Soltei a camiseta e a mesma caiu no chão sem fazer nenhum barulho.
O silêncio reinava e nada precisava ser dito. Nosso corpos se falavam sem que nenhuma palavra fosse proferida.
Virei-me e o beijei intensamente. Luan vestia calça jeans, tênis e uma camiseta da Nike.
Eu sabia que aquele momento não pedia ensaios nem prévias. Aconteceria naturalmente. Mas minha mente insanamente adolescente me bloquearia.
Comecei a tirar a camiseta dele e ao ver aquele toráx - com a malhação em andamento - fechei os olhos e empurrei todas as neuroses para as gavetas mais fundas da alma.
Abri os olhos e lancei sobre ele o olhar mais ousado que havia em mim.
Ele sorriu de um jeito safado e ali ele soube que eu estava preparada para isso. Eu sempre estive preparada. Só não sabia disso.
Luan me beijou novamente e eu segurei firme em seus cabelos.
Em um segundo, Luan me ergueu e me segurou no colo. Assim, pude estrelaçar minhas pernas em volta de sua cintura.
Me carregou até a cama e eu deitei. Luan veio por cima de mim, me beijando e, ao mesmo tempo, abrindo o zíper da minha calça jeans.
Como mágica e mãos agéis, Luan conseguiu abrir o zíper com facilidade e tirar a minha calça e a dele, em menos de segundos.
Segurei o riso. Deixei ele ser ele mesmo. O meu menino, querendo me fazer feliz e consumar o ato que, mais tarde, traria algumas lembranças eternas e que existiriam em nós até o fim de nossos dias.
Olhei e vi que Luan usava cueca box, de cor branca. Lembrei de quando eu ficava até de madrugada rindo e trollando o Luan com as meninas no twitter.
Esse era o sonho de todas nós.
Voltei meus pensamentos para o momento. O nosso momento. Luan me levantou meus costas e ficamos sentados um de frente para o outro, com as pernas entrelaçadas novamente.
Comecei a beijá-lo ferozmente, como se minha língua pudesse arrancar cada pedaço do céu da boca dele. Enquanto isso, Luan abria, um por um, cada colchete do meu sutiã.
Apesar do tempo que já se passou e a lembrança viva, não consigo lembrar da cor de minha lingerie. E eu sempre esqueço de perguntar ao Luan.
Finalmente, ele conseguiu tirar meu sutiã e fugiu do meu beijo. Começou a brincar com meus seios e eu fui ao delirio.
Assim, começava a noite mais inesquecivel de nossas vidas.
Cinco segundos depois, cortei o barato do Luan:
- Cadê a camisinha? - eu perguntei, olhando para ele.
Luan me olhou com um olhar assustado e decepcionado.
- Merda! Não sei se tenho. - ele se levantou da cama e foi correndo vasculhar os bolsos da calça. Não encontrou nada. Voou para as malas e eu fiquei só olhando o desespero dele. Talvez ele temesse que eu desistisse.
Depois de um árduo trabalho de busca, Luan achou uma camisinha escondida num fundo falso da mala de mão.
Voltou para os meus braços todo sorridente.
E voltamos ao ponto em que havíamos começado.
Espero que gostem e comentem comigo aqui, no meu twitter @whenmare ou no grupo do facebook. Obrigada, amoris!
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