terça-feira, 4 de setembro de 2012

Capítulo 60

Subimos a ladeira empurrando a bicicleta e conversando. 
- Duda, assim que chegarmos em casa, vou ligar para a Mi e marcar o horário da tatuagem. Se possível, amanhã mesmo.
- Sim, vamos! Você é corajosa demais. Acho que eu não teria coragem. 
- Não é coragem. É amor. Mas essa tatuagem não é pelo meu namoro com Luan. É pelo meu amor de fã. Quero eternizar isso mais ainda e na minha pele, onde as pessoas possam ver que eu realmente o amei com todas as minhas forças e fui atrás do meu sonho.
- Eu sei. E por isso mesmo que admiro essa atitude. Por mais que eu ame o Luan, não sei o dia de amanhã.
- Pois eu já sei. No dia de amanhã vou poder ligar para o Luan, aliás, posso ligar quando eu quiser. E minha ficha não caiu ainda. - eu disse, olhando os carros passando. A saudade estava batendo e eu apanhando.
- Você é engraçadona, né, dona Brenda? Só porque agora tem o número de telefone do ídolo.. - Duda disse, rindo de mim.
- Ahh eu tenho o número de telefone do meu namorado, tá? E sou chata. Beijocas - eu disse, e caímos na gargalhada juntas.
Mal percebemos e já estávamos em casa. Deixei a bicicleta na garagem e entrei. Subimos para o quarto e eu fui tomar banho. Duda voltou para o computador e ficou de ligar para Michele agendar meu horário.
Peguei meu celular e vi 5 mensagens recebidos. Todas do Luan.
Sorri automaticamente. Isso ainda era estranho para mim.
Sentei no chão do banheiro e li a primeira sms que dizia assim: "Hoje tenho show em Campo Grande. Que saudade da minha terra! Queria que você estivesse aqui comigo."
Eu sempre quis conhecer Campo Grande. Por motivos óbvios.
E a outra: "Tô no bicuço, meu amor. Dagmar dormiu e me deixou falando sozinho. Cadê você aqui comigo? ):". Morri de amores.
E as outras três, eram sms perguntando aonde eu estava e porque não respondia. Ri sozinha. Luan sempre impaciente.
Respondi contando sobre meu passeio com Duda e falei sobre a falta que ele fazia.
Dois minutos depois, meu celular vibra com uma sms nova. Do Luan.
"Até que enfim, hein. Nenhum quarto de hotel tem a mesma graça desde que você me fez companhia aquela noite. Te amo muito."
Li e nem respondi. Deixei o celular em cima da pia e entrei no box. 
Deixei a água do chuveiro levar embora todas as lágrimas que pulavam de mim.
Não era tristeza nem dor. Além da felicidade, era a minha realização. Ninguém mais amaria Luan como eu amava. 
Acreditei mais ainda na ideia de estar sendo correspondida por ele.
Enquanto lavava meu cabelo, uma ideia tomou conta de mim.
Ali, tomei a decisão que daria um rumo à minha vida e mudaria tudo de vez.
Desliguei o chuveiro, peguei a toalha, me enxuguei e sai correndo do banheiro. 
Eu precisava contar para Duda.

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