sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Capítulo 75

Depois do almoço, chamei minha mãe para ir ao cursinho trancar minha matrícula.
Luan decidiu nos acompanhar. Entramos os três no carro e minha mãe foi dirigindo.
Pelo trajeto todo, ficamos conversando e mostrei a tatuagem para minha mãe.
- Que linda, filha! Engraçado que a mamãe aqui não merece uma dessas, né? Ingrata.. - ela disse e riu.
- Claro que merece, mãe. Vou fazer, tá? - eu disse, abaixando a camiseta.
- Não, senhora. Pode ir parando de rabiscar o corpo. Que mania! - Luan disse, se intrometendo na conversa.
- Ai, Luan. Fica na sua, tá? Você colocou alargador e ninguém falou nada.. - eu disse, rindo.
- Pior que falou. Minha mãe fez da minha vida um inferno. Mas sou rebelde demais né, amor? - ele disse, esticando o braço e segurando minha mão.
- É! Demais, demais.. - eu disse, enquanto olhava o trânsito.
- Deve ser rebelde mesmo mas se eu digo "não", é pior. E Brenda é outra rebelde. Não posso fazer nada a não ser apoiar, né, filhinha? - minha mãe disse, prestando atenção no trânsito também.
- Com certeza, mãe. Não adiantaria nada não ficar do meu lado. - eu disse, pensativa, de repente.
Trocamos mais algumas palavras e chegamos ao colégio. Mamãe e eu descemos do carro e quando Luan abriu a porta do carro, eu disse:
- Aonde você vai?
- Vou com vocês, ué. Não pode? - ele disse, me olhando.
- Pode.. só se você quiser chamar a atenção e causar um transtorno dentro do colégio. - eu disse, cruzando os braços.
Luan fez biquinho e voltou para o carro, fechando a porta. Meu coração morreu com aquela careta.
Entrei no colégio com minha mãe. Passamos pelo pátio e era o intervalo entre o primeiro e o segundo horário. 
Vi, de longe, o pessoal da minha antiga sala reunidos e sentados na grama próxima aos bancos.
Me perguntei o que eles faziam ali já que todos estudavam de manhã. Olhei novamente e dois meninos me reconheceram e comentaram com o resto do pessoal.
Virei o rosto e continuei andando. Segui por mais alguns passos e entramos na secretaria.
A moça que nos atendeu nos cumprimentou mas eu nem sabia o nome dela. Duda, Luana e eu sempre a chamamos de "tia".
Minha mãe pediu a papelada e não explicou o motivo da desistência. Fiquei ao lado dela, e as vezes olhava pela porta de vidro que dava para o corredor que leva às salas. Aquele lugar me acolhera durante os últimos dois anos e testemunhou alguns momentos importantes em minha vida de fã.
A secretária chamou meu nome e, prontamente, dispersei a atenção daquele lugar e assinei os papéis, ao lado da assinatura de minha mãe.
Cinco segundos depois, uma algazarra.
Larguei a caneta e olhei novamente pela janela de vidro para ver o que estava acontecendo.

Espero que estejam gostando. Comentem comigo no @whenmare, aqui ou no grupo do facebook. Obrigada sempre, meus amoris! <3

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