domingo, 23 de setembro de 2012

Capítulo 77

Mamãe nos deixou no portão de casa e nem entrou. Disse que iria para a casa da tal amiga de infância, Gabriela.
Luan e eu entramos em casa. Fiquei na sala vendo tv e ele subiu para o banho. 
Enquanto ele tomava banho, aproveitei para organizar meus pensamentos e colocar minha vida ordem.
Mais uma coisa tinha deixado para trás: a vida de vestibulanda. Agora, oficialmente, eu não fazia mais nada da vida. 
Conseguiria assumir o melhor papel de todos. O papel de namorada do Luan. E o próximo passo a ser dado, era conhecer a família dele.
Minha família também.
Ficaríamos mais dois dias em casa e minha consulta estava marcada para terça-feira à tarde. Na quarta-feira, Rober viria nos buscar e eu acompanharia Luan até Londrina.
Quis ir sozinha ao médico mas Luan não permitiu.
Pegamos o carro de minha mãe e rumamos ao hospital.
Depois de uma hora e meia de muito trânsito, Luan estacionou em frente ao hospital.
Olhar e entrar novamente naquele lugar me causava arrepios. Desci do carro e Luan veio até mim. Segurou minha mão e a apertou levemente, encorajando-me. Como ele havia feito alguns tempos atrás, só que eu estava de saída daquele lugar branco, frio e sem graça. Nada convidativo. 
Na sala de espera, mais gente fotografando e até o diretor do hospital desceu do escritório para conhecer Luan.
A recepcionista chamou meu nome. Era minha vez. Deixei Luan na sala de espera, atendendo ao pessoal.
Eu não poderia fazer nada e tampouco achar ruim. Eu sabia que a vida dele era assim e mesmo assim aceitei o compromisso de fazer parte dela.
Entrei na sala do médico, Dr. Othon.
Ele me cumprimentou com um aperto de mão forte e disse estar feliz em me ver novamente. Viva.
Sorri de volta e me sentei em uma das cadeiras à frente da mesa.
Dr. Othon começou e desfazer e abrir um monte de envelopes. Engoli em seco.
Depois, atentamente, prestei atenção a cada detalhe. Doutor me explicou tudo e, no final das contas, eu teria que conviver com uma dor de cabeça chata e que não tinha cura. Por conta do traumatismo e de um coágulo que surgira em minha caixa craniana.
Fiquei boquiaberta. Sobre o coágulo, eu não tinha conhecimento. Por um segundo, fiquei preocupada. Mas, segundo o próprio médico, a equipe conseguiu drenar a tempo.
Respirei aliviada. Sai do consultório mais feliz do que havia entrado.
Dobrei dois corredores e vi Luan sentado na sala de espera, à minha espera.
Sem falar nada, passei por ele e Luan passou a caminhar do meu lado.
- Desculpa, meu amor. Você sabe como é.. - ele disse, dando de ombros.
- Eu entendo, príncipe. Fique tranquilo. Ocorreu tudo bem na minha consulta e só vou ter uma pequena sequela que aparecerá vez ou outra: uma dor de cabeça chata e horrível. Mas com isso nós podemos lidar, não é? Doutor Othon me recomendou um parecetamol, caso a dor aperte demais. - eu disse, resumindo toda a consulta em algumas palavras.
- Dor de cabeça? Não quero ver você mal. - ele disse, me abraçando por trás.
- Eu vou ficar bem. Quer dizer, eu já estou bem. Tenho você e já é muito mais do que mereço.
- Mentirosa. Você merece muito mais.. mas não vou discutir isso agora. Entre. - ele disse, abrindo a porta do carro para mim.
Príncipe encantado, pensei comigo.

Espero que gostem, amoris. Comentem aqui, comigo no @whenmare ou no grupo do facebook.

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