luan conseguiu abrir o zíper com facilidade e tirar a minha calça e a dele, em menos de segundos.
Segurei o riso. Deixei ele ser ele mesmo. O meu menino, querendo me fazer feliz e consumar o ato que, mais tarde, traria algumas lembranças eternas e que existiriam em nós até o fim de nossos dias.
Olhei e vi que Luan usava cueca box, de cor branca. Lembrei de quando eu ficava até de madrugada rindo e trollando o Luan com as meninas no twitter. 
Esse era o sonho de todas nós.
Voltei meus pensamentos para o momento. O nosso momento. Luan me levantou meus costas e ficamos sentados um de frente para o outro, com as pernas entrelaçadas novamente.
Comecei a beijá-lo ferozmente, como se minha língua pudesse arrancar cada pedaço do céu da boca dele. Enquanto isso, Luan abria, um por um, cada colchete do meu sutiã.
Apesar do tempo que já se passou e a lembrança viva, não consigo lembrar da cor de minha lingerie. E eu sempre esqueço de perguntar ao Luan.
Finalmente, ele conseguiu tirar meu sutiã e fugiu do meu beijo. Começou a brincar com meus seios e eu fui ao delirio.
Assim, começava a noite mais inesquecivel de nossas vidas.
Cinco segundos depois, cortei o barato do Luan:
- Cadê a camisinha? - eu perguntei, olhando para ele.
Luan me olhou com um olhar assustado e decepcionado.
- Merda! Não sei se tenho. - ele se levantou da cama e foi correndo vasculhar os bolsos da calça. Não encontrou nada. Voou para as malas e eu fiquei só olhando o desespero dele. Talvez ele temesse que eu desistisse.
Depois de um árduo trabalho de busca, Luan achou uma camisinha escondida num fundo falso da mala de mão.
Voltou para os meus braços todo sorridente.
E voltamos ao ponto em que havíamos começado.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Capítulo 72

Luan parecia sereno e voltara à expressão calma. Eu ainda o fitava, e seu olhar vagava e encontrava os meus.
Eu sorri e ele fechou os olhos.
Alguns minutos depois, abruptamente, Luan se levantou e esticou o braço, me ajudando a levantar do chão. 
Ao me levantar, Luan me puxou pela cintura e eu me lembrei de como eu queria ser a "nega" dos shows. Comecei a rir.
- Do que você tá rindo? - perguntou Luan, todo curioso.
- Essa ajuntada que você me deu. Me fez lembrar do meu sonho de ser nega. Isso que dá você namorar uma fã maluca.. 
- Eu sei que você é maluca. Começando por essa tatuagem. De novo, meu amor, você tem certeza que essa tatuagem não é pela gente, né? Eu tenho certeza que somos para sempre. Mas o eterno assusta. - ele disse, pensantivo.
- Eu sei que assusta e certa vez até escrevi uma carta para você falando sobre isso e sobre minha idéia de fazer uma tatuagem. Esses pensamentos são antigos. Antigos como meus ideiais. Agora concretizei e mais uma etapa encerrou. Vou conversar com minha mãe e amanhã mesmo vou lá trancar a matrícula do cursinho. Já estamos na reta final mesmo e de qualquer forma, quero ir pra Londrina com você essa semana. Conhecer minha outra família! 
Luan não respondeu. Apenas sorriu e foi até a porta. Passou a chave e um ponto de interrogação invadiu minha mente. 
Fiquei parada no meio do quarto e depois percebi que ainda não tinha vestido minha camiseta, me abaixei para pegar a camiseta e Luan me abraçou por trás.
Começou a beijar meu pescoço e um arrepio subiu pela minha coluna.
Luan mordeu de leve minha orelha e eu fiquei paralisada. 
Minha mente esvaziou e eu só conseguia pensar que mais cedo ou mais tarde, o temido momento aconteceria. 
E se fosse agora? Meu Deus. Eu não tinha dúvidas de que o amava e que ele era a razão da minha vida. 
Passei a vida toda guardando esse momento para alguém que eu amasse. Eu sempre vira muita gente banalizando a tal da virgindade mas comigo eu queria que fosse diferente. E nessa época, eu nem sonhava em me apaixonar pelo Luan. Não era nem fã.
Engraçado como a vida toma rumos que jamais esperamos. E em meio aquilo, Luan chamou minha atenção, dizendo ao pé do meu ouvido, enquanto deslizava a mão pelo corpo:
- Ei, princesa. Me diz o que você tá pensando.. - e sua voz mergulhou em cada célula de mim e me entorpeceu.
Esqueci de todas as complicações e pensamentos.
Resolvi me entregar ao momento e ao Luan.
Eu jamais me arrependeria. E isso era irrevogável.

