Acordei horas depois, com minha mãe batendo insistentemente na porta. Não fiz o minimo de esforço para levantar da cama e ir abrir.
Olhei para o lado e vi um anjo dormindo ao meu lado. Fazia alguns dias que eu não admirava e guardava o sono do Luan. Gostaria de fazê-lo todas as noites, se possível.
Repousei a cabeça no travesseiro e vi que estávamos apertados em minha cama de solteiro. Olhei em volta e pude e me lembrar o que acontecera na noite anterior.
Repassei todos os detalhes e conclui que jamais esqueceria daquilo. E me senti bem. Aquele fora o momento certo com a pessoa certa.
Acariciei os cabelos de Luan enquanto ele dormia. Meu coração transbordava quando ele estava perto e esvaziava de saudade quando a ausência se fazia presente.
Enrolada no lençol, me levantei e fui para o banho. Lavei o cabelo e demorei mais do que o costume.
Saí e Luan estava encostado na porta do banheiro, à minha espera.
Nos abraçamos e pousei o rosto em seu peito. O melhor colo do mundo, aliás.
- Bom dia, minha princesa. - ele disse.
- Bom dia, meu amor.. - eu disse, roubando um selinho dele.
- Sua mãe tentou nos acordar, né? Acha que ela vai brigar? - ele perguntou, curioso.
- Não sei. E acho que, por ora, ela não precisa ficar sabendo. A não ser que você queira ouvir o mesmo sermão que eu ouço desde que entrei na adolescência. - eu disse, dando de ombros.
- Sermão? Deus me livre. Já basta o da dona Marizete. Melhor deixar assim mesmo. Esse momento foi só nosso. - ele disse, unindo nossas mãos.
Beijei-o e abracei forte. E Luan (que estava só de cueca) vestiu uma roupa e desceu as escadas comigo. Já era hora do almoço em plena segunda-feira.
Minha mãe estava na cozinha e há dias eu não via meu pai.
- Bom dia, mãe! Cadê meu pai? - eu disse, abraçando-a por trás.
- Bom dia, dona Brenda? Isso são horas? O almoço já está pronto. E seu pai está viajando à trabalho.. - ela disse, enquanto terminava de fazer o arroz.
- Bom dia, sogra mais linda do mundo. - disse Luan, dando um beijo no rosto dela.
- Bom dia, meu filho. Mas as donzelas dormiram até tarde, hein? Ninguém trabalha nessa casa? - ela disse e riu.
- Eu quase não trabalho, dona Edna.. - Luan disse e rimos juntos.
Puxei uma cadeira e me sentei à mesa. Mamãe havia feito lasanha. Vibrei por dentro. Era meu prato preferido. Eu poderia comemorar a noite passada, ainda que apenas dentro de mim, com aquele almoço digno dos deuses.
Luan sentou-se ao meu lado e mamãe à minha frente. Almoçamos todos juntos e minha mãe não perguntara sobre a tatuagem.
Depois do almoço, mamãe colocou Luan e eu para lavar a louça. Achei aquilo o cúmulo mas eu não estava a fim de discutir com ela.
Enquanto eu lavava a louça e Luan enxugava, lembrei que eu não podia comer presunto por causa da tatuagem.
Mas nem comentei nada com Luan. Não queria deixá-lo preocupado.
Até porque o que não mata, engorda.
Espero que gostem, meninas! Comentem aqui, comigo no @whenmare ou no grupo do facebook. Obrigada sempre!
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