terça-feira, 25 de setembro de 2012

Capítulo 79

Na manhã seguinte, acordamos cedo. Minhas malas já estavam prontas.
Antes das nove da manhã, Rober buzinou e Luan desceu para atendê-lo. Continuei arrumando as coisas e a sensação de que estava esquecendo alguma coisa estava me deixando aflita.
Repassei tudo e revisei a mala inúmeras vezes.
Luan subiu as escadas e entrou no quarto, me chamando para ir.
Fechei as malas e Rober nos ajudou a colocar tudo no porta-malas. O jato de Luan estava no aeroporto de Congonhas.
Antes de sair, Luan e eu tiramos uma foto juntos e postei no twitter. Compartilhando um pedacinho do meu mundo - agora - com as outras pessoas.
Meus pais nos acompanharam até o portão e me despedi:
- Mãe, pai! Amo vocês. Eu ligo assim que chegar, ok? - eu disse, abraçando-os.
- Tudo bem, minha filha. Vai com Deus. - meu pai disse, dando um beijo em minha testa.
- Se cuida, meu bem. Você é tudo pra mim.. - minha mãe disse, com lágrimas nos olhos.
- Vocês também são tudo pra mim! Mãe, por favor. Não chore. Isso não é definitivo. Vou conhecer dona Marizete. Não foi você quem sempre me disse que é ótimo manter uma boa relação com a sogra? O Luan te adora. E eu preciso conhecer a família dele. Fiquem bem. A gente se fala. Amo vocês. - eu disse, entrando no carro e fechando a porta.
Antes que minha mãe se jogasse na frente do carro para impedir nossa partida, pedi que Rober acelerasse.
Abaixei o vidro e acenei. Rober arrancou com o carro e fomos em direção ao aeroporto.
Cerca de uma hora depois, já tinhamos embarcado. Eu nunca tinha entrado no Bicuço e aquele era o sonho de qualquer fã.
Eu já tinha andado de avião, quando viajei para Porto Alegre com meus pais, há alguns anos atrás. Mas nada se comparava a estar ali, ao lado do Luan - que já cochilava - e dormia sereno. Um anjo.
Quis ligar para Duda e contar os últimos fatos mas meu celular estava no modo avião.
Rober tagarelava com o co-piloto mas percebeu que eu estava solitária e olhar as nuvens através da janela, estava me deixando entediada.
Então, levantou-se e sentou na poltrona à minha frente. Começou a puxar papo comigo e perguntou pela Michele.
- Hum, Michele, é? - eu disse e ri.
- É.. sua amiga Michele. Não sei se você sabe mas nós ficamos. Não naquele dia em que a deixamos no prédio dela. Mas no outro.. - ele disse, envergonhado.
Reprimi o riso. Michele sempre dizia que Rober era um grande chato e mala-sem-alça-e-sem-rodinha.
- Sério? Disso eu não estava sabendo... - eu disse, desviando o olhar do dele. Se meus olhos batessem em seu rosto, eu não aguentaria e soltaria toda aquela crise de riso que se formava dentro de mim.
- É, aconteceu e desde então não nos falamos mais. Achei até que ela estaria em sua casa hoje. Você sabe, né, pra se despedir de você. - ele disse, pensativo.
- É, se eu soubesse até teria chamado mas isso nunca passou pela minha cabeça.
Luan acordou num pulo e cortou o assunto com Rober. Mas, de fato, eu não tiraria dele nenhuma informação a mais. Eu teria de perguntar para a própria Michele. Mas era quase inacreditável e ele parecia ter gostado da ficada.
- O que aconteceu, meu amor? - eu disse, olhando ele.
Luan coçou os olhos e disse:
- Acho que tive um pesadelo. Ainda não me acustumei com isso de avião e viver nas alturas. Tô meio enjoado, eu acho.. - disse ele, encostando o corpo novamente na poltrona e fechando os olhos.
- Fica calma, príncipe. Respira fundo. Quer uma água? Rober, me dá uma garrafa d'água aí.. - eu disse ao Rober, apontando para o frigobar ao lado dele.
Rober passou a água para mim, abri a garrafa e entreguei ao Luan.
Dez minutos depois, o piloto avisou que iriamos pousar.
Meu estômago embrulhou e meu coração palpitou.
Eu, finalmente, estava chegando na cidade que sempre sonhei conhecer e morar.

Espero que gostem, amoris. Comentem aqui ou no @whenmare comigo. Obrigada sempre. Beijos!

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