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domingo, 16 de setembro de 2012

Capítulo 71

Eu não sabia o que esperar e o choro que fazia nó em minha garganta, não conseguia sair pelo meus olhos.
Olhei fixamente para ele, quase podendo enxergar o fundo dos seus olhos.
Comecei a tirar a camiseta. Agora não adiantava mais. Ele já sabia e eu não ia insistir nessa mentira.
Ainda olhando para ele, tirei a camiseta e fiquei apenas de calça jeans e sutiã. O curativo da tatuagem estava ali e confirmava tudo. 
Eu estava aflita com o fato de que a tatuagem era para ele e ele estava bravo porque, com certeza, já sabia que eu só faria alguma tatuagem se houvesse algum motivo muito forte. 
E ele era o motivo mais forte de toda a minha vida, para qualquer coisa e para tomar qualquer decisão.
Ele, sempre em primeiro lugar. Mas uma esperança nascia em mim: a de que ele não terminasse comigo nem me deixasse para trás. Assim como muitas fãs que fazem tatuagem, eu era apenas mais uma.
Ele abaixou e continuei olhando para frente. 
Luan olhou para mim e eu encontrei com seus olhos:
- Posso tirar a atadura? Preciso ver o que você fez aí. 
- Pode. - eu disse, seca também.
Ele tirou a atadura com cuidado. Apesar de estar bravo e desapontado comigo, ainda era meu namorado e continuava sendo a pessoa mais fofa do mundo.
Tentei não olhar mas senti a atadura desgrudando de minha pele. Ficara apenas o plástico que envolvia todo o desenho. O local ainda ardia e senti Luan tocando cada parte do desenho.
Não pude me conter e olhei para ele. 
Seu olhar era sem expressão. Depois de alguns segundos, Luan sentou-se no chão e fitava o vazio.
Abaixei-me prontamente e fiquei na frente dele.
Cheguei mais perto e o abracei. Com toda a força do mundo.
Ele retribuiu o abraço e depois se afastou, dizendo:
- Me explica o porquê disso. Eu sei que Incondicional é sua música preferida.. 
- Eu fiz isso por causa do amor que trago no peito. O que culminou em tudo isso, agora. Sim, é minha música preferida mas isso não é nada. É a expressão do meu amor de fã. Isso traduz o que sinto por você, além do amor de mulher que sempre me empurrou para frente e me fez ir atrás de você. Onde quer que fosse. 
Pela primeira vez, vi uma lágrima escorrer daqueles olhos que eu tanto amava. Partiu meu coração de tal maneira, que achei que os pedaços jamais iriam se unir novamente.
Então, entre algumas lágrimas traiçoeiras, Luan disse:
- Você é o que tenho de melhor e temo por você. Por causa disso mesmo: seu amor de fã por mim. Entre todas as homenagens e tatuagens que já vi, essa é a mais linda de todas. Apesar de simples, talvez seja assim porque vem justamente de você. Você, Brenda, que não entende e nem sonha com a extensão do meu amor. É grande demais. 
Quem não aguentou fui eu. As lágrimas que faziam nós em minha garganta, libertaram-se. 
Não consegui dizer nada. Abracei Luan novamente, chamando-o para mais perto de mim.
Encostei na cama, ainda sentada no chão, Luan deitou em meu colo e olhava toda hora para a tatuagem.
Comecei a fazer carinho na cabeça dele e nas orelhas, enquanto pensava em algo para dizer naquele momento. 
Ainda que não fosse necessário dizer coisa alguma.

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sábado, 15 de setembro de 2012

Capítulo 70

Assim que Rober estacionou em frente de casa, pensei na despedida. Eu não queria e não ia deixar Luan por mais alguns dias.
Eu falaria com minha mãe e resolveria tudo à noite. Com o Luan por perto, me ajudando e dando cobertura.
Saímos do carro e Rober ajudou a tirar algumas malas do Luan de dentro do porta-malas. 
Rober voltaria para Londrina e Luan ficaria comigo. Esse era o plano.
Entramos em casa e Rober arrancou com o carro. Deixei as chaves em cima da mesa de jantar e subimos para o quarto.
Luan deitou em minha cama para ver tv enquanto eu ligava para minha mãe, a fim de saber do paradeiro dela.
Desci as escadas para ligar do telefone da sala. Disquei o número do celular dela e no terceiro toque, ela atendeu:
- Oi, filha! Como foi na Michele? Fez a tatuagem? Doeu muito a costela? Tô doida pra ver. - ela disse, atropelando-me com as palavras.
- Oi, mãe.. eu fiz sim. Ficou linda! Quero te mostrar logo - eu disse, com a voz baixa - onde você está?
- Tô na casa de uma amiga, a Gabriela. Acho que você se lembra. Estudamos juntas e viemos ao shopping fazer umas compras. Só chego em casa mais à noite, tá? 
- Tá bom, mãe. O Luan já tá aqui em casa. Quando você chegar, a gente pode conversar? Tenho muito o que resolver. - falei e ouvi um clique na linha. Mas continuei com o telefone no ouvido.
- Ai, que saudade do meu segundo filho! Mais tarde estou aí e conversaremos. Te amo, Brê. Se cuida. - ela disse e desligou sem me dar tempo de resposta.
Coloquei o telefone na base e subi lentamente as escadas. Quase que arrastando meus pés.
Quando entrei no quarto, vi Luan sentado na beirada da cama, do lado oposto da porta, fitando a janela aberta.
Achei estranho e sentei ao lado dele. Fiz carinho em seus cabelos e encostei a cabeça em seu ombro.
- O que aconteceu, amor? - disse e eu disse.
- Nada. - ele disse, seco e ríspido. Meu coração doeu.
- Nada? Como assim? - eu disse, olhando para ele. Luan continuava fitando a janela.
- Você acha que eu sou idiota? Até quando achou que ia me fazer bobo? - disse, sem dirigir o olhar a mim. Eu não entendia.
- Seja mais explicito.
- Vou ser mais explicito. Fique de pé, Brenda. - ele disse e eu obedeci. Nunca havia visto Luan agindo daquela maneira.
Ficamos de pé. Frente a frente. Ele me encarou e disse:
- Tire a camiseta. - eu gelei.
- Porquê? Eu já disse que não me sinto segura ainda, Luan..
- Como você é criança, Brenda! Porra, não muda de assunto. Você sabe muito bem o que você acabou de fazer. Eu acabei de ouvir na extensão do seu quarto, a sua conversa com a Edna. Agora me deixa ver o que você aprontou. - ele disse, cruzando os braços sob o peito. Com a feição carrancuda e os stress evidente.
Quis chorar. Aquilo não estava em meus planos. 

