quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Capítulo 80

Assim que desembarcamos, haviam algumas fãs à nossa espera no saguão do aeroclube de Londrina.
Saltei do Bicuço e algumas conseguiram ultrapassar pelo portão e duas grades.
Luan as atendeu e na hora da foto, uma delas me perguntou:
- Brenda, bate a foto pra gente? Por favor... - ela disse, segurando em minha mão.
Analisei aquela cena e foi como se o mundo estivesse em pausa. Os papéis haviam se invertido. E isso me lembrava de quantas vezes o esperei - daquela mesma maneira - em alguns aeroportos. Não havia alcançado o êxito de abraçá-lo mas sempre que ia embora, levava comigo muito imaginação.
Na maioria das vezes, ia ao aeroporto com Duda, Michele e Luana. E quando não conseguiamos chegar perto do Luan ou quando, simplesmente, ele não aparecia, eu voltava para casa com o coração e a mente inundados de coisas que eu queria que acontecesse.
Agora, estava eu ali. Descendo do avião do Luan. E tirando foto para as fãs. Parecia um sonho.
Abandonei meus pensamentos e tirei a foto. Enquanto eles conversavam, troquei a configuração da câmera para sem flash e bati outras tantas fotos. Uma surpresa para aquelas fãs que, assim como qualquer sonhador, mereciam ter seu sonho realizado.
Quando Luan se despediu delas, a mesma menina que me pediu para tirar a foto, veio até mim e me abraçou. Fiquei sem ação e tentei retribuir - de um jeito meio desengonçado - aquele abraço simples e imprevisivel.
Então, a tal fã disse baixinho, próximo ao meu ouvido, enquanto me abraçava:
- Ei, Brenda. Cuida dele por nós? - ela disse e logo se afastou. Pediu uma foto rápida comigo e eu segurei a câmera novamente. Quis perguntar o que mais ela queria dizer mas não ali, perto do Luan. Então deixei para lá.
Segurei na mão do Luan e caminhamos juntos pela pista de pouso. Rober nos acompanhava logo atrás.
Chegamos ao estacionamento e um carro já estava à nossa espera. Entramos e não reconheci o motorista. Rober sentou no banco traseiro junto comigo e Luan.
Rober e Luan foram o caminho todo conversando e eu, que havia sentado na janela, fiquei olhando todas as ruas, pessoas, curvas, céu.
Admirando tudo, constatei que meu sonho já estava mais do que realizado. Na verdade, nos últimos tempos, eu estava falando muito mais em sonhos do que de costume.
E o motivo era óbvio: apesar de tudo e de todas as consequências, eu havia seguido meu coração. E isso, também era um sonho.
Me concentrei no caminho que tomávamos rumo ao condomínio. Meu estômago não acompanhava minha linha de raciocinio e estava todo contorcido com uma mistura de ansiedade e medo. Respirei fundo em silêncio.
Luan segurou minha mão e pelo canto do olho, pude perceber seu olhar em mim. Não olhei de volta. Apenas segurei em sua mão e continuei olhando cada canto e cada rua que deixávamos para trás.

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