Eu falaria com minha mãe e resolveria tudo à noite. Com o Luan por perto, me ajudando e dando cobertura.
Saímos do carro e Rober ajudou a tirar algumas malas do Luan de dentro do porta-malas.
Rober voltaria para Londrina e Luan ficaria comigo. Esse era o plano.
Entramos em casa e Rober arrancou com o carro. Deixei as chaves em cima da mesa de jantar e subimos para o quarto.
Luan deitou em minha cama para ver tv enquanto eu ligava para minha mãe, a fim de saber do paradeiro dela.
Desci as escadas para ligar do telefone da sala. Disquei o número do celular dela e no terceiro toque, ela atendeu:
- Oi, filha! Como foi na Michele? Fez a tatuagem? Doeu muito a costela? Tô doida pra ver. - ela disse, atropelando-me com as palavras.
- Oi, mãe.. eu fiz sim. Ficou linda! Quero te mostrar logo - eu disse, com a voz baixa - onde você está?
- Tô na casa de uma amiga, a Gabriela. Acho que você se lembra. Estudamos juntas e viemos ao shopping fazer umas compras. Só chego em casa mais à noite, tá?
- Tá bom, mãe. O Luan já tá aqui em casa. Quando você chegar, a gente pode conversar? Tenho muito o que resolver. - falei e ouvi um clique na linha. Mas continuei com o telefone no ouvido.
- Ai, que saudade do meu segundo filho! Mais tarde estou aí e conversaremos. Te amo, Brê. Se cuida. - ela disse e desligou sem me dar tempo de resposta.
Coloquei o telefone na base e subi lentamente as escadas. Quase que arrastando meus pés.
Quando entrei no quarto, vi Luan sentado na beirada da cama, do lado oposto da porta, fitando a janela aberta.
Achei estranho e sentei ao lado dele. Fiz carinho em seus cabelos e encostei a cabeça em seu ombro.
- O que aconteceu, amor? - disse e eu disse.
- Nada. - ele disse, seco e ríspido. Meu coração doeu.
- Nada? Como assim? - eu disse, olhando para ele. Luan continuava fitando a janela.
- Você acha que eu sou idiota? Até quando achou que ia me fazer bobo? - disse, sem dirigir o olhar a mim. Eu não entendia.
- Seja mais explicito.
- Vou ser mais explicito. Fique de pé, Brenda. - ele disse e eu obedeci. Nunca havia visto Luan agindo daquela maneira.
Ficamos de pé. Frente a frente. Ele me encarou e disse:
- Tire a camiseta. - eu gelei.
- Porquê? Eu já disse que não me sinto segura ainda, Luan..
- Como você é criança, Brenda! Porra, não muda de assunto. Você sabe muito bem o que você acabou de fazer. Eu acabei de ouvir na extensão do seu quarto, a sua conversa com a Edna. Agora me deixa ver o que você aprontou. - ele disse, cruzando os braços sob o peito. Com a feição carrancuda e os stress evidente.
Quis chorar. Aquilo não estava em meus planos.
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posta mais,amei!♥
ResponderEliminarPosta maaais , to louca pra ver o que o Lulubs vai dizer da tatto :)
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