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Capítulo 69

Caminhamos em direção à saída do mini shopping, abraçados. Rober e Michele vinham logo atrás de nós. Eles acabaram fazendo amizade. Mais tarde, isso renderiam muito pano pra manga.
Entramos no carro e daríamos uma carona para Michele. Luan e eu fomos no banco de atrás. Eu não conseguia medir a saudade que sentia dele. Todo e qualquer segundo juntos, era a eternidade.
Talvez eu não tivesse muita noção da imensidão desse amor. Eu apenas sentia.
Enchi Luan de carinho, abraço, beijos e afagos. O paraíso existia e encontrava-se ao meu lado, no banco traseiro daquele carro alugado.
Rober e Michele ignoravam nossa presença. Na verdade, eu também os ignorava.
O mundo todo morria e perdia a graça quando eu estava com Luan.
Michele saltou em frente ao prédio em que morava há anos. Ela era seis anos mais velha do que eu e eu a admirava por alimentar o sentimento de fã mesmo com o avanço da idade. Mas ela seria uma eterna adolescente, eu sabia.
Quando o carro parou e Michele saiu, olhei pela janela. Vi a portaria e o senhor Paulo, porteiro e síndico do  prédio. Ele, que presenciou alguns momentos de revolta, frustração e lágrimas. Ali mesmo, naquela portaria que, se falasse, teria muita história para contar.
Senhor Paulo não permitia gritaria e baderna no pátio do condominio. Então, tinhamos nossos momentos de fãs ali mesmo, na calçada daquela rua sem saída. Em frente à portaria.
Certa vez, quando todas já tinham conseguido conhecer e abraçar Luan, eu entrei em pânico.
Me senti a última das últimas. Abandonada por Deus, à mercê do destino. Chegamos do show e eu sentei na calçada, inconsolável. Chorei e gritei. Minhas amigas tentavam contornar a situação mas eu mal abria os olhos. Foi ali que percebi o quão maior que eu já estava aquilo tudo.
Nessa, senhor Paulo saiu de sua guarita e foi ver o que estava acontecendo. Sem mais rodeios, disse para mim: "que idiotice, menina! você nunca vai realizar esse sonho tolo! levanta da minha calçada antes que inunde tudo".
Na mesma hora, parei de chorar e ergui a cabeça. Sequei as lágrimas e liguei para minha mãe. Como uma criancinha indefesa.
Enquanto esse filme rodava em minha cabeça, eu nem piscava. Fiquei observando tudo e quis descer do carro e esfregar minha conquista na cara do tal sindico.
Mas preferi deixar quieto. Não ia expor o Luan daquela maneira. 
Respirei fundo e guardei todas aquelas lembranças dentro de uma gaveta funda da mente. Elas me fortaleceram mais ainda e fora um combustível para que eu chegasse em meu objetivo.
Luan ficou me observando, sem que eu percebesse. Acariciou meu braço e respeitou meu silêncio. 
Pelo vidro do Rober, acenei para Michele que estava parada na calçada.
Arrancamos com o carro e Rober colocou o cd da Avril Lavigne no carro. Adolescente, pensei comigo.
- Nossa senhora, hein? Barbado desse jeito e ouvindo Avril. Tem vergonha nessa cara feia não, testa? - Luan disse e eu ri. Trollando. 
Rober mostrou o dedo do meio para ele pelo vidro retrovisor.
- Acho que você já sabe onde você põe esse dedo né, Roberval? Mal educado.. - Luan retrucou e riu. 
Ignorei aquele papo dos dois e beijei Luan novamente.
Seguimos de mãos dadas e abraçados até minha casa.

