segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Capítulo 65

Jantei apenas com minha mãe e meu pai não estava em casa. Depois, ficamos na sala assistindo à tv enquanto eu conversava por sms com Luan.
Decidi ir dormir cedo. Meu estômago pulava de ansiedade por causa da tatuagem.
Perto das dez da noite, rumei para o meu quarto. Mandei sms desejando um ótimo show ao Luan. 
Ele nem poderia imaginar o que eu estava prestes a fazer.
Naquela noite, dormi um sono sem sonhos. O sono mais tranquilo que eu já tivera em anos.
Acordei no outro dia totalmente descansada. Eu sabia que aquela tatuagem seria, definitivamente, um marco e o inicio de uma nova história. Dessa vez, eu seria a protagonista juntamente ao Luan.
Ainda na cama, peguei meu celular para ver a hora. O relógio digital marcava nove da manhã.
Entristeci. Era muito cedo e minha ansiedade só aumentava.
O celular vibrou. Era uma sms do Luan. Li e reli em voz alta. Minha mente não conseguia acompanhar tudo aquilo, às vezes.
"Nosso amor é como uma estrela. Posso ver mas não posso tocar. Mas você está aqui, o amor da minha vida. É incondicional! Você tem a forma exata pra me prender em você. Te amo. Bom dia, princesa. Saudade!"
Não sei como ele conseguia ser tão maravilhoso. Eu sempre me indagava sobre isso.
Fui até o banheiro, tomei um banho revigorante e decidi entrar na internet. Há muito eu não entrava por lá.
Tuitei e deletei o facebook. Talvez eu não tivesse tempo para isso.
Quando vi, a hora tinha voado. Eu sabia que não conseguiria almoçar. Logo, peguei minhas coisas e desci as escadas praticamente voando. 
Chamei um táxi, o estúdio de Michele ficava um pouco distante da minha casa.
Não vi nem sinal dos meus pais. Talvez eles tivessem saído para almoçar fora.
Ao entrar no táxi, indiquei o endereço ao motorista e seguimos viagem.
Olhava os carros pela janela e a lembrança daquele dia no táxi com a Dagmar, indo ao hotel ver Luan, me inundou.
Fechei os olhos e coloquei um dos fones no ouvido, tocando Te Vivo.
Essa expressão "Te Vivo" não conseguia traduzir nem expressar tudo o que eu sentia pelo Luan.
Era pouco, não absorvia nem um terço do meu sentimento.
Não sei se a corrida demorou ou se fui eu quem sonhava por dentro e não tinha a minima noção da hora.
Paguei o taxista, agradeci e desci do táxi.
Entrei no mini-shopping e a maioria das lojas estavam fechadas. Peguei o elevador e fui até o último andar.
Os passos que me levavam até o estúdio, pareciam lentos, por mais que acelerasse.
Avistei a porta de vidro onde uma placa pequena de néon piscava com a palavra "OPEN". Só a Michele mesmo para fazer parecer um bar, um local de tatuagem.
Empurrei a porta e vi Mi sentada no balcão. Lembrei da última vez em que eu a vira. E aquele passado parecia não me pertencer mais.

Espero que gostem, amoris! Comentem aqui ou no grupo do facebook. Obrigada sempre! s2

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