segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Capítulo 78
Assim que chegamos em casa, minha mãe tinha ido, de táxi, buscar meu pai no aeroporto.
Luan e eu ficamos na sala, vendo tv e mexendo na internet. Subi para o meu quarto para buscar meu tablet.
Sentei no sofá e entrei no twitter. Me assustei ao ver alguns fã-clubes em minha homenagem. Mas isso já era de se esperar.
Retuitei e segui algumas pessoas.
Depois de algumas horas, meus pais chegaram e Luan tinha adormecido em meu colo.
Continuei na internet. Incrivel como eu sentia falta daquele hábito mas apenas quando estava ali, entretida com todo aquele mundo da web.
Meu pai me abraçou, tomando cuidado para não acordar Luan.
Mamãe e pai subiram para o quarto com as malas e depois de alguns minutos, Luan acordou.
Agora é a hora, pensei. Subi as escadas e gritei meus pais.
Eles desceram prontamente e disse ao meu pai que eu tinha um assunto sério para conversar.
Juntamente ao Luan e mamãe, expliquei a ele toda aquela situação. Eu não esperava que ele entendesse mas ele não poderia me impedir, de qualquer forma.
Papai cruzou os braços, sentado em sua poltrona e me ouviu em silêncio. Quando terminei de falar tudo, ele assentiu, levantou-se e foi em direção à escada.
Parou ao pé dela e disse:
- Você já é maior de idade e eu não posso fazer nada. Tem meu total apoio. Sei que você ama esse rapaz. Quando você estava em coma, pude ver o desespero nos olhos dele a cada visita no hospital e a cada dia que passava e você não voltava... E vocês dois têm minha benção, para o que der e vier. Apenas prometa para o seu velho aqui que você jamais vai esquecer de tudo que lhe ensinei. Você vai ser para sempre a minha bonequinha, a minha única filha. E agora só desejo que você seja feliz. Como eu já te disse, nunca mais quero passar pelo que passei naquele período do coma. Você está livre. Te aprisionei por muito tempo. E você merece ser feliz sem que nada te impeça. - ele terminou e meu olhos encheram-se de lágrimas. Corri ao seu encontro e o abracei bem forte. Papai beijou minha testa e em seguida subiu para o seu quarto.
Me virei e voltei para os braços do Luan. Minha mãe nos abraçou e chorou comigo.
Pela primeira vez, aquele choro em família não era por causa do meu acidente e nem nada do tipo.
Era, enfim, por alguma coisa boa. E isso abriu outra aba em minha mente.
Apesar de todo o calor do momento, minha cabeça ainda girava com toda aquela mudança.
Respirei fundo e não deixei que essa preocupação repentina atrapalhasse tudo.
Espero que gostem, amoris. Comentem aqui, comigo no @whenmare ou no grupo do facebook.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
to adorando , posta mais
ResponderEliminar