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Capítulo 68

Passei o dedo sob a tatuagem. O local estava inchado e todo vermelho. Eu sabia que valeria a pena.
Agora, eu só teria que inventar uma desculpa para o Luan. Sempre odiei mentiras e parecia que eu estava traindo sua confiança. Mas era por uma boa causa.
Michele caminhou até mim e parou ao meu lado, analisando seu trabalho perfeito.
Virei-me para abraçá-la e agradeci.
Peguei o celular e digitei o endereço dali na sms.
Cinco segundos depois, recebi uma resposta do Luan: "Taqueupariu. Que demora pra mandar o endereço, Brenda. Você tá me traindo? Tô chegando aí e olha que eu capo esse danado hahahaha. Ainda assim, te amo."
Mostrei a sms para Michele e caímos na risada. Além de palhaço, era muito babaca esse meu namorado.
Nem precisei voltar para a maca. Michele fez o curativo ali mesmo e às pressas. 
Me arrumei e ficamos esperando na sala de espera do estúdio. Cerca de quinze minutos depois, pude ver pela porta de vidro, do outro lado do corredor, que Luan e Rober procuravam a loja sem conseguir nenhum êxito.
Sai da loja e o chamei. Fiz sinal com a mão e ele me viu. 
Um minuto depois, ele já estava em meus braços. Abracei-o fortemente e quase senti seu coração pulsando.
O resumo de toda minha vida, era aquele ser alto e com o cabelo espetado. E isso era irrevogável.
Ele se soltou e olhou para a loja. Acenou para Michele que quase desfaleceu no sofá da sala de espera.
- Então, o que você tá fazendo num estúdio de tatuagem? - ele disse, desconfiado.
- Só vim visitar minha amiga. Desde o acidente.. enfim, apenas matar as saudades. Ela é sua fã, vamos entrar? - eu disse, puxando-o pela mão e encerrando ali o assunto. Antes que ele me lotasse de perguntas.
Ele deixou-se guiar por mim e entramos no estúdio. Rober veio logo atrás. Na verdade, eu nem o tinha visto ainda desde o acidente. 
Soltei da mão do Luan e num impulso, o abracei. No ouvido dele, pedi desculpas pelo transtorno daquele acidente e ele apenas assentiu. Me soltei e sorri. Ele sorriu de volta e estávamos entendidos. 
Rober era o melhor amigo do Luan e havia presenciado toda a dor dele enquanto eu estava em coma. E, com toda certeza, ele fora uma das pessoas que auxiliaram o Luan e não permitiu que ele ficasse maluco de vez ou fizesse alguma besteira. 
Amigo de verdade é assim mesmo: acelerador na hora certa e fé no freio quando se é preciso.
Michele não conseguia se mover. Ficou paralisada com a presença do Luan.
- Ei, Michele.. ? - ele disse, em tom de dúvida.
- E-e-e-eu! Sou amiga da Brenda e sua fã. Relaxe, não te amo como mulher. Sou apenas fã! - ela disse tudo muito rápido. Tropeçou nas palavras e disse coisas sem nexo.
Comecei a rir e tentei consertar tudo.
- Calma, Michele. Segure-se! Nem toda fã ama o Luan como homem. Eu fui uma exceção. É que todo mundo tem essa mania de achar que fã é sinônimo de querer algo em troca. Eu quero apenas ser correspondida.. - eu disse, meio envergonhada. Mordi o lábio. Luan me abraçou por trás e beijou o alto da minha cabeça.
- É verdade.. e olha que de você, ninguém sabia. Mas, venha cá! Me dá um abraço, ídolo. Eu te amo tanto, Luan. Você sempre me deu forças. - Michele disse, entre lágrimas.
Nos abraçamos. Os três. Assim como fiz com Duda.
Do outro lado da sala, vi Rober. Pisquei para ele e ele disse, vindo em nossa direção e abrindo os braços:
- Ahhhh tá bom, então. Se vocês insistem, eu abraço também! 
Todo mundo riu. Michele e Rober saíram de perto e ficamos apenas Luan e eu. Abraçados.
Como se nada no mundo pudesse interromper aquele momento.
Nem o fato de que naquele dia, eu tinha feito uma das maiores loucuras em nome do meu eterno amor de fã.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Capítulo 67

Não sei se fiquei tão concentrada com o papo da Michele ou se mal tinha doído, de fato. 
Ela limpou o local e disse que eu já podia me levantar para ver.
Levantei com o maior cuidado e fui até o espelho de corpo inteiro que ficava no lado oposto ao da maca. 
Quando cheguei no espelho e me virei para olhar, meu celular começou a tocar impacientemente. 
Olhei na direção da minha bolsa e algo me dizia que era o Luan. 
Antes mesmo de ver a tatuagem, corri para atender. Abri a bolsa, procurei o celular e senti o olhar de Michele em mim.
Finalmente, achei o celular e, na mosca. Era o próprio. Ao ler o nome dele, meu coração palpitou.
Atendi e tentei me acalmar.
- Alô?
- Oi, princesa. Onde você tá? Tô aqui na sua casa e não tem ninguém. O show de hoje foi cancelado por causa da chuva lá em Minas..
Nenhum pensamento me ocorreu. E agora? Eu não conseguiria mentir para ele. Refleti por dez segundos e então respondi, gaguejando:
- Ah, a-a-mor. Eu tô na minha amiga Michele.. - eu disse, olhando para ela. Pude perceber, de longe, que minha tão amada amiga enrijecia na cadeira. Ela era tão fã dele quanto eu.
- Michele? Quem é essa, Brenda? - ele disse, desconfiado. Talvez eu não tivesse comentado sobre ela, justamente por ela ser tatuadora e a tal tatuagem já estar em meus planos.
- É uma amiga minha. Ótima amiga, aliás. - eu disse e sorri para ela.
- Hum, tá. Mas como que faz? Tô aqui no seu portão com esse pé no saco do Rober. - ele disse e riu.
Comecei a rir. Luan era sempre palhaço.
De súbito, resolvi pedir para ele me buscar ali no estúdio. Fora que Michele só tinha o abraçado uma vez e já fazia dois anos..
- Faz o seguinte, vou mandar o endereço daqui via sms. Aí você vem me buscar. Pode ser, amor? - eu disse, pensando que ele negaria porque quem dirigia era o Rober.
- Claro que te busco, Brê. Passa o endereço e já vou voando. 
- Vou voar.. - eu disse e ri. Ouvi sua risada abafada e sem jeito. Som de sinos para mim.
- Quem quer amar? Sonhar alto, voar sem parar. - ele disse e consegui ouvir Rober resmugando ao fundo. Ri novamente.
- Tá bom, príncipe. Cante para mim mais tarde e longe desse mala-sem-alça. Vou desligar e espero você. Te amo.
Antes que ele pudesse responder, desliguei. Eu estava ansiosa para ver o desenho tatuado em mim.
Larguei o celular em cima de um sofázinho que ficava ao lado do espelho e me virei.
O desenho acompanhava minhas costelas e parecia até que eu já havia nascido com aquilo preso em mim. 
Uma lágrima escorreu. Mais do que nunca, minha história com Luan estava escrita em mim.
Um caminho sem volta.

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Capítulo 66

Corri para dentro da loja e Mi saltou do balcão e veio em minha direção.
Esmaguei-a em um abraço apertado.
- Oi, princesa! Que saudade! Como você está? - ela disse, pegando minha mão e me conduzindo até a sala dela.
Antes de responder, sentei-me na maca.
- Eu tô bem e você? Também estou morrendo de saudades, Mi.
- Você fez uma puta falta, sabia? Enquanto você ficou internada, fui a três shows do Luan. As filas e a espera por ele não são as mesmas sem você. Ainda que agora as coisas tenham mudado, né? - ela disse, me olhando e esperando pela minha reação.
- É, mudaram mesmo. É por isso que estou aqui.. - eu disse, enquanto ela terminava de imprimir o decalque da tatuagem.
- Eu sei que sim. Não preciso nem perguntar se você tem certeza absoluta do que vai fazer. É óbvio que sim. Está pronta? - disse ela, vindo em minha direção para mostrar a arte.
- Estou prontissima. Como nunca estive na vida, aliás. Meu Deus, que letra linda! Caligrafia perfeita! - eu disse, olhando a folha recém-impressa.
- Esse decalque está pronto há mais de um mês, Brê. Nos dias que sucederam o acidente, eu trabalhei mais ainda nele. Eu sabia que você acordaria desse pesadelo e viria aqui realizar mais esse desejo.
- Eu também, de alguma forma, sabia que acordaria. Se eu disser que foi a força do amor pelo Luan, você acredita? Acho tão estranho.. 
Ela não respondeu, apenas mandou eu me deitar na maca e levantar a camiseta na altura do sutiã.
A palavra Incondicional tinha uns riscos e, ao mesmo tempo que era muito bem trabalhada, conseguia ser simples. E incrível. Conseguia passar a mensagem exata do meu amor de fã pelo Luan: simples, sincero e eterno.
Concentrada, Michele grudou o decalque e fui até o espelho ver a posição certa. Perfeita, pensei comigo.
- Tá maravilhosa! Pode começar. - eu disse, e ela sentou-se na cadeira com rodinhas.
Deitei na maca novamente e ela colocou a máscara e começou a preparar a máquina.
- Respondendo sua pergunta, tive que pensar muito sobre a resposta. Eu acredito sim, apesar de nunca ter tido conhecimento do seu amor por ele, além do de fã. Duda veio me visitar assim que você sofreu o acidente. Ela ainda não sabia mas quando saiu nos jornais as imagens do Luan no local do acidente, encaixamos as peças e tudo se encaixou. Ligamos para sua mãe e ela não pôde dizer que não. Aí caiu na imprensa e ele confirmou. Dagmar também e aí acreditamos. De inicio, ficamos chateadas com você. Luana veio do Rio de Janeiro te visitar e me disse que já desconfiava de tudo. - ela disse e despejou tudo aquilo em cima de mim. Engoli em seco. Imaginei Luan no meio da Via Dutra, desesperado, procurando por mim. Quase chorei.
Não falei nada e esperei ela começar a tatuar. Cinco minutos depois, ela começou. E ainda esperava por alguma palavra minha. Enfim, eu disse:
- Eu não sabia que vocês tinham se encontrado. É, eu errei em não contar sobre meu amor. Mas o medo do julgamento de vocês foi maior do que eu. Eu mesma julgava isso como idiotice, imagine vocês que não sentiam o mesmo que eu.. - eu disse, sentindo aquela dor aguda em minha costela.
O barulho da máquina zunia, rodopiava e entrava em meus ouvidos. Não chorei nem nada. Não conseguia, de tanta emoção. 
Entre o barulho da máquina, Mi conversava comigo e contava sobre tudo que perdi do Luan no período do coma.
Tinha coisa que eu já sabia e coisa que não. De qualquer forma, eu amava escutar sobre as coisas do Luan. Ainda que repetidas. 
Vinte minutos depois e tudo estava terminado.

Já somos mais de 1O mil visualizações. Orgulho que não cabe em mim. Obrigada por tudo! Espero que gostem. Desse e dos próximos capítulos que virão. Comentem aqui ou no grupo do facebook: http://www.facebook.com/groups/408165272572931/

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Capítulo 65

Jantei apenas com minha mãe e meu pai não estava em casa. Depois, ficamos na sala assistindo à tv enquanto eu conversava por sms com Luan.
Decidi ir dormir cedo. Meu estômago pulava de ansiedade por causa da tatuagem.
Perto das dez da noite, rumei para o meu quarto. Mandei sms desejando um ótimo show ao Luan. 
Ele nem poderia imaginar o que eu estava prestes a fazer.
Naquela noite, dormi um sono sem sonhos. O sono mais tranquilo que eu já tivera em anos.
Acordei no outro dia totalmente descansada. Eu sabia que aquela tatuagem seria, definitivamente, um marco e o inicio de uma nova história. Dessa vez, eu seria a protagonista juntamente ao Luan.
Ainda na cama, peguei meu celular para ver a hora. O relógio digital marcava nove da manhã.
Entristeci. Era muito cedo e minha ansiedade só aumentava.
O celular vibrou. Era uma sms do Luan. Li e reli em voz alta. Minha mente não conseguia acompanhar tudo aquilo, às vezes.
"Nosso amor é como uma estrela. Posso ver mas não posso tocar. Mas você está aqui, o amor da minha vida. É incondicional! Você tem a forma exata pra me prender em você. Te amo. Bom dia, princesa. Saudade!"
Não sei como ele conseguia ser tão maravilhoso. Eu sempre me indagava sobre isso.
Fui até o banheiro, tomei um banho revigorante e decidi entrar na internet. Há muito eu não entrava por lá.
Tuitei e deletei o facebook. Talvez eu não tivesse tempo para isso.
Quando vi, a hora tinha voado. Eu sabia que não conseguiria almoçar. Logo, peguei minhas coisas e desci as escadas praticamente voando. 
Chamei um táxi, o estúdio de Michele ficava um pouco distante da minha casa.
Não vi nem sinal dos meus pais. Talvez eles tivessem saído para almoçar fora.
Ao entrar no táxi, indiquei o endereço ao motorista e seguimos viagem.
Olhava os carros pela janela e a lembrança daquele dia no táxi com a Dagmar, indo ao hotel ver Luan, me inundou.
Fechei os olhos e coloquei um dos fones no ouvido, tocando Te Vivo.
Essa expressão "Te Vivo" não conseguia traduzir nem expressar tudo o que eu sentia pelo Luan.
Era pouco, não absorvia nem um terço do meu sentimento.
Não sei se a corrida demorou ou se fui eu quem sonhava por dentro e não tinha a minima noção da hora.
Paguei o taxista, agradeci e desci do táxi.
Entrei no mini-shopping e a maioria das lojas estavam fechadas. Peguei o elevador e fui até o último andar.
Os passos que me levavam até o estúdio, pareciam lentos, por mais que acelerasse.
Avistei a porta de vidro onde uma placa pequena de néon piscava com a palavra "OPEN". Só a Michele mesmo para fazer parecer um bar, um local de tatuagem.
Empurrei a porta e vi Mi sentada no balcão. Lembrei da última vez em que eu a vira. E aquele passado parecia não me pertencer mais.

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sábado, 8 de setembro de 2012

Capítulo 64

A noite voou. Ainda restavam duas coisas a fazer antes de viajar com Luan na segunda-feira: comunicar minha mãe sobre o que tinha resolvido e ligar para Michele e marcar o dia da tatuagem.
Resolvi ligar para Michele antes. Achei o número dela em minha lista de contatos do celular e liguei. No segundo toque, ela atendeu:
- Oi, meu amor! Como você tá? - ela disse, já sabendo que era eu.
- Oi, vida. Tô bem.. e você? Precisamos marcar o dia da minha tatuagem. Tô ansiosa! - eu disse, me sentindo eufórica, de repente.
- E eu, então? Quero fazer logo. Já tatuei algumas fãs do Luan mas você é especial. Além de fã, você é namorada do cara! Quem diria, hein? Namorando nosso ídolo querido. - ela disse e riu.
- Nem me fale. Custo acreditar que isso seja verdade. Mas, se for sonho, não me acorde, né? 
- Jamais. Mas que dia você quer fazer? Amanhã, mesmo sendo domingo, vou abrir o estúdio porquê um cara vem aqui fazer a última sessão. Se você quiser, pode vir. A sua é fácil!
Me senti alegre. Finalmente eu iria eternizá-lo em mim. 
- Amanhã que horas? Bom, pode ser a hora que você quiser. - eu disse, querendo que o tempo corresse.
- Depois do almoço, ok? Vou terminar a tatuagem do rapaz e depois do almoço você pode vir. Fico te esperando. 
- Certinho então, princesa. Amanhã nos vemos. Obrigada mais um vez, tá? - eu disse, me despedindo.
- Tô sempre aqui para você. Não vejo a hora de te abraçar. Saudade! - ela disse e desligou.
Me levantei e joguei o celular em cima da cama. Desci as escadas rumo ao encontro da fera. 
Por mais que minha mãe fosse tudo de bom, fiquei com medo da reação dela. Ela sempre me apoiara com relação ao Luan mas não sei se apoiaria meus planos. Ainda assim, eu o faria.
Da escada, consegui ver minha mãe arrumando a mesa do jantar. Aquela mesa não era a mesma sem a presença do Luan.
Fui até a mesa e puxei uma cadeira.
- Mãe, precisamos conversar. - eu disse, em tom sério.
- Pode dizer, minha filha. - ela disse, sem me dar muita atenção. 
- Eu vou parar com o cursinho. - eu disse, esperando o pior.
Ela parou o que estava fazendo. Virou-se, olhou para mim e disse:
- Eu já sabia.
Fiquei sem ação. Como assim?
- Sabia? Como assim, mãe? - eu disse, com a mente cheia de interrogações.
Ela se aproximou, puxou uma cadeira e sentou ao meu lado.
- Filha, eu te conheço melhor do que ninguém. Eu sempre soube que o cursinho era mais uma desculpa para adiar a faculdade e ficar mais fácil ir atrás do Luan. Eu sei que você o ama muito mas não entendo esse amor todo. Só não julgo. Não mais, aliás. Quero que você seja feliz. Independente de qualquer plano que seu pai e eu fizemos e idealizamos para você. A vida é sua e só cabe a você decidir o que fazer com ela. Você tem meu apoio. Eu te amo. 
Refleti sobre as palavras dela e fui pega de surpresa. Não esperava nada disso.
Mais uma vez, pensei em como minha mãe era maravilhosa e ótima comigo. 
Apenas abracei-a com todo o meu ser.
- Eu que te amo, mãe. Obrigada por tudo! - eu disse, enquanto a abraçava.
- Eu sei que sim, filha. Você é tudo para mim. E não se preocupe com seu pai. Posso contorná-lo novamente. E depois do acidente que você sofreu, acredito que ele nunca mais vai interferir em nada.
- Entendo, mãe. Mas eu não temia isso. Eu só não queria decepcionar você. - eu disse, me soltando do abraço.
- Você nunca me decepcionou porquê eu sempre soube de tudo, como eu já te disse. Fique tranquila, meu amor. Agora, suba e lave as mãos. O jantar está quase pronto. - ela disse, levantando-se da mesa e indo até o forno.
- Tudo bem, mãe. Aliás, amanhã vou na Michele fazer minha tatuagem, tá? - eu disse, esperando alguma resposta negativa.
- Tá bom. Já pensou direito sobre isso? Depois, não tem mais volta. Ok, que pergunta idiota. - ela disse, enquanto olhava para minha cara de "dã, o Luan é tudo na minha vida".
Subi as escadas dando risada. Minha mãe conseguia se superar a cada dia.

Espero que vocês gostem, amoris. =) comente aqui ou no grupo no facebook. Beijos! s2

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Capítulo 63

No outro dia, acordei toda torta na cama e com a mão da Duda em cima do meu rosto.
Mordi a mão dela e ela acordou aos berros:
- Filha da puta de menina! Que dor! - disse ela, levantando-se da cama e segurando a mão.
Comecei a rir.
- Ai, linda. Tira essa mão da minha cara.. - eu disse, dando mais risada ainda.
Ela me olhou feio e saiu em direção ao banheiro.
Sentei-me na cama e procurei meu celular. Olhei para o chão e lá estava ele.
Fiquei me perguntando o porquê dele estar no chão. Aí me lembrei da noite passada. Tudo que Luan havia dito.
Meu maior sonho estava realizado. Eu me sentia sem chão por isso mesmo. Minha vida toda sendo pensada e vivida em função do Luan. Ainda bem. Mas, como ele mesmo disse, as coisas haviam mudado. E pra melhor. Com ele ao meu lado, tudo já estava bem por si só.
Me levantei da cama e Duda saiu do banheiro.
- Vou ter que ir embora, irmã. - ela disse, pegando sua mochila dentro do meu guarda-roupa.
- Ahhh, mas já? Tá tão cedo! - eu disse, olhando para o relógio. Já era mais de três da tarde.
- Cedo? São três horas da tarde. Minha mãe mandou sms.
- Tá bom, fazer o quê. Te acompanho até lá embaixo.
Duda trocou de roupa e ligou para tia Silvia vir buscá-la.
Dez minutos depois, tia Silvia buzina no portão. Descemos e me despedi da Duda.
- Se cuida, Dudinha. Te amo! - eu disse, abraçando-a.
- Se cuida também e dê noticias. Aliás, hoje tem Luan no Caldeirão do Huck. Ele gravou enquanto você estava internada. Luciano o acompanho em um dos shows. Assista! - ela disse, entrando no carro. Tia Silvia ligou o carro e foram embora.
Entrei em casa correndo e subi as escadas. Tomei outro banho rápido e liguei a tv do quarto. O programa começaria logo.
Meu celular vibrou. Era sms do Luan: "Amor, jajá tô na tv no programa do Huck. Assiste ai! Te amo."
Meu coração ficou mole. Quando fui digitar a sms, o programa já havia começado.
Digitei e o avisei que já sabia e estava assistindo. Depois de meia-hora de programa, passou a chamada e após os comerciais, era a vez da matéria com Luan.
Esperei impacientemente os três minutos de comercial até que, enfim, começou. Gravaram com Luan dentro da van no percurso entre hotel e o local do show. 
Luciano fez inúmeras e variadas perguntas. Quando entraram no camarim, Luciano disse:
- Luan, sua assessora nos passou que eu não poderia fazer essa pergunta mas vou fazer assim mesmo. Você tá solteiro ou namorando? - ele disse e Luan pareceu surpreso. Aquilo não estava no script.
Pensei que Dag fosse interferir mas não. Luan assentiu com a cabeça e respondeu:
- Então, Luciano. Eu tô namorando e tô feliz demais por isso. - ele disse, tentando não cair no assunto do acidente.
- Ah, que legal. Fiquei sabendo que é com uma fã sua. Verdade?
-Verdade, cara. Eu acho que sempre soube que mais dia menos dia, alguma delas ia pescar meu coração. - e os dois caíram na risada. 
Luciano colocou a mão no ombro do Luan e disse:
- Mas, óh, fica bem, querido. Ela vai sair dessa. Nem precisa dizer nada.
Luan abraçou Luciano e sorriu.
- Eu sei que vai. Obrigada, Luciano. Vamos pro show? Já tá pra começar. 
E então a matéria acabou e só passou alguns flashes das músicas de sucesso.
Quando percebi, já estava com lágrimas nos olhos novamente. 
Meu príncipe assumindo nosso namoro em rede nacional e falando que acreditava em minha recuperação.
Chorei de novo, sim, mas não de infelicidade.
Muito pelo contrário.

Espero, do fundo do coração, que vocês estejam gostando. ;) s2

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Capitulo 62

Naquele noite, dividi a cama com Duda. Não queria dormir sozinha e não a deixei ficar na cama debaixo.
Meu celular tocou de madrugada. Acordei meio sonolenta e tateei até o criado-mudo. Peguei o celular e era o Luan. Senti um peso sobre meu braço esquerdo e era a cabeça de Duda pesando mais que o mundo.
Sai da cama com todo o cuidado para não acordá-la.
Peguei o celular e fui até a janela. Abri o vidro e sentei no peitoril.
Atendi com um suspiro.
- Alô? - já sentindo meu coraçãpo martelar só de pensar que em menos de um segundo, eu ouviria a voz mais linda do mundo.
- Bom dia, meu amor. Te acordei? - ele disse, com a voz abafada.
- Acordou mas você tem perdão. - eu disse, sorrindo.
- Então eu vou te acordar sempre. Para sempre. - ele disse e meu coração derreteu.
Apenas ri, sem graça. Eu teria que comunicá-lo sobre minha decisão. E eu nem tinha comentando nada com meus pais ainda..
Mesmo assim, decidi contar. Antes que a agonia tomasse conta de mim.
- Amor, preciso te contar uma coisa.. - eu disse, com a voz séria.
Pude sentir a respiração dele ficando mais pesada do outro lado da linha.
- Pode dizer, Brê. - ele disse, finalmente.
Pensei e repensei durantes cinco segundos. Eu não havia ensaiado nada.
- Ok, então. É o seguinte. Vou sair do cursinho. - eu disse, tomando cuidado com as palavras.
- O quê? Como assim? Porquê? - ele disse, surpreso.
- Porque eu sempre soube que todos os meus planos de sair da casa dos meus pais por causa de uma possivel vaga em alguma faculdade pública, era por sua causa. Eu queria sair daqui porquê meu pai não aceitava minha vida de fã e ninguém sabia do meu amor por você. Mas agora não preciso mais disso. Você já está na minha vida. Posso fazer faculdade por aqui mesmo.. - eu disse, jogando todas as palavras contra o telefone.
- Não vou te apoiar nessa maluquice, Brenda. Você tem que entender que agora você não é só uma fã. Você é minha namorada. E vai precisar crescer. Não pode ficar baseando tudo no amor que sente por mim. Pense em você mesma! Só isso que te peço. Segunda-feira passo aí para te buscar e você vem comigo para Londrina. Aí nós conversamos.
Ele mal terminou de falar e eu já não aguentava mais chorar. Tentei falar mas minha voz saiu atrapalhada.
- Não chora, meu amor. Só tô dizendo a verdade. Daqui pra frente, tudo vai mudar. Entendo e te apoio em tudo que você precisar.
Respirei fundo e, enfim, consegui dizer:
- Olha, Luan. É isso mesmo que tento te dizer. Tô deixando para trás os planos de ir atrás de você porque já tenho você. Me sinto sem chão agora. Você não me entendeu direito. Quero ajuda. Preciso me encontrar..
- Desculpe pelas palavras. Foi sem pensar, meu amor. Eu só quero ver você feliz. E não precisa mais viver em total função de mim. Sou seu e de mais ninguém, apenas. 
Consegui enxugar as lágrimas que molhavam meu rosto. Respirei fundo novamente.
- Eu te desculpo porque você é a minha vida e te dou todo o direito de falar o que quiser. Você ao meu lado, tá tudo certo. - eu disse, com o coração na mão.
Quase pude ouvi-lo sorrir. 
- Eu que te quero ao meu lado, tá? Amor, melhor você ir dormir. Tá tarde.. mas antes, posso te pedir uma coisa?
- Claro, principe. Tudo que você quiser.
- Desde que começamos a namorar, queria cantar para você dormir. Quando eu estava aí não consegui fazer isso. Posso fazer agora?
Me surpreendi com a proposta. Aceitei, obviamente. Sai do peitoril da janela e voltei para minha cama. Dei um chega pra lá na Duda e deitei.
- Pode começar, amor. Já me arrumei em minha cama maravilhosa. - eu disse, esperando impacientemente que ele começasse a cantarolar para mim.
Me senti uma criancinha sendo embalada pelo melhor abraço do mundo. Sua voz me envolvia de um jeito inexplicável.
Ele começou: "Foi sem você que eu pude entender que não é fácil viver sem te ter. Meu coração me diz que não, eu não consigo viver sem você.."
Sorri e depois de cantar pela terceira vez essa música desconhecida para mim, adormeci sem dizer nada.
Deixei o celular cair da minha mão e ir direto para o chão.

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